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Roberto Dias Duarte

• Palestrante, escritor, blogger, professor e administrador de empresas
• MBA pelo Ibmec
• Membro do Conselho Consultivo da Mastermaq Software
• Especialista em Tecnologia da Informação, Certificação Digital, Redes Sociais, SPED e NF-e
• Mais de 20 anos em projetos de gestão e tecnologia
• Autor dos livros:
• "Big Brother Fiscal": "Big Brother Fiscal – I" (2008);
• "Big Brother Fiscal – II" (2009);
• "O Brasil na Era do Conhecimento" (2010);
• e "Manual de Sobrevivência no Mundo Pós-SPED" (2011)
• O primeiro livro da série, também foi o primeiro a tratar do tema SPED e NF-e.
• Vendeu mais de 12mil exemplares dos livros somente através do seu blog www.robertodiasduarte.com.br).
• O terceiro livro da série foi publicado também em formato eletrônico (ebook), e disponibilizado gratuitamente para download (mais de 100mil).

 


Simpliflicações no país das maravilhas tributárias

Por Roberto Dias Duarte

Alice perguntou ao Coelho: “Quanto tempo dura o eterno?” Dele ouviu: “Às vezes apenas um segundo”. Esse diálogo da obra de Lewis Carroll é tão non sense quanto a realidade tributária brasileira.

No dia 19 de agosto último, os jornais noticiaram que Jorge Gerdau,  empresário que também comanda a Câmara de Gestão do governo federal, afirmou que “... até o final do ano o governo deve concentrar a cobrança do PIS e Cofins” (DCI).

Foi veiculado ainda que “ ... a Receita Federal já está convencida dos ganhos que terá com a mudança no recolhimento dos dois impostos, pois poderá deixar de fiscalizar milhares de pequenos estabelecimentos e suas notas fiscais, concentrando o trabalho nas grandes indústrias da manufatura” (Panorama Brasil).

Exatamente um mês depois dessa notícia, em 19 de setembro, a imprensa noticiou: “... a proposta de reforma do PIS-Cofins está praticamente pronta”. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa,  disse claro e bom som que a reformulação e simplificação do PIS-Cofins foi incluída no leque de medidas para reduzir o custo de produção e incentivar o investimento no país. Barbosa declarou ainda, num dos trechos da reportagem: "... chegou a um ponto em que a simplificação é boa para o setor privado e também para a Receita Federal” (Valor Econômico).

Entretanto, conforme anunciado, o governo esperava aprovar essa simplificação até meados do ano que vem. Um pequeno atraso em relação à expectativa anterior, mas tudo bem.

Em 11 de outubro, os jornais publicaram que o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Almeida, declarou que "... grandes movimentos de ajustes tributários e fiscais do governo estão comprometidos em 2013, por causa da desoneração da folha de pagamento e da redução da tarifa de energia elétrica, que devem diminuir a arrecadação. Com isso, reformas do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ficarão para 2014” (O Estado de S.  Paulo).

Agora fiquei sem entender. O que antes seria bom para a Receita Federal e o setor privado agora não é mais?

Enfim, quanto tempo dura uma simplificação tributária no Brasil? Neste caso, não passou de dois meses. Sem dúvida,  mais uma fábula que deve entrar para a história, infelizmente com ‘h’.
 

Postado dia 03/11/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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