COLUNISTAS


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Elenito Elias da Costa

• Formado em contabilidade pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Especialização em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Pós-graduado em controladoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Mestrado em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Analista Econômico Financeiro pelo IBAMAC;
• Instrutor de curso no SEBRAE/CDL/CRC;
• Professor universitário, palestrante e avaliador do MEC;
• Autor de diversos artigos publicados no Brasil e exterior;
• Sócio da empresa Irmão Empreendimentos Contábeis Ltda;
• Autor dos livros Contabilidade - Coletânea de artigos e Contabilidade - Coletânea de artigos Vol. II
• Um dos autores do livro Transparência - Uma visão sistêmica da analise empresarial nos demonstrativos contábeis e financeiros da Editora Fortes.

 


Contabilidade para usuários externos

Por Elenito Elias da Costa

 

"Não é o que não sabemos que nos causa problemas, mas aquilo que sabemos que não é." (W. Rogers).

 

1 - Introdução

O cenário econômico interno e externo nos remetem a uma reflexão, mas intempestiva para que possamos entender a real importância dos Demonstrativos Contábeis e Financeiros, quando elaborados por profissional competente, qualificado e globalizados, retrantando a evolução de um determinado patrimônio.  
As crises econômicas, financeira, do euro, de crédito e a que está por vir, ou seja, a do dinheiro de plástico, todas elas exigem maior transparência e controle interno das empresas, sob pena de trazer á tona decepção inimaginável.
O sentido amplo ou macro da reflexão nos leva a pessoa do gestor, investidor, empreendedor, executivo e principalmente consultores, assessores contadores, peritos e auditores e ainda demais profissionais que afetam direta e indiretamente patrimônio das empresas.
A sociedade clama por um sistema econômico mais verossímil, daí podemos entender a importância da Contabilidade nesse universo de adequação internacional, e da busca fiscal na redução da informalidade agregando em seu bojo a redução de sonegadores.
Em 2011, na seqüência do período retratado no levantamento sobre os maiores varejistas locais, a economia mostrou sinais de novos e claros arrefecimentos. O fato é que a economia global está desacelerando e está previsto que o crescimento em 2012 será menor que em 2011 em muitos dos principais mercados mundiais.

Na Europa, a crise do euro tem provocado aperto nos mercados de crédito. Em um esforço para reconquistar a confiança dos investidores, governos de toda a Europa têm adotado políticas de corte de despesas e aumento de impostos, o que acaba enfraquecendo as economias e, no processo, abalando a confiança. Entretanto, o Banco Central europeu mantém uma política monetária relativamente neutra com o objetivo de anular a inflação.

No momento em que este artigo está sendo concluído, o risco na zona do euro de se desintegrar mantém-se, o que poderia provocar uma recessão ainda maior.

Nos Estados Unidos existem sinais de aceleração da atividade econômica, mas o fato de o governo não ter chegado a um acordo sobre o caminho da disciplina orçamental abalou a confiança dos investidores, afetando os preços das ações e a criação de empregos. Apesar da possível aceleração da economia norte-americana em 2012, é provável que o crescimento não seja suficiente para reduzir significativamente o desemprego.

A segunda maior economia do mundo, a China, está desacelerando – apesar da expansão ainda robusta e singular no mundo – devido ao aperto da política monetária e aos efeitos negativos do fraco crescimento na Europa e nos Estados Unidos. Além disso, os outros países que pertencem ao BRICS enfrentam a queda do crescimento devido aos efeitos retardados do aperto da política monetária e de um crescimento global mais fraco.

Apenas para o Japão prevê-se crescimento econômico em 2012 acima do registrado em 2011.

O motivo para tal é que 2011 foi muito ruim, após a devastação do terremoto e do tsunami, sendo provável que os gastos da reconstrução dêem uma guinada temporária na economia japonesa.

