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Elenito Elias da Costa

• Formado em contabilidade pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Especialização em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Pós-graduado em controladoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Mestrado em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Analista Econômico Financeiro pelo IBAMAC;
• Instrutor de curso no SEBRAE/CDL/CRC;
• Professor universitário, palestrante e avaliador do MEC;
• Autor de diversos artigos publicados no Brasil e exterior;
• Sócio da empresa Irmão Empreendimentos Contábeis Ltda;
• Autor dos livros Contabilidade - Coletânea de artigos e Contabilidade - Coletânea de artigos Vol. II
• Um dos autores do livro Transparência - Uma visão sistêmica da analise empresarial nos demonstrativos contábeis e financeiros da Editora Fortes.

 


Perfil desejável de um curso de bacharelado em ciências contábeis

Por Elenito Elias da Costa

Introdução

O Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis tem recebido alterações plausíveis que traduzem em ações qualitativas de quem ministrar disciplinas que devem retratar a adequação internacional da contabilidade com a utilização de todos os princípios oriundos da IFRS, USGAAP, IASB, FASB, devidamente conotado em sincronia racional com as normativas do MEC, CFC e CPC, agregado as inovações tecnológicas tributárias que induzem a praticidade do referido, não deixando em nenhuma hipótese a formação primor do educando em segundo plano, buscando exaustivamente na sua capacitação e qualificação profissional fato que possa ter o perfil desejável pelo mercado globalizado.

A grade curricular deverá ser atualizada para que possa resultar num profissional antenado com o mercado, nesse ponto ressalto que poucas IES  estão se acuidando desse fato, e isso, poderá influenciar na qualidade do curso.

Outro fato que chamo sua atenção é para a prova do Exame de Suficiência do CFC, para que o formado possa receber o número que lhe possibilite adentrar no cenário laborativo, onde após pesquisas nos últimos exames é visível a exploração dos CPC’s, deixando claro a sua importância para a contabilidade.

Outrossim não menos importante é o conhecimento das inovações tecnológicas tributárias, que utilizam o sistema para atendimento ás obrigações tributárias das empresas.

O futuro chama a gestão do conhecimento para que esses profissionais possam dar continuidade a sua atividade e aí encontramos um hiato temporal que necessita de apoio qualitativo da academia.

Gestores e coordenadores

A mobilização para adequar a grade curricular deve ser voraz e exequível, pois essa alteração poderá influenciar a qualidade dos egressos e dos formandos.

Lamento que essa ausência de celeridade racional não seja preocupação de muitos, e esses pagarão um preço indesejável.

Sabemos que o Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, está recebendo alterações significativas e que isso deverá exigir posturas proativas que vislumbrem essa atualização, mas devemos nos conscientizar que somente aqueles que labutam na área tem essa propriedade.

Gestores devem obrigatoriamente solicitar essa adequação e submete-las ás normativas do MEC/INEP, para que possam ser avaliadas, aferidas, analisadas e aprovadas de conformidade com seus parâmetros.

O acontecimento desse evento deriva totalmente da qualidade do seu corpo docente que por sua vez deverá demonstrar análoga atitude, sob a bandeira vitoriosa e uma coordenação antenada com similar ação.

A maior prova de sua competência é sua ação proativa na busca de agregar valor a sua gestão.

É comprovado que ações mercantilistas se sobrepõem a qualidade desejável, e isso, inibem ações que possam redundar na qualidade do formando, ficando o gestor limitado em seu planejamento.

Esse fato é tão verossímil que grupos docentes e decentes já comentam a limitação da capacidade desses gestores e vislumbram o seu continuísmo, pois mesmo alocado politicamente, um dia a verdade aparece e cobrará seus resultados.

Professores

Estamos diante do profissional que mais valia dará a qualidade necessária para proceder a essa diferença desejável, já que sua posição é de extrema importância nesse hiato temporal.

Aqueles que labutam na área deverão contribuir com sua pesquisa e situações práticas, já que devem exercer a contabilidade em conformidade com os preceitos legais agregados as inovações.

