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O espantoso que não mais espanta

No setor elétrico brasileiro o espantoso não mais espanta. Talvez porque a natureza não dê saltos. Mas, certamente, porque os governos são ineficientes e ineficazes em se tratando de gestão. Seja como for, a sociedade organizada compassiva mantém as crenças na magia do acaso como se acreditasse em coisas estranhas. Em agosto de 1984, criava-se a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), à qual posteriormente se incluíram "e Consumidores Livres".

Ela nasceu para incrementar o diálogo governo-indústria. E, em seu leque de dificuldades, a de número 1 era e continua sendo o elevado e impagável preço final da energia para os grandes clientes. Parece um eterno retorno nietzscheano . Sempre no marco inicial.

Neste século apareceu a Anace (consumidores de energia que não se sentiam representados pela Abrace). As metas são muito semelhantes e antigas, precisamente como as dos grandes consumidores. A diferença é que a Anace surgiu já com a existência do mercado livre, cuja defesa também é, segundo interesses de intermediação, exercida pela Abraceel (entidade dos comercializadores de energia).

A história de vinte e oito anos não alterou uma vírgula a grande questão da Abrace. A Alcan saiu do mercado (entrou a Novelis) e sua moderna planta de Aratu (Bahia) fechou, enquanto desaparecia a Valesul (Rio de Janeiro) e a Vale do Rio Doce se desfazia da Albrás (Pará), vendida para a Norsk. No momento, a Alcoa está prestes a fechar a planta de Poços de Caldas (MG) e parte da linha de produção da enorme Alumar (São Luiz do Maranhão).

Passaremos de exportadores de alumínio para importadores. Colocaremos no exterior a bauxita e, talvez, a alumina. Os preços favoráveis das commodities não nos devolveram margens para, sobreviventes, disputarmos os mercados que já foram nossos.

Recorde-se, só para ilustrar, no setor têxtil, que a Coteminas , denunciando o alto preço da energia elétrica, pelo menos uma vez recente já descontinuou a produção em Minas Gerais, enquanto, simultaneamente o alumínio também sofria parada na produção, em Ouro Preto, no mesmo Estado. Portanto, não se trata mais de ameaça. Investidores para os quais energia é custo relevante estão desistindo do Brasil.

Os fatos falam por si. Repito que este colunista há pelo menos dez anos, inclusive neste espaço do DCI, vem alertando os leitores para a contribuição da energia na rota da desindustrialização. Reverter esse processo é lento e árduo. Requer reformas tributárias e políticas industriais, muito mais do que algumas recentes medidas governamentais pontuais e limitadas no tempo e no espaço.

Observe-se que todos os agentes do setor elétrico, como soe acontecer anualmente, se reunirão na cidade do Rio de Janeiro, dias 8 e 9 de maio. Seus discursos em preparação igualmente serão em essência bem antigos (exceto o do setor eólico que é impúbere no Brasil).

Os autogeradores (Abiape) sofrem, pois procuram empreender contra todas as marés oficiais adversas, esgrimindo uma resistência oriunda da área governamental corporativista bolivariana, e de outra parte de obstáculos milimetricamente interpostos por ambientalistas, aos quais se somam movimentos de desalojados por barragens e que tais.

No limbo permanecem, por exemplo, as pequenas centrais hidrelétricas reunidas na Abrage (geradores de energias limpas). Elas também, nos leilões de energia nova, se ressentem de inviabilidade competitiva, diante da enorme lista de incentivos que artificializaram, para baixo, os preços de venda das usinas geradoras eólicas. Esperam uma verdade econômica asfixiante sobre os artifícios das eólicas para reaparecerem no tablado.

Simultaneamente, os preços finais da energia elétrica no Brasil só fazem subir. Os consumidores finais pagam os encargos (mais de dez) da ordem de R$ 17 bilhões nas suas faturas anuais. Além de tributos que se aproximam de R$ 50 bilhões anuais.

O mesmo jargão - falta de competitividade - está na garganta dos investidores em usinas de energia elétrica que queimam bagaço de cana de açúcar, ao passo que empreendimentos em usinas térmicas a gás se deparam com o anúncio da Petrobrás de que o fluido está, por ora, indisponível. Além disso, no Hub de Nova York o gás custa US$ 4 por milhão de BTU, um terço do menor preço daqui.

Os geradores térmicos unificados na Abraget seguem às voltas com a aversão da sociedade ao carvão mineral, ao óleo combustível, ao óleo diesel e ao manejo da Petrobrás, monopolista de fato, na oferta de gás (a cessão ocorre para quando e para quem ela, estatal, designe). O fato é que também não se altera a insegurança jurídica permanente sobre o setor (no Brasil, nem o passado é previsível).

A espada de Dâmocles do nosso governo permanece no pescoço de cada regra nascida de uma assinatura oficial. O Congresso Nacional vez ou outra tenta derrubar decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), numa relação que nunca se pacifica, como se vê nos dias correntes. Sempre mais do mesmo!



Publicado em: 07/05/2012         Fonte: Paulo Ludmer é jornalista, es         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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