No entanto, o setor talvez encontre alguns aspectos positivos do crescimento global mais lento, como, por exemplo, a contínua queda dos preços das commodities. Para o varejo, isso significa alguma melhoria nos custos na sua contabilidade. Entretanto, vários países, inclusive Estados Unidos, Japão, alguns da Europa Ocidental e muitos dos principais mercados emergentes, têm enfrentado inflação nos preços de varejo. A combinação com preços de insumos estagnados sugere a possibilidade de melhoria das margens de lucro, mesmo no contexto de fraco crescimento das receitas.

Em muitos dos mercados em desaceleração, os mais abastados estão ficando com uma parcela desproporcional do crescimento da renda dos consumidores, como se nota, especialmente, nos Estados Unidos e na China. Portanto, talvez o ambiente seja propício a mirar consumidores nas classes A e B. No caso dos varejistas com enfoque em todos os outros, a capacidade de oferecer preços baixos a consumidores incertos será uma clara vantagem competitiva.

O aspecto mais positivo encontra-se no horizonte de longo prazo. Apesar das dificuldades do ambiente econômico em 2012, a perspectiva de longo prazo para a economia global continua favorável.

O crescimento global na próxima década deverá ser forte, vindo, principalmente dos principais mercados emergentes, além da China – que também deve crescer, mas enfrenta algumas adversidades, de caráter demográfico e estrutural. Mercados como Índia, Brasil, Turquia, Indonésia, países andinos (na América do Sul) e África subsaariana oferecem a possibilidade de forte crescimento e novas oportunidades para os líderes mundiais do varejo.– menor

Tal como em muitos países emergentes, os governantes brasileiros têm mudado o seu foco da inflação excessiva para o crescimento.

No primeiro semestre de 2011, o Brasil cresceu rapidamente e vivenciou uma desconfortável alta da inflação. O Banco Central aumentou as taxas de juros, resultando em uma forte valorização da moeda e prejudicando a competitividade das exportações. Entretanto, no segundo semestre, com a desaceleração da demanda interna e a queda nas exportações devido ao crescimento global mais fraco, o Banco Central decidiu reduzir as taxas de juros.

É provável que, em 2012, o Brasil registre crescimento modesto e queda da inflação. Apesar do abrandamento da economia, o consumo não caiu. Isso se deve, em parte, ao contínuo crescimento do crédito. Embora positiva para o consumo, a expansão do crédito cria um risco para a economia e, em especial, para o sistema bancário.

As perspectivas de longo prazo para a economia brasileira e o segmento de consumo em particular são bastante positivas. Com uma população jovem, políticas econômicas favoráveis e investimento estrangeiro direto considerável, a expectativa é de que o crescimento será forte.

A melhoria na distribuição de renda e o rápido aumento da classe média favorecem o contínuo crescimento desse mercado.

2 - Contabilidade

 

As empresas devem demonstrar maior transparência e exibir maior controle interno de sua gestão, pois as Demonstrações Contábeis e Financeiras estão sendo analisadas minuciosamente e comparativamente com períodos anteriores.

Os experts de plantão sabem que aquela pirotecnia de marketing e publicidade exercidos por vivaldinos, já não desperta os olhos do investidor nem tão pouco dos financiadores, mas sim a mente do leão da fiscalização.

