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Produtividade aumentou no setor de serviços

Para alguns economistas, o excesso de medidas de incentivo pode estar prejudicando a produtividade da economia. Mas Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit Suisse no Brasil, não vê um problema grave de produtividade na economia brasileira nos últimos anos.

A produtividade, indicador importante para explicar o crescimento sustentado de longo prazo, é, simplificadamente, o quanto a economia cresce para uma dada quantidade de trabalho e capital (os "fatores de produção"). A produtividade do trabalho é fundamental na determinação da chamada "produtividade total dos fatores".

Os pessimistas acham que o governo, na ansiedade em reacelerar a economia, acaba fazendo escolhas equivocadas em termos dos setores incentivados. Dessa forma, a baixa seletividade reduziria a produtividade. Além disso, as constantes mudanças de regras distorceriam a alocação de capital e dispersariam o foco das empresas na melhoria de produtos e processos.

Outro argumento é que a indústria de transformação vem perdendo espaço na economia brasileira para os serviços, que são menos produtivos de uma forma geral - a ampliação dos serviços reduziria a produtividade na economia como um todo.

Recente estudo do Credit Suisse, porém, mostra que aquele tipo de mudança da participação dos setores no PIB, chamado de "efeito composição", não está reduzindo a produtividade do trabalho. Segundo o estudo do banco, "a expansão da produtividade entre 2001 e 2011 foi explicada, em grande parte, pelo setor de serviços a partir de 2007".

Entre 2001 e 2011, houve forte crescimento da produtividade na agropecuária, de 71%. No mesmo período, a produtividade dos serviços também cresceu, em 6,8%, com destaque para os segmentos financeiro, imobiliário e comercial.

Mas a produtividade da indústria só aumentou 1% de 2001 a 2011, por causa da queda do indicador na indústria de transformação, de 1,5%. A construção civil também teve recuo, de 1,2%.

Teixeira acha que a retenção de empregados diante da possibilidade de recuperação da economia pode ter prejudicado a produtividade. Se ele estiver certo, é sinal de que não se trata de problema estrutural grave.

O trabalho do Credit Suisse nota que, de 2004 até o primeiro trimestre de 2012, os serviços no total do PIB brasileiro aumentaram de 63% para 67,4%, e a indústria recuou de 30,1% para 27,2%.

O estudo indica que houve recuo do porcentual de pessoas empregadas na indústria, o setor mais produtivo, a partir de 2008. Mas esse efeito negativo foi compensado pela redução porcentual da força de trabalho da agropecuária, setor menos produtivo, e pela expansão do emprego no setor de serviços com valor adicionado superior ao da economia como um todo, como transportes e serviços financeiros, entre outros. / F.D.



Publicado em: 01/07/2012         Fonte: Estadão         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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