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Brasil S/A

 

Por: Antonio Machado     
 
Agito empresarial
O mau resultado da economia, estampado no mapa do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 divulgado pelo IBGE, deve tornar mais intensas as reuniões entre os dirigentes de grandes empresas, que já vinham se encontrando desde meados do ano passado para tentar entender as intenções do governo Dilma Rousseff, mas sem desdobramentos.
Os números do PIB de 2012, embora fartamente antecipados, abalaram a confiança entre dirigentes considerados formadores de opinião no meio empresarial sobre a capacidade efetiva de o governo coordenar as expectativas e administrar a burocracia, harmonizando a política econômica voltada ao investimento com o seu perfil distributivista — a rigor, a única prioridade bem sucedida e praticada com rigor.
Os dois lados, governo e empresários, se mostram perplexos com uma economia banhada de incentivos (queda histórica da Selic, de 12,50% ao ano para 7,25%; depreciação da taxa cambial que tendia a R$ 1,50 para R$ 2,00, depois de testar o patamar de R$ 2,10; desoneração de impostos; crédito subsidiado) e impotente para engatar a marcha do crescimento sem inflação — algo como 4% de expansão real do PIB. 
É como se houvesse duas economias no Brasil. Na economia no azul, tudo cresce: consumo de famílias (3,1%), consumo do governo (3,2%), serviços (1,75%), emprego (2,2%), renda real (6,3%), inflação (6,2% em doze meses), déficit externo (2,6% do PIB e aumentando), gasto social per capita (9% médio ao ano desde 2003). 
É a economia com céu azul que alavanca a elevada popularidade da presidente. Ela convive com a economia no vermelho, que desacoroçoa empresários, investidores e o próprio governo. Nela, a indústria de transformação, responsável por 53% do PIB industrial, teve queda de 2,5% em 2012; o seu deflator implícito (que informa a sua inflação agregada) teve deflação de 1,3%, o que implica que o setor encolheu mais do que sugere o seu desempenho absoluto.
A taxa de investimentos diminuiu 4%, derrubada pela queda de 9,1% da compra de máquinas e equipamentos, mal compensada pela alta de 1,9% dos gastos com construção. Em relação ao PIB, o investimento recuou de 19,3% em 2011 para 18,1% — a menor taxa entre os países emergentes e entre as principais economias do continente. 
 
Frustração vem de longe 
No fundo, a economia não avança conforme o figurino não só pelo que não faz o governo e o empresariado deixa de fazer, embora ambos façam menos do que alegam. O fato é que a frustração de resultados vem de longe e, sem essa compreensão, vai durar muito mais.
Começa com duas décadas de brutal concentração de renda durante a ditadura, como contraponto ao investimento em infraestrutura e nos alicerces do industrialismo na economia. Seguiu-se outra década de experimentos para sanear o que o estatismo exacerbado, consorciado com inépcia e transferências de renda ao capital privado, legou às finanças públicas: insolvência fiscal e externa e hiperinflação.
O conserto dessas mazelas, que começa com a reforma monetária de 1994, durou mais uma década. Nesse interregno, a Constituição de 1988 plantou outro modelo econômico, fortemente distributivista e desconcentrador. E a indústria mudou no mundo, e para pior aqui. 
 
Estado com tripla face 
Para resumir a história aos seus capítulos mais recentes, o Estado se ajusta nos governos Itamar e FHC e a distensão social toma força nos mandatos de Lula. Tais avanços são inquestionáveis, embora PT e PSDB desqualifiquem a obra de cada um. Fariam melhor se entendessem outros eventos decisivos pós-1994, que embaçam o crescimento atual.
O Estado com tripla face (federal, estadual e municipal) é um dos obstáculos. Nada a ver com a ideologia do Estado mínimo, mas com a funcionalidade federativa, engripada por funções duplicadas (saúde, educação, segurança), pelas múltiplas camadas do Judiciário, pela política salarial do funcionalismo confusa e desmotivadora, a falta de compromisso com eficiência etc. Tudo isso é custo, repassado aos tributos que sobrecarregam a produção, o investimento e a renda. 
 
A China como inspiração 
Tais eventos limaram a produtividade, enquanto a globalização das cadeias industriais solapou a competitividade. As multinacionais retiveram na matriz o desenho de seus processos, distribuindo o que produzem para países com baixo custo. Apple é o caso mais notório. E Nike, o mais radical, já que nem mais tem fábrica própria.
A indústria de transformação, fabricante dos bens de consumo que as classes em ascensão anseiam, respondeu com importações, decisão tornada racional pela capacidade ociosa criada no mundo pela crise e pelo custo alto e dólar baixo no Brasil. O investimento murchou pelos fenômenos globais, ampliados no país por decisões equivocadas de política econômica. Se Dilma é mal-humorada, tem viés estatista, é o de menos. Na economia planificada da China, o capital não liga para tais coisas. Mas lá fatura e lucra à vontade. 
 
Vulnerável e angustiado 
O empresariado deveria ter tais questões em mente ao se engajar a fazer o que nunca poderia ter se omitido: estudar o que passou e se passa com a economia antes de buscar influenciar as decisões. Tome-se a pedida consensual sobre um corte amplo de impostos. É inviável sem por na roda a questão federativa, como alguns partidos começam a constatar. Sem isso, dá-se com uma mão e se tira com a outra.
Falar mal da inflação, maldizer a Selic, sem desindexar contratos, é chover no molhado. Mas só o governo é capaz de coordenar esforços para indexar a correção de salários (e de aluguéis) à inflação dos próximos 12 ou 24 meses, universalizando a solidariedade com a meta do Banco Central. Não cuidar dessas coisas, e atentar para o lucro das concessões, compensando com subsídio o que não dá com tarifas, deixa o governo vulnerável, angustiado com o investimento, que é a essência da fortuna privada. Tipicamente, há um choque de visões.



Publicado em: 05/03/2013         Fonte: Jornal do Comércio         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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