COLUNISTAS


Facebook Twitter Linkedin
Tom Coelho

• Formado em Publicidade pela ESPM;
• Formado em Economia pela USP;
• Especialização em Marketing e em Qualidade de Vida no Trabalho;
• Mestre em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente;
• Foi executivo, empresário, secretário geral do IQB/ INMETRO;
• Foi diretor do Simb/Abrinq e VP da AAPSA;
• Atualmente é professor em cursos de pós-graduação;
Conferencista e escritor com artigos publicados por mais de 800 veículos da mídia em 17 países, além de diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano e do NJE/CIESP;
• É autor dos livros “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”, “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” e coautor de outras cinco obras. Site: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

 


Metas, realizações e resultados

Por Tom Coelho

“Os talentosos atingem metas que ninguém mais pode atingir.

Os gênios atingem metas que ninguém mais consegue ver.”

(Arthur Schopenhauer)

Uma meta, qualquer que seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis: especificidade, mensurabilidade, exequibilidade, relevância e temporalidade.

No mundo empresarial as coisas nem sempre funcionam assim. Observamos o reinado do “autoengano”. Metas são estabelecidas para justificar investimentos, agradar acionistas. Objetivos são fixados com base em expectativas irreais, prevendo crescimento da ordem de dois dígitos independentemente de incertezas políticas e econômicas. Poderiam até ser alcançáveis dentro de um espaço de tempo adequado.

Contudo, como não se pretende mexer nas variáveis tempo e exequibilidade, alteram-se as variáveis mensurabilidade (daí os balanços maquiados, ou melhor, a “contabilidade criativa”) e relevância (daí qualquer meio ser justificável, inclusive rasgar a Carta de Valores, praticar downsizing a qualquer custo, desviar o foco do negócio, promover fusões e joint ventures desprovidas de fundamentação).

As pessoas buscam realização. Mais do que um ato, um estado de espírito. Mais importante do que o fato concretizado, a satisfação de tê-lo feito.

As empresas, por sua vez, perseguem resultados. Mais do que a conclusão, o fim de algo em si mesmo. Estes resultados podem ser representados por mais lucro, mais espaço no mercado, mais clientes. Ou seja, invariavelmente deve significar “mais”, embora não raro acabe por tornar-se “menos”.

A consequência é um grande teatro onde planejamentos são criados, estratégias inventadas, profissionais desmotivados, valores corrompidos. A verdade é mascarada, a integridade é volatilizada.

Há, infelizmente, uma distância quase incompatível entre metas corporativas e metas pessoais. Salvo exceções, conciliá-las pode ser apenas retórica barata. O executivo pretende vigiar sua saúde, assistir à sua família e obter realizações concretas em seu ambiente de trabalho. A empresa diz que o apoia, mas exige-lhe pesada carga de trabalho, impõe-lhe a necessidade de resultados expressivos, cultiva-lhe o estresse e a insegurança.

Particularmente, não compactuo desta ditadura. Resultados não são tudo, assim como não é o cliente quem manda na empresa. Resultados devem ser buscados com persistência, assim como clientes devem sem atendidos com maestria. Mas o fim de tudo deve ser o sentimento de realização, a satisfação de dever cumprido. Ainda que a contabilidade diga que você trocou seis por meia dúzia.

Por isso, estabeleça e mantenha o foco. Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro. Esteja preparado para os tombos – um obstáculo é só uma das etapas do seu plano. Use a vaidade e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos. Redija suas metas de forma nítida, cuidando para que elas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Dê-lhes todo seu esforço e imaginação.

Finalmente, lembrando Richard Carlson, “Pense no que você tem, em vez do que gostaria de ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria”.

Postado dia 04/11/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Todos os artigos deste autor:

Gestão com empatia - 07/10/2017

Síndrome de planejamento - 28/10/2015

Geração sem-sem - 08/10/2015

O filho e o pai - 09/08/2015

Feliz 2018! - 29/07/2015

Ensaio sobre a amizade - 19/07/2015

Prazer e obrigação - 22/06/2015

Corrupção padrão Fifa - 10/06/2015

Engajamento e retenção - 03/06/2015

Gestão empresarial em tempos de crise - 26/05/2015

A farsa do Facebook - 23/05/2015

Os deveres do poder público - 13/05/2015

Um roteiro para a excelência na educação - 06/05/2015

Como perder clientes - 04/05/2015

Teimosia empreendedora - 27/04/2015

Qual é o seu problema? - 23/04/2015

Promoção e poder - 21/07/2014

A Lei de Felipe - 19/06/2014

Copa sem paixão - 15/06/2014

A volta da inflação - 18/04/2014

Custo, Tempo e Qualidade - 17/01/2014

Teimosia empreendedora - 22/11/2013

Um sentido para a vida - 15/09/2013

O Brasil público que dá certo - 27/07/2013

Quatro Pilares para o Sucesso - 05/07/2013

O fim do pão e circo - 29/06/2013

O clichê, o básico e o simples - 31/05/2013

Cliente, este intruso - 25/05/2013

Portas abertas - 05/05/2013

Cinco passos para uma meta - 14/04/2013

Regras de ouro para administrar o tempo e viver melhor - 18/03/2013

Estabilidade ou promiscuidade na carreira? - 02/03/2013

A chave da boa educação - 31/01/2013

Autenticidade na responsabilidade social - 20/01/2013

Ser e estar - 17/12/2012

O mal da mediocridade - 01/12/2012

Atitude - 25/11/2012

Metas, realizações e resultados - 04/11/2012

Ensinando a ousar - 27/10/2012

Iniciativa, hesitação e acabativa - 20/10/2012

A ética do resultado - 05/10/2012

Começando pelo quintal - 22/09/2012

Mudança e tolerância - 11/09/2012

Associativismo de resultados - 02/09/2012

Liderança questionada - 18/08/2012

Ingredientes para o sucesso 10 tópicos essenciais para o êxito nas corporações - 08/08/2012

Neocompetência: Uma nova abordagem para o sucesso profissional - 24/07/2012

No limiar da inovação - 12/07/2012

Liderança e poder - 11/07/2012

Inovar para crescer - 06/07/2012

O novo profissional de Contabilidade - 26/06/2012

Visitantes: 2236