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Ricardo Bertolucci

• Graduação em Engenharia Mecânica – ênfase Projeto e Fabricação – USP;
• Mestrado em Administração – ênfase Gestão Estratégica – UNIMEP, tendo defendido a dissertação “Estudo sobre o Gerenciamento do Risco Corporativo: Proposta de um Modelo”;
• Consultor e instrutor em Lean Seis Sigma, tendo treinado centenas de profissionais como Green Belts, Black Belts, Master Black Belts e Designers for Six Sigma, para empresas de manufatura e serviços, nas mais diversas áreas;
• Ex engenheiro de qualidade da Ford do Brasil;
• Artigos publicados na Revista Extr@ato, Congresso Brasileiro de Contabilidade, CLADEA e ENEGEP;
• Agraciado com o Troféu Cultura Econômica 2009, categoria Melhor Livro de Contabilidade, com o livro “Gerenciamento do Risco Corporativo em Controladoria: ERM – Enterprise Risk Management”, escrito em co-autoria com o Prof. Dr. Clóvis Luiz Padoveze;

 


Gerenciamento do Risco Corporativo – Definição e principais técnicas envolvidas

Por Ricardo Bertolucci

 

A definição de risco é alvo de controvérsia, e diversos autores discordam em suas percepções sobre o tema. O principal ponto de discórdia é a visão negativa do termo, donde se poderia inferir que lidar com o risco é apenas evitar problemas. Muitos apontam, entretanto, que o risco envolve também a idéia de resultados positivos em situações de incerteza, o que se alinha perfeitamente à tradicional visão de risco-retorno da área financeira. Assim, organizações que se expõem a maiores níveis de risco também poderão ter resultados mais expressivos. Dessa maneira, ficam delineados os conceitos de Risco de Conformidade (Conformance) e Riscos de Desempenho (Performance). Assim, o risco de conformidade está vinculado ao não atendimento a requisitos que delineiam as condições nas quais a organização deve operar, retratando o que se poderia entender como grau de exposição da organização. Já o risco de desempenho está mais associado ao conceito de risco-retorno, onde se podem obter conseqüências positivas para os riscos assumidos.

Fica claro, sob esse ponto de vista, o objetivo fundamental do Gerenciamento do Risco Corporativo: reduzir o grau de exposição de uma organização a fatores adversos (Conformidade) e viabilizar a conversão das oportunidades corporativas em resultados ante situações de incerteza (Desempenho). Para atingir esse fim, entretanto, é necessário aplicar técnicas tradicionais de gerenciamento ao tema específico, obedecendo a uma determinada sequência de análise e ação. É essa sequência e a visão de suas principais ferramentas o tema que debateremos.

Identificação dos fatores de risco

Nessa etapa, o gestor de riscos deve identificar os principais fatores de exposição a serem estudados. Do ponto de vista prático, o primeiro passo é entender a estruturação corporativa, ou seja, se falamos de uma organização estruturada por áreas, processos ou projetos. A estruturação por áreas (departamentos) naturalmente empobrece o trabalho, já que alguns riscos de interface poderão ser negligenciados. De qualquer forma, será necessário identificar cada gestor, que então definirá quais fatores de risco são aplicáveis. A ênfase fica naqueles fatores que se configurem como ameaças ou incertezas, pois as oportunidades devem ser tratadas pelo Planejamento Estratégico.
Uma classificação preliminar de possíveis exposições poder-se-ia formar conforme segue:

Avaliação dos fatores de risco

Uma vez identificados os fatores de risco potenciais para o negócio, é necessário o estabelecimento de uma escala de prioridades para a tomada de ações, sempre com foco em conseqüências financeiras e/ou estratégicas. Partindo-se do princípio de que os recursos da organização sejam limitados, é necessário utilizá-los de maneira que tragam o máximo retorno possível (eficiência). Nesse contexto, é importante separar os conceitos de risco inerente (ou seja, aquele que não leva em conta as ferramentas de reação (ex. controles) adotadas pela organização), e risco residual (ou seja, aquele que permanece após a tomada de contramedidas corporativas). As principais técnicas de avaliação incluem (não se resumindo a):

Resposta aos fatores de risco prioritários

Aqui os gestores de risco definem, a partir de uma avaliação de custo x benefício, quais contramedidas serão adotadas com relação aos fatores de risco prioritários. As respostas ao risco enquadrar-se-ão, regra geral, entre as seguintes possibilidades:

Controle/monitoramento dos fatores de risco

Após tomadas as devidas ações referentes aos riscos prioritários, é necessário assegurar sua permanência, evolução se possível, no tempo. Algumas das técnicas úteis nessa fase são:

Nos próximos artigos, abordaremos em maiores detalhes as técnicas mencionadas.

Postado dia 20/09/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


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Alessandro

Analista de gestão
São Paulo - SP
Membro desde: 13/09/2012
Ricardo, parabéns pela elaboração do artigo.

Dia 13/09/2012 às 18:06:19


Theodoro Versolato Junior

Contador
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
Ricardo, parabéns pelo artigo.

Dia 12/09/2012 às 14:30:24


Marcos Paulo

Analista de controladoria PL
São Paulo - SP
Membro desde: 08/09/2012
Excelente abordagem, parabéns, seria interessante também falar sobre como calcular o var.

Dia 08/09/2012 às 01:32:49


Ronnie de Sousa

Profissional de Contabilidade
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
Ricardo Bertolucci, parabéns pelo artigo, realmente o conceito de "risco" geram muitam duvidam nas empresa, acredito que o objetivo inicial na implantação de um gerenciamento de riscos corporativos seja o fortalecimento de conceitos, metodologias e processos para que se alcance a uniformização da linguagem utilizada.

Dia 25/08/2012 às 22:49:52

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