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Ernst & Young planeja aquisições no Brasil

Por Assis Moreira | De Mônaco
 
A Ernst & Young, uma das quatro maiores firmas de consultoria do mundo, busca empresas para comprar no Brasil em todas suas áreas de atuação, disse seu presidente mundial, Jim Turley, em entrevista ao Valor.
 
A decisão se explica porque o Brasil é considerado um mercado chave para a empresa ampliar de 17% para 30% a fatia dos emergentes em seu faturamento total até 2020. O objetivo significa elevar as receitas nessas economias de US$ 2,5 bilhões para US$ 15 bilhões.
 
“Somos a mais globalizada, temos a melhor cultura na profissão e vamos continuar a investir para ser líder nas economias que estão crescendo”, afirmou Turley, reiterando que quer ser “vencedor nos emergentes” na concorrência com PwC, Deloitte e KPMG.
 
O executivo transfere essa estratégia para seu sucessor Mark Weinberger, que assumirá dentro de algumas semanas.
 
O faturamento no Brasil deve passar de R$ 902 milhões em 2012 para mais de R$ 1 bilhão este ano. A expectativa é que os negócios da empresa no país aumentem, em média, 20% ao ano até 2020.
 
Como crescimento orgânico tem limites, há a necessidade de adquirir companhias para atingir essa meta, principalmente considerando a falta de talentos no mercado brasileiro.
 
“Temos que atrair e reter talentos, só conseguimos crescer se temos novas pessoas. Não tenho como comprar uma máquina que vai produzir mais rápido no nosso segmento”, diz Jorge Luiz Canabarro Menegassi, CEO para o Brasil e América do Sul.
 
As aquisições levarão em conta a evolução de operações em certas áreas. A Axia foi recentemente comprada para atender mais empresas que buscam melhorar a eficiência operacional.
 
Agora, um alvo para aquisição são empresas de análise de dados, que orientam sobre como trabalhar e gerenciar dados a fim de suportar a eficiência operacional. Menegassi admite que não é barato fazer aquisições no Brasil.
 
“O que nos faz crescer é que as empresas têm cada vez mais necessidade de ser competitivas, de ter processos mais eficientes, viabilizar sua cadeia de produção e melhorar a governança corporativa para atrair mais investimentos, formas diferenciadas de se proteger de riscos”, diz Menegassi.
 
A Ernst & Young está trazendo mão de obra estrangeira para suprir a demanda no Brasil. Foram contratados profissionais de Portugal ou Argentina, países em dificuldade econômica, por exemplo. De outro lado, o aumento de negócios bilaterais, como no comércio com a China e a retomada de investimentos do Japão no Brasil, levou à contratação de especialistas vindos da China e do Japão.
 
Segundo o CEO mundial, Jim Turley, o negócio que mais se expande na empresa, incluindo o Brasil, é o de consultoria, muito focado em desempenho e risco, transformação no mercado financeiro etc. A área de conselhos em transações mudou inteiramente de perfil. “Hoje há menos ‘deals’, enquanto nossos negócios aumentaram bastante. É que antes nos chamavam no momento de fazer acordos, mas hoje [o trabalho] envolve a ‘agenda de capital’, como gerar, proteger o capital”, diz.
 
Outro área de grandes negócios é a tributária. “O Brasil está entre os países mais complicados no mundo na área de impostos, é questão sempre atual que vai exigir muito dos nossos consultores”, diz Turley. Para ele, a complexidade de impostos no país é cada vez mais uma desvantagem na visão de investidores estrangeiros.
 
A área de auditoria evolui muito mais rápido para Ernst & Young no Brasil do que em mercados desenvolvidos, devido às operações de IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações). Menegassi observa que no Brasil as empresas de capital aberto ainda são poucas, cerca de 600, das quais apenas 340 são muito negociadas na bolsa. Em comparação, o Chile tem 2 mil empresas de capital aberto.
 
No sábado, a Ernst & Young atribuiu seu prêmio de melhor empreendedor do mundo ao representante dos Estados Unidos, Hamid Ulukaya, um turco que realizou seu ‘sonho americano’, produzindo iogurte grego e alcançou faturamento anual de US$ 1 bilhão. Ele não conseguiu ainda a nacionalidade americana.



Publicado em: 11/06/2013         Fonte: Valor Econômico         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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