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Seis passos para um bom relacionamento bancário

Conversar com o gerente do banco na hora do aperto é ação comum para muitos empreendedores. Geralmente, as pequenas empresas precisam de uma grana extra para ajudar a pagar as contas ou ganhar alguns dias de caixa positivo até fechar uma compra ou receber dos clientes.

Uma pesquisa, feita pela MasterCard, indica que 43% das micro e pequenas empresas preferem o contato direto com o gerente do banco, seja pessoalmente ou por telefone. Neste relacionamento entre empresa e banco, as coisas precisam ser equilibradas, ou quem perde dinheiro é o empresário.

Estas declarações são afirmadas pelo Consultor Financeiro Empresarial, Reginaldo José Dias, formado em Administração de Empresas pela FIPA, pós-graduado em Controladoria e Finanças pela UNIMEP e com MBA em Negócios Financeiros pela UNB-Brasilia, com experiência de mais de 15 anos no mercado bancário.

“É preciso cultivar um relacionamento de longo prazo, que é estar em contato com o banco não só na hora que precisa de crédito. A melhor hora é quando a empresa está muito bem, com lucro aumentando. Esse é o momento de bater um papo com o gerente ou chamá-lo para conhecer sua empresa”, aconselha Dias.

Mesmo com o relacionamento mais próximo e informal, existem informações que o gerente do banco não vai dar aos pequenos empresários. É responsabilidade do empreendedor estar bem preparado para negociar. “Por vezes, o profissional envolvido no mercado financeiro parte do pressuposto de que a outra pessoa também conhece e sabe do que estão falando”, explica Reginaldo.

Mais do que informação e relacionamento, mostre-se confiante na hora de buscar uma linha de crédito. “Mostrar segurança e falar olhando no olho é importante”, sugere o consultor.

Para ter um controle nas finanças, e na própria administração de sua empresa, o especialista aponta seis passos que devem ser seguidos fielmente.

Seis passos para um bom relacionamento bancário

1. “Conheça os números da sua empresa.”

Ter um planejamento financeiro organizado é o primeiro passo para ir ao banco. A parte mais burocrática da gestão costuma ajudar os empreendedores a convencerem as instituições financeiras. Relatórios como o balanço patrimonial, demonstração de resultados e rentabilidade vão ajudar a ter uma projeção do fluxo de caixa para o futuro. “Os gerentes gostam de ver um plano de negócios para os próximos três ou cinco anos. Isso mostra uma gestão profissional da empresa”, explica o Administrador de Empresas.

O fluxo de caixa futuro deve comportar o pagamento das prestações. “Toda tomada de empréstimo representa um comprometimento da receita futura. O planejamento financeiro profundo é mais interessante”, diz o profissional.

Para os especialistas, conhecer os números evita chegar ao limite do endividamento. “As empresas vão para o banco sem saber o que precisam. Quando sabe que vai faltar dinheiro no caixa, antes de ir ao banco, a gente aconselha a negociar primeiro com o fornecedor. Se ele deixar para última hora, vai chegar com a corda no pescoço e o gerente vai colocar mais juros”.

2. “Pesquise as taxas da concorrência.”

Dificilmente, um gerente bancário vai te mandar embora da agência para pesquisar as taxas da concorrência. “Muitas vezes, o pequeno empreendedor pode ser enrolado quando ele teria outras condições mais baratas que o gerente não está interessado em oferecer”, opina Reginaldo.

Antes de correr no banco em que já tem conta, o ideal é procurar informações gerais sobre as linhas de crédito do mercado. “Busque a taxa de juros mais barata. Tem várias linhas do BNDES que precisam ser questionados no banco comercial”.

3. “A taxa de juros não pode mexer na rentabilidade.”

Saber qual taxa de juros sua empresa comporta é também responsabilidade do empreendedor. “Não é errado pagar juros, desde que não prejudique a rentabilidade”, diz Reginaldo. Segundo ele, a rentabilidade (que é o lucro dividido pelo total investido) precisa ficar acima de 15% para compensar o investimento. “Se o total dos juros reduzir tanto o lucro a ponto de a rentabilidade ficar abaixo dos 7%, não compensa. Hoje, qualquer taxa de juros acima de 1% ao mês está alta”, explica.

Reginaldo ressalta ainda a ilusão dos últimos rebaixamentos das taxas de juros. “Existe uma taxa mínima que é informada pelo banco, mas sempre o empreendedor vai encontrar uma taxa específica que segue o risco do negócio”, conta.

4. “Faça perguntas.”

Quem vai conversar com o gerente precisa estar cheio de informações e de perguntas. Segundo os especialistas, a conversa deve esclarecer todos os pontos possíveis para não ter surpresas no extrato bancário. “Prepare um conjunto de questões a serem apresentadas antes de fechar, como o volume de dívidas, as condições de pagamento e os prazos”, afirma o Administrador de Empresas e Consultor.

