COLUNISTAS


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Ailton Fernando de Souza

● Bacharel em Ciências Contábeis pela Unipaulistana;
● Pós-graduado em Gestão Estratégica do Terceiro Setor pela UNIFMU;
● Ex-professor do curso Técnico em Contabilidade do SENAC;
● Exerce cargo de Gestão e Gerência de Contabilidade ;
● Autor e coordenador do livro Contabilidade na Prática (Editora Trevisan,2014);
● Autor do artigo científico Governança Corporativa em Entidades do Terceiro Setor, publicado pela Revista Direito do Terceiro Setor (Editora Fórum,Dez/2013);

 


A Saúde da Empresa

Por Ailton Fernando de Souza

 

O momento de fato não é dos melhores, aliás, um dos piores nos últimos 07 anos, não só pelo fato de estarmos vivenciando uma crise econômica e política, onde os investimentos são extremamente escassos pelo cenário de insegurança, os juros altíssimos dificultam a obtenção de crédito, reduz o consumo e o aumento de tributos dificultam tanto a empregabilidade quanto a própria existência da pequena e média empresa (também).

O fato é que mesmo nesse cenário, ainda existem empresas e empresários que conseguem manter suas operações e até mesmo seu quadro de funcionários com pequenos ajustes, ajustes que somente são possíveis graças à expertise, conhecimento e visão estratégia do gestor e sua equipe, quando é o caso.

Muitas pesquisas apontam que praticamente 50% da micro e pequenas empresas não ultrapassam o 2º. ano de vida, e normalmente, o padrão é culpar a alta carga tributária do país, que por sinal, é uma das mais altas do mundo o que sacrifica a pequena e média empresa que é maioria absoluta no Brasil. No entanto, nossa altíssima carga tributária não é segredo, ou seja, o empresário que está ingressando no mercado já tem esse conhecimento, de forma, que não é surpreendido; sendo assim, o mesmo deve ter um plano/estratégia para lidar tanto com a grande carga tributária, quanto com outros fatores de gestão (ou deveria pelo menos).

A maioria dos empreendedores são movidos por utopias, sonhos, ou porque são muito bons, muito competentes, até mesmo excepcionais de determinadas atividades (vendas, manutenção, criação, desenvolvimento, etc....), porém, na maioria das vezes não possuem conhecimento básico para assumir um negócio. Técnicas de gestão (marketing, logística e administrações), conhecimentos básicos sobre contabilidade, tributos e recursos humanos são temas essenciais, mais que necessários para que qualquer empreendimento tenha sucesso ou mínimas condições de sobrevivência, de continuidade.

A base de qualquer negócio está sustentada nesses pilares(técnicas de gestão (marketing, logística e administrações), conhecimentos básicos sobre contabilidade, tributos e recursos humanos), pois a sociedade, a empresa, só existe quando esses itens estão solidificados e permitem que a empresa, a organização realize sua atividade fim, aquela a qual existe a competência, a expertise e o diferencial de mercado, pois não adianta a empresa contar com uma qualidade excepcional, se não existirem condições favoráveis para que essa qualidade venha à tona e seja apresent ada, recepcionada e conferida pelo público alvo.

Portanto, temos um sistema um pouco mais complexo, e existe um mea culpa que vai além da grande carga tributária, mesmo antes da recessão que se instaurou; é preciso termos gestores mais preparados e conhecedores do mundo corporativo para que o sonho de ter o próprio negócio seja complementado com os elementos básicos e essenciais. Instituições como o Sebrae já desempenham esse papel de educador, no entanto, não é suficiente e como acredito que não será uma iniciativa dos futuros empresários, é preciso que a sociedade, através dos representantes no Governo possam materializar esse assunto com mecanismos adequados.

Há alguns anos escrevi sobre esse tema sugerindo a obrigatoriedade da comprovação desses conhecimentos básicos na constituição de quaisquer entidades, e volto a defender, não como ato burocrático, mas como uma garantia mínima de uma gestão básica para a nova organização.

 

Postado dia 09/09/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


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Ailton Fernando de Souza

Contador
SÃO PAULO - SP
Membro desde: 23/06/2013
Celso Barbosa, excelentes e oportunos vossos comentários!

Dia 14/10/2015 às 18:59:30


CELSO BARBOSA

CONTADOR
ITAPECERICA DA SERRA - AC
Membro desde: 15/10/05
Complementando a ideia original do colega, atrevo me em dizer, que muitos dos futuros micros e pequenos empresários precisam rever seus ideais, na hora de realizar o sonho da independência financeira e patrimonial.Na sua grande maioria, estudam o mercado antes de se aventurar simplesmente pelo o sonho e não com base na razão. Acostumo dizer para muitos que me procuram com suas empresas abertas apenas para formalizar, é preciso, que o futuro empreendedor estude pelo menos uns nove meses, todos os fatores do seguimento de mercado onde pretendam atuar, é preciso ir atrás de informações sobre o seguimento de mercado e tentar capitar o máximo possível de informações como: cursos no Sebrae, leitura de revistas da área, conversar com um contador para vê os possíveis custos de abertura bem como sua administração. Acostume dizer, que uma mãe leva nove meses se preparando para o nascimento do seu filho (a) e assim deveria ser o mesmo com os futuros empresários. Por outro lado, aquela ideia de que já sabem administrar e seus conhecimento são suficiente é pura enganação. Quem pretende se aventurar no mundo empresarial é preciso alem de se informar sobre sua área de atuação é preciso continuamente estudar o setor de negocio.

Dia 06/10/2015 às 16:02:08

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