Suas pesquisas elaboradas traduzidas em artigos devem ser de vital importância para os educandos, mesmo sabendo que determinadas IES não dão o real valor que estão neles inseridos, mas os educandos sabem identificar sua importância, onde muitos procedem á consultas e identificam o tema de sua monografia nesses artigos técnicos.

Professores que editam e publicam livros tem no seio da classe decente sua posição, onde muitos educandos os procuram para elucidar dúvidas que tenham em disciplinas cuja fragilidade de determinados professores são notadas pelos educandos.

O investimento na formação e atualização dos professores, mesmo com recursos próprios, representam fatores essenciais que visam qualificar o curso e deverá fidelizar o educando.

Ressalto que o professor representa o elo entre a IES e o educando e por ele deve passar um fator qualitativo de grande valia para manter o vínculo em funcionamento, muitas vezes desprezados por gestores e coordenadores sem nenhuma sincronia racional e descompromissados com a qualidade.

Educando

O educando seja de graduação ou de pós-graduação estão sedentos na busca de se capacitar e se qualificar, deverá ser atendido em sua busca onde encontrará apoio somente naqueles profissionais (professores) que além de exercer essa            atividade em seu labor, publique artigos ou livros resultantes de suas pesquisas.

Sua ânsia e gula de conhecimento precisam ser satisfeita com ações derivativas desses profissionais (professores), que procuram de diversas formas sanar suas dúvidas e questionamentos, inclusive soluções que em exercício já tenha sua assertiva.

É lamentável que esse anseio não encontre respaldo em algumas IES, mas eles esquecem que a qualidade do curso passa por esse evento e no tempo certo deverá colher os frutos do seu plantio.

O educando avalia com perfeita sintonia o seu investimento e conhece a limitação de gestores, coordenadores e professores, principalmente quando externam sua preocupação.

Atualmente o educando se pergunta se detém os recursos necessários para enfrentar o mercado e se vale daquele professor que melhor qualidade lhe apresentou.

Podemos até não concordar com o Exame de Suficiência, mas legalmente sua existência está legitimada, assim como seu resultado de aprovados devem receber aplausos de suas IES. 

Lamento a existência de cursos de bacharelado em ciências contábeis que tem número insignificante de aprovados do Exame de Suficiência, esse sinal merece atenção especial de gestores.

Mercado

O mercado de trabalho exige um perfil de um profissional antenado com a globalização, particularmente o profissional do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis deve possuir os recursos adequados e atualizados para o bom exercício de sua atividade econômica, mas para esse acontecimento se faz necessário mudanças proativas que possam redundar em um profissional desejável para esse mercado.

No momento em que o educando se puser a questionar determinadas posturas que não tenham respostas racionais, poderão tomar atitude de conformidade com seus recursos podendo até confrontar determinadas grades, professores, e demais que lhe atrapalhe.

A ausência de uma sincronia racional que possa dar essa resposta positiva deverá ser a diferença que redundará na qualidade, sustentabilidade e continuidade do referido curso daquela IES.

A maior prova da incompetência de alguns gestores é a informação fornecida pelo MEC da existência de recursos á disposição das IES junto ao BNDES, que concederá aquela que tiver um Projeto aprovado agregado a sua comprovação regular jurídico-fiscal.

Sabemos que a maioria das IES brasileiras não tem a sua comprovação jurídico-fiscal como foco maior, somente se preocupando quando se aproxima a visita dos avaliadores de cursos, ou por outro lado não tem um Projeto aceitável para o seu desenvolvimento.

Devemos entender que no mundo moderno o mercado fornece informações que devem ser preponderantes para o processo decisório dos gestores e similares, mas sua inépcia, negligência ou imperícia poderá nebular seu entendimento favorecendo aqueles que atitudes procederam em tempo hábil e oportuno.

Conclusão

Vejo com bastante preocupação esse fato que intitula o referido artigo, mas entendo que isso deve ser uma preocupação dos envolvidos, assim como entendo que sua morosidade poderá influenciar no continuísmo de sua atividade.

