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Reforma política e tributária

 

Por Andre A. Michel

 

Em tempos de ódio vociferam argumentos de que regimes de exceção deveriam perdurar no País, com o pretexto de que a corrupção acabaria. Bem, puro engano, ou faz de conta que é ainda pior, na minha humilde opinião.

Estamos há pouco mais de 20 anos experimentando o regime democrático, que, dentre todos, é sem dúvida o mais adequado, pois regimes de exceção, que cortam direitos, restringem deveres ou os impõem, empobrecem a sociedade e a deixa refém de irrealidades indescritíveis. Neste último pleito vi a falta de opção de uma eleição. No meu entendimento, houve muita lacuna na oposição com o “decente” que se apresentou como alternativa ao estrelato em cena. Já do outro lado faltou diálogo, apesar de terem conseguido alcançar mais 4 anos de mandato.

A responsabilidade da atual e nova presidente é muito grande e relevante, ela terá que superar rumores em sua própria casamata, a figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e buscar diálogo, primeiro com o próprio Congresso, e, depois, com a sociedade. Não é preciso ser especialista ou comentarista político para entender que reformas urgentes precisam atropelar de fato a pauta do País, a mais urgente é na Legislação Tributária, que amarra e emperra o crescimento do País. A presidente terá que colocar sua capacidade de diálogo à prova, chamando as principais entidades empresariais para alinhavar uma reforma que simplifique toda a demanda produtiva do País, trazendo economia e crescimento, destravando as catracas que emperram o crescimento do gigante que somos.

Depois da reforma tributária, precisa, então, superar o modelo político vigente, desnudar os preconceitos existentes neste tema e encarar os fatos. E não podemos mais conviver com eleições a cada dois anos. Todo o País para, porque não se sabe se o candidato do centro fica ou da esquerda ou a direita entra, não dá mais! O crescimento do Brasil passa por eleições gerais, a cada 6 anos, não tendo mais esta separação infrutífera entre os pleitos municipais, estaduais e federais, acabando com o trampolim de políticos, restringindo, desta forma, o mercado de negociação de apoios à custa das demandas emergentes do País.

 



Publicado em: 11/11/2014         Fonte: Jornal do Comércio - RS         Postado por: Ronnie de Sousa

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