Os profissionais e gestores devem refletir sobre comportamento do mercado, sua volatilidade, suas oscilações, suas ameaças, seus riscos, pois  quando do futuro é bastante preocupante, apesar de fatores que possam dizer o contrário, devemos navegar em águas revoltas que possivelmente exigirá maior criatividade, estratégias positivas, mas sob risco eminente.
A ameaça dos produtos chineses e uma evidência apesar do seu desacelera mento, essa intempestividade deverá acompanhar nosso mercado.
O procedimento de elaboração de DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL periódico é essencial, a existência de um PES – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SUSTENTÁVEL, com maior flexibilidade é uma necessidade.
A adequação internacional da contabilidade que acolhe os princípios internacionais exige maior capacitação e qualificação dos profissionais, agregado a existência de um sistema fiscalizatório de gula celestial onde exige das empresas maior transparência e exímio controle interno, com fito único e exclusivo de reduzir a sonegação fiscal, minorar a economia informal, e identificar atividades e seguimentos que mais engorda os indébitos fiscais.
Lamento sensivelmente que profissionais, gestores, executivos, empreendedores, investidores, financiadores, e similares não estejam enxergando o futuro desse processo sistemático de fiscalização indireta, onde as empresas através de seus contadores alimentarão o referido sistema e serão afetados gravemente por ele.
No último trimestre do ano em curso (2012), empresas e profissionais envolvidos na gestão empresarial sentirá na pele a ausência de uma sincronia racional das informações fornecidas através do sistema eletrônico denominado de EFD (Escrituração Fiscal Digital), que engloba Nota Fiscal Eletrônica, Conhecimento de Transporte Eletrônico, Nota de Prestação de Serviço Eletrônica, SPED (Fiscal, Contábil, PIS/COFINS, Folha), Certificação, Ponto Eletrônico, Homolognet, Banco de Balanço, e Auditoria Fiscal Eletrônica.
Estou convicto que empresas e profissionais não estão preparados para o nível de transparência que esses fatores requerem, mas tenho certeza de sua irreversibilidade, assim como tenho certeza do abalo sismológico que afetará esse universo.
Poucos profissionais estão estudando as suas conseqüências e menor número ainda estudam as estratégias plausíveis que possam reduzir o risco da empresa e de se patrimônio.

3 - Reflexão racional

DIANTE dos recursos necessários para atender os investimentos do PAC 1, PAC 2, obras da Confederação, da Copa da Mundo, das Olimpíadas, agregado a perca das CRISE americana, do EURO, as necessidades básicas esses eventos tais como energia, telefonia, rodovias, infra-estrutura e demais existentes.
A plenitude do atendimento das Receitas Públicas (Correntes e de Capital) para conter as Despesas públicas (Correntes e de Capital), que fatalmente deverá ser elevado haja vista os programas aprovados, que precisam ser expostos.
A máquina arrecadadora se informatizando e atingindo a eficiência do sistema de conformidade com os resultados já apresentados, onde a nossa economia não está crescendo, os juros se reduzindo, a inflação sob controle, mercado estagnado. 
Pergunta-se?
      De onde você acha que virá esses recursos?     
     Quem deve pagar essa conta?
Como entender o crescimento da arrecadação fiscal?
Por que 2012 será um ano atípico?
As evidências estão expostas e suas conseqüências serão desastrosas.
É factível lamentar que a Academia e órgãos similares não estejam preparando esses profissionais envolvidos para esse cenário futuro e sim para que possam assimilar e atender sem nenhuma reflexão racional.

4 - Conclusão

Profissionais e gestores estarão num sistema em que velhas práticas, vulgarmente chamadas de estratégias não surtirão os efeitos desejados e se praticadas porão em grave risco o patrimônio de suas empresas.
Ambos não estão preparados para tal feito e procuram atender os prazos sem nenhuma sincronia racional, e serão afetados por sua inépcia.
Estamos diante de um divisor de águas e devemos nos preparar para entender suas conseqüências, que poderá destruir capital, investimento profissões e sonhos.
Preocupa-me o futuro das empresas cujo, gestores, investidores, financiadores, executivos, empreendedores, contadores, consultores e assessores e demais profissionais que não tiveram a oportunidade da leitura e entendimento dos meus artigos e livros, mas devemos entender que o sistema é voraz e vitima aqueles incautos ainda existentes.
Por outro lado entendo perfeitamente que sistema se alimenta daqueles que não estão preparados para o mercado globalizado e deverão pagar por sua limitação.

5 - Bibliografia

Da Costa, Elenito Elias, Contabilidade - Coletânea de Artigos No.01, Editora  Grupo Fortes.

Da Costa, Elenito Elias, Contabilidade - Coletânea de Artigos No.02, Editora  Grupo Fortes.

Da Costa, Elenito Elias e outros - TRANSPARÊNCIA – UMA VISÃO  SISTÊMICA  DA  ANÁLISE  EMPRESARIAL NOS  DEMONSTRATIVOS  CONTÁBEIS  E  FINANCEIROS Editora Juruá

Postado dia 02/09/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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