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Banco Central reduz compulsório e injeta R$ 30 bilhões na economia


O Banco Central fez, nesta sexta-feira (14), alterações nos depósitos compulsórios que devem injetar mais de R$ 30 bilhões na economia, segundo estimativa do próprio BC.

Por meio de uma circular, o Banco Central simplificou as regras e reduziu a alíquota do

compulsório (parcela dos depósitos dos clientes que os bancos são obrigados a recolher aos cofres do BC) sobre depósitos à vista e a prazo. A expectativa é que os bancos usem esses recursos para oferecer mais empréstimos.

Desde o fim do ano passado, o BC já tinha liberado cerca de R$ 70 bilhões em compulsórios. Com a medida desta sexta, este valor ultrapassará a marca dos R$ 100 bilhões em liberações.

A tática de liberar depósitos compulsórios também foi utilizada durante a primeira etapa da crise financeira internacional, em 2008 e 2009, para estimular novos empréstimos dos bancos e impulsionar a economia brasileira. Posteriormente, entretanto, parte destas liberações foi revertida pela autoridade monetária.

Alterações desta sexta

Segundo o BC, a alíquota adicional incidente sobre os depósitos à vista foi reduzida de 6% para zero, e passa a vigorar a partir desta sexta-feira. Em relação ao depósito a prazo, a alíquota adicional foi reduzida de 12% para 11%, e surtirá efeito a partir de 29 de outubro de 2012, acrescentou a instituição.

Além disso, acrescentou o BC, a circular também permite que até metade do recolhimento compulsório adicional sobre depósito a prazo seja cumprida mediante aquisição de Letras Financeiras e carteiras de crédito, regra que também passa a vigorar a partir desta sexta-feira. Isso significa que o banco poderá recolher títulos aos cofres do BC, em vez de dinheiro. Com isso, os recursos dinheiro também acabam sendo liberados.

“Esse conjunto de medidas deve liberar, nos próximos meses, em torno de R$ 30 bilhões do estoque atual de R$ 380 bilhões de depósitos compulsórios, o que contribuirá para alongar o perfil de captação do sistema e melhorar a distribuição da liquidez no mercado interbancário”, informou o Banco Central.

De acordo com a instituição, a mudança “simplifica a estrutura de recolhimentos compulsórios, com a eliminação do adicional sobre depósitos à vista, reduz os custos da intermediação financeira e fornece melhores condições para o setor operar de maneira mais eficiente, em linha com as mudanças estruturais por que passa a economia brasileira”.

Medidas para estimular a economia

Para estimular o crescimento da economia neste ano, que tem sido afetado para baixo pela crise financeira internacional, o governo adotou uma série de medidas. Mesmo assim, o o PIB tem demorado para reagir. No início do ano, a equipe econômica falava em um crescimento acima de 4%, mas agora já admite que deverá ficar em 2% – resultado pior que o do ano passado, quando a alta foi de 2,7%.

Até o momento, o governo já anunciou a redução do IPI para a linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e para os automóveis. Além disso, também reduziu o IOF para empréstimos tomados pelas pessoas físicas, deu prosseguimento às desonerações da folha de pagamentos e vem reduzindo a taxa básica de juros desde agosto do ano passado. Atualmente, os juros estão em 7,5% ao ano – os menores da história.

O governo também anunciou em 2012 a liberação de R$ 20 bilhões em crédito para os estados e um programa governamental de compras de R$ 8,4 bilhões. Ao contrário do ocorrido na primeira etapa da crise financeira, em 2008 e 2009, entretanto, desta vez o governo não reduziu a meta de superávit primário (recursos destinados ao pagamento dos juros da dívida pública).




Publicado em: 17/09/2012         Fonte: G1         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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