O CHA (competência, habilidade e atitude) deve fazer parte integrante da gestão dessas IES, onde também devemos entender que quaisquer ações derivam de fatos que devam agregar ao seu processo.

Quando os educandos começam a comentar sobre necessidades básicas para a qualidade do curso, no tocante a investimentos, sistemas, laboratórios, gestores, coordenação, professores e apelam para órgãos fiscalizatórios, já passou da conta da tomada de atitude e sua gestão está em CHECK.

O mercado de investimento em educação superior está recebendo apoio de investidores estrangeiros que viram e analisaram esse cenário com bastante propriedade, onde já identificam a fragilidade do mercado local na limitação de seus aportes que possam inibir seu continuísmo.

Diante desse fato entendo que a alienação e/ou parceria deve receber especial atenção de algumas instituições, que padecem da ausência vantajosa no seu fluxo de caixa, inibindo as realizações do seu planejamento e que devem influenciar a escolha de sua clientela.

Sabemos que o momento é delicado, mas qualquer ação que possa resgatar o encanto do produto final ou em elaboração deverá elevar a sua ação reflexiva podendo colher pontos positivos em sua gestão.

Ressalto que o artigo tem sua limitação e merece complementação, o que não invalida os fatos descritos em seu escopo, devendo merecer atenção dos profissionais envolvidos, pois entendo que qualquer investimento deva merecer atenção especial nas melhorias contínuas que o leve a sua positividade.

Postado dia 06/10/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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Comentários:


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Nilton Facci

Contador
Maringá - PR
Membro desde: 07/06/2012
Primeiramente, quero parabenizá-lo pelos textos que concedem a oportunidade de pensar a respeito da profissão contábil. Quanto a este, que apresenta aspectos sobre o curso de graduação, entendo que existem diversas formas que podem contribuir para a sempre necessária busca pela melhoria do curso. Mas, o que pode ser considero como melhoria do curso?. Vamos a algumas hipóteses: 1) Contribuir para que a maioria dos egressos consigam passar no Exame de Suficiência?; 2) Que a maioria dos egressos consigam entrar no mercado de trabalho?; 3) Que a nota no ENADE, e outros instrumentos de avaliação, sejam cada vez melhores?; 4) Que vários egressos consigam entrar em cursos de Mestrado e de Doutorado?. Qual desses indicadores podem ser identificados como o melhor entre eles?. Será que o avanço em um deles, é o suficiente para compreender que o curso está melhor?. Será que determinadas mudanças no curso devem ser direcionadas a melhorar o desempenho nesse ou naquele indicador?. Caso o curso tenha por objetivo apresentar a ciência contábil de forma genérica, mesmo que alguns desses indicadores não alcancem a pontuação desejada, estará fadado a ser considerado como ruim?. Entendo que essa decisão não é facil. Outro aspecto interessante a ser observado é o fato de, ao conhecer os objetivos de um curso, estabelecidos no projeto pedagógico, podemos confrontá-lo com o objetivo do aluno. Em geral, sem uma base estatística mais aprofundada, entendo que o objetivo do aluno não é o mesmo do que está no projeto pedagógico. Ele, em geral, quer concluir o curso, para ter maiores chances de entrar no mercado de trabalho. Ao que me parece, esse é o objetivo da maioria. A melhoria dos indicadores acima descritos, em princípio, não são preocupações do aluno. Talvez, após o término do curso, poderá utilizá-los como alguma forma de indicação, ou não. Outro aspecto que também é interessante de ser destacado. Um percentual relevante dos alunos (talvez uns 80%), não participam das atividades das IES, após o término do curso de bacharel. Mesmo que ainda retornem como alunos de pós-graduação. Basta ver quanto participam de eventos promovidos por essas IES. Portanto, fica uma pergunta: por que os objetivos do curso não são encampados pelos alunos?.

Dia 07/10/2012 às 13:46:27

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