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Eduardo Pardini

• Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo; Pós Graduação em Finanças pela Fundação Álvares Penteado; Especialização em Estratégia Empresarial pela Wharton Business School; Especialização em Gestão Estratégica pela Fundação Getulio Vargas; Especialização em Governança Corporativa, Ética e Fraudes pela Milliken University;

• Atuou como auditor externo na Coopers & Lybrand (1979) e Price Waterhouse (1988), onde nesta ultima além dos trabalhos de auditoria, era gerente responsável pelos treinamentos de auditoria para clientes.

• Participou em diversos projetos especiais como revisão de segurados e pensionistas da previdência federal, e como responsável pela auditoria do projeto caça bombardeiro AMX junto a Embraer e Maer.

• Em auditoria interna atuou em diversas empresas, como no grupo Bentonit (1982) e no Grupo Inglês Grand Metropolitan,(1991) atual Diageo, como diretor de auditoria internacional, responsável por toda a America Latina, Portugal, Espanha e Itália.

• Como executivo sênior trabalhou em empresas de diversos segmentos como Iochpe-Maxion (Diretor Financeiro setor Agrícola), TWE Espumas – Woodbridge Foam Corporation (Latin America Controller sênior), ISP – International Specialty Products, (Latin America Finance Director) e Milliken Company (Latin America Chief Financial Officer).

• Em 2008 fundou a CrossOver Consulting & Auditing, empresa especializada em Auditoria Interna e consultoria de gestão empresarial. Ex-Conselheiro da Associação Brasileira da Indústria Têxtil – Abit e membro ativo da American Chambers AMCHAM. Como docente ministrou treinamentos de auditoria pela Price Waterhouse, Caixa Econômica Federal, Tribunais de contas de diversos estados, tribunal de contas do município de São Paulo, Petrobras, e outros.

• Foi professor universitário nas cadeiras de contabilidade, auditoria e administração financeira, na FACESP e FASP, e atualmente ministra cursos de auditoria interna para o The IIA – Brasil em todo o país.

 


Conhecendo as atividades e responsabilidades da área de controle interno em uma corporação

Por Eduardo Pardini

 

Existe ainda uma grande confusão sobre as reais atividades e responsabilidades da área de controles internos, o que é natural, pois este tema ainda é recente nas corporações, principalmente, nas corporações brasileiras.

Neste artigo quero tratar dos principais pontos que devem nortear as atividades de um departamento moderno de controles internos, baseado nas melhores práticas existentes no mercado e também nos estudos do ICI Internal Control Institute.

Sempre gosto de mencionar que controles internos, como departamento, não é controle e nem faz parte do sistema de controles internos da organização. Ele é um agente da governança e esta inserido na estrutura de governança corporativa da organização.

Apesar de trabalhar com uma metodologia parecida, a área de controles internos não se confunde com a auditoria interna.

Primeiro pela não necessidade de independência, requisito principal para a auditoria interna, e segundo por direcionar sua avaliação para a eficiência dos processos e do sistema de controles internos, enquanto a auditoria interna avalia principalmente a eficácia do sistema de controles internos.

Na atividade governamental, a meu ver de forma equivocada, é comum denominarem a setor de auditoria interna como controle interno. Vejo que parte deste equívoco vem da errônea interpretação dos artigos da constituição federal de 1988, que discorrem sobre a necessidade da existência dos controles internos nos poderes, bem como, de definições equivocadas em instruções e normas que regulam as atividades de auditoria em cada um dos poderes.

A atividade de controle interno, como função, representa o apoio especializado e profissional aos gerentes corporativos em todos os níveis hierárquicos, incluindo a alta administração, para que possam exercer suas responsabilidades de governança e executar suas atividades diárias dentro dos melhores padrões e práticas de negócio.

Não podemos esquecer que, por principio, gestão de riscos e do sistema de controle interno é de responsabilidade dos  diversos gestores operacionais, responsabilidade esta, que não pode nem ser delegada.

De uma forma resumida, o departamento de controle interno tem como principal atividade e responsabilidade auxiliar a corporação e seus gestores com:

Para que realizar as atividades acima, o departamento de controles internos deve contar com um time de profissionais especialistas, com a expertise necessária para realização destas atividades, sempre atuando com a visão e conceito:

Estratégia - Processo – Risco – Controle interno.

Na figura abaixo você podem visualizar as habilidades, conhecimento e capacidade pessoal e técnica que o especialista em controles internos deve ter.

Para finalizar, a área de controles internos deve estar ligada hierarquicamente com o CEO ou com o conselho, não devido à necessidade de independência em sua avaliação, mas, para sair

da linha de discussão política existente em toda corporação, permitindo que controle interno possa acessar qualquer ciclo ou processo de negócio.

Além do mais, o CEO de qualquer corporação tem como responsabilidade precípua a criação de um robusto ambiente de controle, de forma a manter um estruturado gerenciamento dos riscos e um efetivo sistema de controles internos, então nada melhor que o departamento de controles internos esteja ligado a ele.

 

Seja feliz!

 

Postado dia 16/02/2018 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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