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As perspectivas econômicas para o Brasil

 

Por: José Eduardo Toledo de Abreu Filho*
 
A Plena Consultoria de Investimentos apresenta seu relatório econômico referente ao primeiro trimestre de 2013, com as perspectivas para os próximos meses sobre o cenário brasileiro. Abaixo, as principais conclusões:
 
Atividade Econômica
 
Em seu último Relatório Focus, o Banco Central divulgou que o mercado financeiro estima em 3% o crescimento do PIB brasileiro em 2013 e em 3,5 % em 2014. Já o FMI previu, também em abril, que a economia brasileira crescerá 3% em 2013 e 4% em 2014. A chave para um crescimento robusto e contínuo está nas mãos do setor privado, cabe ao governo seduzi-lo com taxas de retorno compatíveis com os riscos.
 
Inflação
 
O mercado estima que o IPCA suba 5,7% em 2013. O desafio será o de evitar o aprofundamento de um quadro de estagflação, ou seja, a combinação de baixo crescimento com inflação em alta. Medidas que avançam na direção da redução de custos são efetivas no curto prazo, desde que repassadas aos preços. Se os desequilíbrios que geram o processo inflacionário não forem corrigidos, a inflação retomará o seu curso anterior. Outra meta que deve ser perseguida é a de apagar a memória inflacionária, através da desindexação. Já a inflação, que estourou o teto da meta neste primeiro trimestre, ficará acima do seu centro de 4,5% até o fim do mandato da Presidente Dilma, segundo o último relatório de inflação do Banco Central.
 
Juros
 
A decisão de elevar os juros básicos de 7,25% para 7,5% surpreendeu o mercado não só pelo aumento menor que o esperado, mas também pelos votos a favor da manutenção da Selic. O resultado demonstrou maior preocupação com o crescimento econômico e com a crise internacional do que com as expectativas internas de inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) preparou o mercado para uma elevação da Selic de 0,5%, mas com a piora no cenário internacional optou pela alta de 0,25%. Segundo analistas, hoje o cenário mais provável é o de três ou quatro altas de 0,25%.
 
Investimentos em Renda Fixa
 
Enquanto as incertezas com a inflação e com a evolução da taxa Selic permanecerem, é aconselhável aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) adotarem a preservação dos seus patrimônios através da alocação em fundos de menor volatilidade, inclusive em fundo DI, e buscarem a superação da meta atuarial reaplicando novamente nos fundos de renda fixa de maior volatilidade quando o cenário e uma tendência de recuperação dos IMA-B mais longos estiverem melhor definidos.
 
Ainda em relação aos RPPS, sempre com vistas à diversificação das carteiras de investimento, as aplicações em FIDICs bem estruturados e com meta de rentabilidade compatível devem ser consideradas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem atuado para aperfeiçoar os controles por parte dos administradores e dos custodiantes dos fundos e passou a exigir que os pagamentos dos recebíveis sejam sempre efetuados em uma conta de titularidade de cada fundo, sem passar pela conta do cedente do crédito.
 
Investimentos em Renda Variável
 
Apesar do desempenho negativo das ações nesse primeiro trimestre, estima-se que em 2013 os lucros das empresas de capital aberto cresçam ao redor de 20%. Com o índice Ibovespa sendo negociado ao redor de 54 mil pontos, o investimento em ações merece atenção. Seja através de alocações imediatas ou graduais, as ações terão papel decisivo para que a rentabilidade das carteiras de investimento possa alcançar as metas atuariais ao longo do tempo.
 
Também importantes na diversificação, os fundos imobiliários devem continuar apresentando forte crescimento. As valorizações dos imóveis residenciais nos últimos anos tornam os projetos vinculados ao segmento comercial mais atrativos e menos arriscados.
 
Embora a alocação permitida pela Resolução 3.922 seja de apenas 5%, os RPPS com patrimônio compatível com as aplicações mínimas exigidas para o produto devem considerar essa classe de ativo em seu processo de diversificação da carteira. O potencial de rendimento no longo prazo, assim como o das ações, pode ser decisivo para que se atinja e mesmo se supere a meta atuarial.
 
*José Eduardo Toledo de Abreu Filho é da Plena Consultoria de Investimentos, sendo o economista responsável perante o Conselho Regional de Economia (CORECON/SP) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).



Publicado em: 13/05/2013         Fonte: Revista Incorporativa         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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