COLUNISTAS


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Ronnie de Sousa

• Profissional de contabilidade com onze anos de experiência;
• MBA em IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade) pela FIPECAFI / USP;
• Fundador do Portal Contábil Essência Sobre a Forma;
• Sócio diretor da FREC Contabilidade;
• Participação em mais de cinquenta cursos na área contábil, controladoria, fiscal e financeira;

 


A importância da educação profissional continuada na Contabilidade

Por Ronnie de Sousa

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), desde que foi promulgada a Constituição Federal, em 1988, já foram editadas mais de 4,96 milhões de normas para reger a sociedade, sendo 320,3 mil delas, normas da área tributária, ou seja,  quase 50 normas tributárias por dia.

É sabido que a quantidade de alterações e complexidade da legislação brasileira causam impacto direto na formação do preço de mercadorias e serviços do empresariado.

As empresas multinacionais e empresas nacionais de grande porte possuem departamentos especializados em acompanhar e reportar estas modificações, que acontecem diariamente, aos diretores e gerentes, identificando aquelas que afetam diretamente seu segmento.

E as micros, pequenas e médias empresas?

As MPEs (micro e pequenas empresas) e PMEs (pequenas e médias empresas), como são comumente chamadas, representam 99% das empresas brasileiras e não dispõem, na maioria dos casos, da comodidade de ter um departamento especializado em legislação, e sim de um profissional, geralmente terceirizado, chamado Contador.

Desde 2007, quando foi publicada a Lei 11.638 que, entre diversas questões, colocou a Contabilidade em um patamar internacional, o Contador passa por um processo de transformação de mero apurador de impostos a peça fundamental no processo de tomada de decisão empresarial.

Mas, na prática, será que isso realmente está acontecendo? O contador está preparado para apoiar o gestor rumo ao crescimento empresarial? Como andam os estudos destes profissionais?

São muitas as questões, mas vamos aos fatos. A PEPC – Programa de Educação Profissional Continuada do Conselho Federal de Contabilidade é obrigatória para auditores que atuam no mercado regulado há mais de dez anos e, recentemente, foi emitida a NBC PA 12, que amplia a obrigatoriedade para profissionais:

(a)    inscritos no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI), exercendo, ou não, a atividade de auditoria independente;

(b)   registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), inclusive sócios, exercendo, ou não, atividade de auditoria independente, aos responsáveis técnicos e aos demais profissionais que exerçam cargos de direção ou gerência técnica nas firmas de auditoria registradas na CVM;

(c)    que exercem atividades de auditoria independente nas instituições financeiras e nas demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BCB);

(d)   que exercem atividades de auditoria independente nas sociedades seguradoras e de capitalização e nas entidades abertas de previdência complementar, reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

E os demais profissionais de Contabilidade? Aqueles que atuam nas micros, pequenas e médias empresas? Devem parar de estudar?

Não, não devem parar de estudar, senhoras e senhores. Como diria o grande mestre Antônio Lopes de Sá: "O que o contador deve se preocupar é em oferecer modelos de prosperidade às empresas. Este é seu dever ético.” E para isto, claro, tem que estudar, e muito.

Tenho um amigo do qual, por razões óbvias não citarei o nome e, para quem certamente encaminharei este texto, que sempre me diz: “Já terminei a faculdade e a pós-graduação, vou estudar mais o quê?”, ou ainda, “Não tenho tempo nem para terminar meu fechamento, quanto mais estudar”. 

A questão, senhoras e senhores, é que a falta de tempo, ou da exigência da norma e até mesmo falta de vontade não são mais desculpas para o não desenvolvimento profissional continuado. Hoje, contamos com uma infinidade de ferramentas voltadas para o aprimoramento, entre elas:

É evidente que, para a maioria dos cursos de desenvolvimento profissional, é necessário algum custo ou investimento, depende da ótica. Mas, como diria Derek Bok: “Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância”.

Vamos juntos!

 

Postado dia 18/07/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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CELSO BARBOSA

CONTADOR
ITAPECERICA DA SERRA - AC
Membro desde: 15/10/05
Concordo com nosso colega Ronnie, hoje em dias a desculpas de falta de tempo e dinheiro não cabe mais para os contadores. Ha ainda uma serie de cursos gratuitos como: no próprio CRC/SP e FGV e uma serie de outros órgão de apoio a profissão. Ha ainda uma serie de revistas especializadas que estão a nossa disponibilidade gratuitamente que trazem assuntos do dia a dia dos contadores bem como, artigos de temas que gostariam de se aprofundar nos mais diversos CRCs espalhados pelo os Estados brasileiros, alem de outros órgãos como Sindcont, Fenacon, Ibracon, CFC e outros. Ha ainda algumas escolas reconhecidas nacionalmente que oferecem diversos cursos na área contábil com custo apenas do certificado em EAD. É preciso sabermos que os profissionais de contabilidade na sua grande maioria estão se qualificando e se você não andar para frente, pode ser taxado como apenas mais um contador e não como um bom profissional. Outra grande falta que pode fazer é na hora de buscarmos uma nova colocação no mercado.

Dia 06/10/2015 às 16:32:05

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