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Como entender o BC em poucas lições

 

Falar sobre o Banco Central nunca foi conversa de mesa de bar ou encontro de amigos. Até porque, mesmo que o tema seja interessante (para alguns) e até controverso, está difícil entender o que realmente pensa e quer fazer com a inflação brasileira a nossa autoridade monetária.
 
Sem pretensões, o blog tenta criar um mini-manual de “como entender o BC em poucas lições”.
 
1) O BC é responsável pela estabilidade financeira e da moeda de um país. O termômetro da moeda é a inflação. O primeiro sinal a ser percebido do BC é como ele vê e interpreta os fatores que estão determinando os preços e, consequentemente, a trajetória da inflação. Exemplos: se ela é resultante de um choque de oferta de produtos ou de excesso de demanda da sociedade; quanto ela está espalhada pela economia e qual o agente dessa contaminação.
 
Os sinais emitidos pelo BC recentemente já indicaram que a inflação estava “desconfortável” e havia um compromisso de trazê-la para baixo até o final do ano. Nesta quinta-feira (14), a ata da ultima reunião do Copom revelou que esse “desconforto” não merece tanta urgência e tratamento premente.
 
2) O segundo sinal vem da coordenação das expectativas e de como elas estão se comportando. Elas podem liderar o processo inflacionário para cima ou para baixo, dependendo da coordenação feita pelo BC. A inflação corrente é mais influenciada pelo dia a dia da economia. A inflação futura, pelas expectativas.
 
Já faz pelo menos seis meses que tanto a inflação corrente quanto a futura estão indicando alta dos preços, numa clara reação à falta de coordenação e liderança da política monetária na economia.
 
3) Conhecendo como o BC vê e interpreta o comportamento dos preços e como coordena as expectativas dos agentes econômicos, o terceiro sinal a ser percebido é se a visão da autoridade está próxima ou descolada da percepção da sociedade.
 
Em 2011, o BC estava descolado do “mercado”, mas estava certo. O Copom viu, antecipadamente, a atividade econômica despencando e agiu tempestivamente para evitar um estrago maior. Durante um tempo curto as percepções se equilibraram. Agora, estão novamente descoladas, já que os agentes veem muito mais risco no processo inflacionário e no contágio na economia do que assumem os diretores do BC.
 
4) A comunicação oficial – via documentos, palestras, entrevistas ou conversas com executivos, é o instrumento para revelar se os três primeiros sinais são coerentes, coesos e explicativos.
 
Bem, neste quesito a coisa anda pra lá de desequilibrada. Em poucos dias o presidente do BC, Alexandre Tombini, conseguiu dizer e desdizer sua visão sobre o momento atual. Em recente visita à Polônia, Tombini endureceu o discurso levando a uma interpretação de que o BC enxerga o risco da inflação e estaria pronto para agir – subindo os juros. Para os brasileiros, através da ata do Copom, Tombini disse o contrário – que é preciso “cautela” e que os fatores de pressão inflacionaria ainda precisam se provar realmente ameaçadores.
 
5) A última mas não menos importante sinalização do Banco Central é a sua atitude, ou seja, as medidas que escolhe, os juros que determina para buscar aquele equilíbrio da moeda citado no primeiro item.
 
O que não é possível explicar, com ou sem ajuda de um “mini-manual” é o por quê de toda essa confusão. Por que o BC está emitindo sinais tão ambíguos? Por que, se o BC está certo, a inflação ainda não recuou? Não é de agora que acumulam-se mais perguntas do que respostas.
 
Enquanto o dono do jogo não assumir as regras (será que ainda são as mesmas?), serão as respostas aleatórias e adivinhatórias que vão liderar as expectativas e as percepções sobre o que está acontecendo. A resposta pragmática do mercado financeiro foi desistir de esperar uma alta dos juros em abril, talvez nem em maio, nas reuniões do Copom.



Publicado em: 15/03/2013         Fonte: G1         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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