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Banco Central define hoje nova taxa de juros da economia


Por: Ilton Caldeira

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) define nesta quarta-feira, após o fechamento das operações no mercado financeiro, o rumo da taxa básica de juros da economia. A expectativa do mercado financeiro é de que a autoridade monetária dê continuidade à política de cortes adotada desde agosto do ano passado e reduza novamente a Selic em 0,50 ponto percentual, levando os juros ao patamar de 7,5 % ao ano.

Caso as projeções de um novo corte se confirmem, será a nona queda consecutiva, levando a taxa de juros para o nível mais baixa da história do Copom. O comitê foi criado em junho de 1996.

Esse ciclo de mudança na trajetória dos juros no País com mais ênfase este ano teve como reflexo alterações na fórmula do cálculo do rendimento da caderneta de poupança, abrindo caminho para que o BC possa levar a taxa Selic para patamares mais próximos dos juros praticados nas principais economias mundiais como Estados Unidos, Europa e Japão.

Para os poupadores que tinham recursos aplicados em caderneta de poupança até 3 de maio, a regra antiga, com rendimento de 6% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), segue inalterada. Mas para os depósitos depois dessa data e para novos poupadores, o rendimento será de 70% da taxa Selic mais a TR quando os juros for igual ou menor a 8,5%. Dessa forma, com uma nova queda da Selic, a remuneração da poupança será menor. (Ver gráfico).

O processo de redução na taxa básica de juros foi uma das formas encontradas pela equipe econômica do governo para tentar estimular o consumo e a concessão de crédito na tentativa de aquecer a economia, que registra ritmo mais lento desde o segundo semestre de 2011, refletindo a crise no exterior.

Já quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com elevação dos preços o Copom sobe a taxa de juros para tentar incentivar a poupança, desestimular o consumo e evitar fortes elevações na taxa inflação.

Na segunda-feira, o relatório Focus, divulgado pelo BC, mostrou que o mercado financeiro prevê mais uma redução de 0,25 ponto percentual neste ano. Assim, a Selic encerraria 2012 em 7,25% ao ano. Após o encontro que termina nesta quarta-feira, o Copom volta a se reunir nos dias 9 e 10 de outubro e em 27 e 28 de novembro.

Para o economista chefe do Espirito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, se houver um corte de juros nesta quarta-feira, poderá ser o último do ano. Segundo Santos, dados a serem divulgados nos próximos meses apontando uma possível melhora no desempenho da economia podem levar o BC a não realizar mais reduções na Selic. “O cenário deve mudar no segundo semestre e a economia tende a registrar um melhor desempenho no segundo semestre. Isso pode influenciar as futuras decisões do Copom”, diz.

Ainda segundo o Focus, para o próximo ano, a expectativa dos analistas é que o Copom eleve a taxa básica de juros para conter possíveis pressões inflacionárias. A projeção para a taxa Selic no fim de 2013 é 8,25% ao ano. No relatório divulgado pelo BC na segunda-feira, os economistas do mercado financeiro elevaram, pela sétima semana seguida, a perspectiva de inflação para este ano e indicam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará 2012 em 5,19%, distanciando-se do centro da meta de 4,5%.

Segundo o especialista em finanças públicas, o economista Amir Khair, a Selic deve sofrer um novo corte nesta quarta-feira, mas esse movimento ainda tem um efeito muito restrito para ativar a economia. Para Khair, o impacto da redução da Selic do crédito direto ao tomador de recursos tanto para o consumo como para investimentos em produção e geração de emprego e renda é pequena. “A redução de juros tem grande influência na parte fiscal porque com juros mais baixos o custo de carregamento da dívida federal e das reservas internacionais também recua. Essa economia pode ser utilizada para incrementar programas sociais e projetos de infraestrutura”, diz.

Cálculo elaborado pelo avalia o coordenador de estudos econômicos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, aponta que uma redução da taxa básica de juros de 8% ao ano para 7,5% ao ano terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito. Isso ocorre porque que existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e os juros cobrados dos consumidores, que, em média, está em cerca de 103% ao ano.

 




Publicado em: 29/08/2012         Fonte: IG         Postado por: Equipe Essência Sobre a Forma

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