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Bolsa de valores, uma caixinha de surpresas


O investimento em bolsa apresenta situações que se assemelham àquelas ocorridas no futebol. Veja algumas similaridades entre a bolsa e o mundo futebolístico.

Após trabalhar longos anos no mercado financeiro e ser apaixonado por futebol, difícil não tecer comparações entre o universo de investimentos e o nosso esporte mais popular.

1) Ao analisar a atividade do gestor de recursos, lembro-me da frase do ex-treinador Otto Gloria, brasileiro que treinou a seleção portuguesa na Copa de 1966: “Quando perde, o treinador é chamado de ‘Besta’. Quando vence, de ‘Bestial’”. Bestial em português de Portugal equivaleria a algo como gênio. O mesmo vale para o gestor. Enquanto o fundo apresenta bom desempenho, ele é reverenciado. Mas basta um período de má performance para as críticas serem contundentes.

2) Alguns gestores gostam de alardear seu trabalho em momentos de bom desempenho, mas culpam suas equipes em períodos de turbulência como se as decisões de investimento não tivessem sido corroboradas pelo líder. Como diria um famoso treinador brasileiro: “eu ganhei, nós empatamos, vocês perderam”.

3) Tal como em um time, é importante a gestora de recursos estar preparada para um período de turbulências, de maus resultados. Caça a bruxas, nesses momentos, eleva a insatisfação na equipe, aumenta seu “turn over” e compromete o desempenho futuro. Troca constante de equipes gera inconsistência nos resultados e desconfiança dos clientes. A manutenção da equipe e da estratégia traçada inicialmente é fundamental. Quantos times não iniciam a temporada com maus resultados, mas no fim do ano conseguem se sagrar campeões?

4) Após montar sua carteira de ações, é comum ver o analista ou o gestor defendendo enfaticamente suas escolhas. Muitas vezes a realidade se mostra diversa da esperada pelo profissional, mas suas convicções permanecem enraizadas. A lógica cede lugar à paixão e o profissional se comuta em um mero torcedor.

5) Visão de curto prazo. Torcedores almejam títulos e investidores rentabilidade. Quanto mais rápido, melhor. Assim jovens jogadores e excelentes estratégias de investimentos são desperdiçados em decorrência dessa visão imediatista.

6) Jogar na “retranca”. Em regra, gestores são medidos com base em metas anuais, como por exemplo, superar o índice de mercado em alguns pontos percentuais. Assim, quando a meta é atingida antes do fim do ano, é natural que o gestor corra menos riscos como forma de não prejudicar a boa performance obtida até então.

7) Boa remuneração = desleixo, falta de comprometimento, estrelismo? Quantos bons jogadores antes de atingir seu auge apresentam queda de rendimento? Atividades extracampo passam a dominar a mente dos “astros”. No mundo financeiro, também é comum encontrarmos alguns profissionais que após bom desempenho em alguns anos perdem o foco, ficam arrogantes e se tornam menos diligentes em suas seleções de ativos.





Publicado em: 25/05/2012         Fonte: Postado por: André Rocha / V         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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