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Da bolha ao calo

Muito se fala sobre bolha imobiliária no Brasil e o que não falta são analistas, professores e pessoas em busca de ideias mirabolantes para evitar essa situação. Hoje, o desenvolvimento econômico brasileiro retrata um boom dos imóveis, e os preços sobem, sim. Sobem, mas tudo indica que não por especulação ou por refinanciamento de imóveis. Ao contrário, consta que o preço sobe no País porque há, sim, demanda para isso.

Com a diminuição de taxas de juros, a melhoria do poder aquisitivo de parte da população, o retorno do crédito imobiliário que, após 20 anos parado quase levou o mercado à estagnação, tudo mudou. Por enquanto para melhor, entre as empresas que atuam nessa área. Porém, vale a pena manter a atenção de que o sinal de alerta deve ser mantido em cima da tão temida bolha. É preciso que os preços dos imóveis estejam inflados de maneira artificial, o que se espera não acontece no País, para que ela realmente aconteça, acreditam especialistas do setor. Uma ideia é, por exemplo, quando pensamos no que aconteceu nos Estados Unidos em 2007. Parece ter sido concretizado entre os norte-americanos o temido subprime: compradores de imóveis refinanciando as hipotecas apoiados em valores irreais de mercado. E foi esse crescimento acima do real que fez com que o sistema desmoronasse. Porém, anos depois, o mercado financeiro americano voltou atrás sobre o assunto e ficou tudo no ar.

Fica a dica de que é preciso cautela, também no mercado brasileiro, de que as especulações podem, ou não, ter fundamento. Mas vale aqui um fôlego aos desesperados de plantão: de acordo com os grupos financeiros mais conceituados dos Estados Unidos os financiamentos na região na época do estouro da bolha chegavam a 100% do imóvel, às vezes mais. Hábito cultural que não é praticado no mercado brasileiro - podem comemorar uns e outros. Por aqui, são poucas as unidades 100% financiadas pelos bancos. Em média o valor representa até 60% do imóvel. Para este ano, a expectativa das entidades vinculadas ao setor, como Sindicato da Habitação (Secovi) é que o mercado cresça na proporção direta do desempenho da economia. A questão que deve ser levada em conta é: o preço do imóvel (seja R$ 8 mil o metro quadrado em Brasília ou R$ 700 em Alagoas) deve continuar?



Publicado em: 07/05/2012         Fonte: Editorial - DCI         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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