5. “Renegocie dívidas antes de pegar outro empréstimo.”

Com as recentes quedas nos juros, esta pode ser uma excelente hora para colocar as contas da empresa em ordem. “Esse é o momento do empreendedor renegociar o empréstimo”, sugere o consultor.

Além disso, se a dívida não for com o banco, pode ser ainda mais fácil. “Se o caixa está negativo, tem que renegociar com os fornecedores, analisar se os produtos estão saudáveis e dando retorno, e mexer no estoque, se isso não afetar a operação”.

6. “Conheça a sua real necessidade.”

Contratar uma linha de capital de giro pode ser pouco vantajoso para uma empresa que precisa de um novo equipamento. “Saiba o que você precisa: se é capital de giro ou investimento. Se vai comprar um bem, tem linhas mais baixas. É mais caro quando é para capital de giro”, explica o profissional.

Por isso, antes de assinar contratos, saiba quanto o caixa pode pagar, quanto dinheiro precisa durante o ano, quais meses e qual o valor máximo que pode ser a parcela. “Tem que saber o que quer e que juros pode pagar. O planejamento financeiro é a peça chave para ajudar nessas decisões”.

PESSOAS FÍSICAS

Não só empreendedores precisam apreender a negociar suas dívidas; as pessoas físicas também precisam tomar suas precauções. Empréstimos, financiamentos e uso de cartão de crédito são os serviços mais utilizados por este grupo; e que na maioria das vezes, gera muita dor de cabeça por falta de uma consultoria financeira.

No geral a maioria realiza empréstimos para terminar construção de um imóvel

ou até quitar prestações do mesmo. Reginaldo explica: “no caso de reforma existem linhas adequadas que são disponibilizadas por algumas instituições financeiras. Contratar um Crédito Pessoal para tal finalidade é muito oneroso, não sendo conveniente. Quando se trata de quitação de empréstimo imobiliário, nem pensar em quitá-lo contraindo outro empréstimo com juros mais altos; o melhor neste caso é sempre fazer uso do FGTS, obedecendo as normas reguladoras”.

Já para quem decide financiar um imóvel, deve antes de fechar o negócio procurar pela instituição financeira, se informar sobre os limites que poderão ser financiados, de acordo com a renda, a possibilidade do uso do FGTS, a taxa a ser cobrada, os custos que serão cobrados, como avaliação do imóvel, despesas cartorárias. Na maioria das vezes, perder um pouco de tempo nessas pesquisas evita dores de cabeça no futuro.

No financiamento de veículo, além da pesquisa da taxa, deve-se fazer outras análises, como se a parcela caberá no bolso, o tempo dessas despesas, não esquecendo que o carro é um centro de custo nas famílias. Cuidado com as taxas embutidas nos valores das parcelas, que de acordo com o BACEN são proibidas, pois sobre elas acaba sendo aplicada a taxa de juros.

Cada Banco trabalha com uma tabela de taxas é preciso pesquisar. “ Cada Banco trabalha com taxas diferentes e cada um tem sua explicação, como: custos operacionais, impostos, nível de inadimplência; porém sempre é necessário a pesquisa de banco em banco, não só da taxa como das tarifas, nunca fechar um negócio sem antes voltar para casa e fazer uma avaliação, ou até mesmo buscar orientação com um profissional que o ajude na escolha. Ter em mente que atualmente a taxa que regula o mercado, a chamada Taxa Selic, esta em 8% ao ano, este é um parâmetro”.

CARTÃO DE CRÉDITO

O mal de muitos é o uso de cartão de crédito. Este é um mal que esta assombrando muitas famílias, pois a oferta de cartões foi muito grande num passado recente, e agora a inadimplência vem colocando muitos em situações complicadas de não conseguirem pagar a fatura. “Quando você não faz um planejamento adequado dos gastos e acaba pagando o mínimo exigido pelas administradoras, em menos de 1 ano você terá mais do que o dobro da sua dívida, pois a media de juros cobradas esta em torno de 14% a.m, ou seja, essa taxa ao mês é maior do que a taxa SELIC ao ano praticada atualmente (8%)”, alerta o consultor.

Outra medida importante que Reginaldo frisa é verificar o extrato com frequência e impedir que serviços não autorizados sejam cobrados pela instituição financeira. “ A verificação é obrigatória no mínimo uma vez por semana. Detectando quaisquer débitos que não foi autorizado por você, formalize por escrito o pedido de estorno com prazo de respostas. Não sendo atendido, procure um órgão de defesa do consumidor, reclame via Banco Central.



Publicado em: 01/08/2012         Fonte: O Regional Online         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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