COLUNISTAS


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Vagner Jaime Rodrigues

• Mestre em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - FECAP;
• Pós-Graduação em Marketing de Serviços pela Fundação Getúlio Vargas - FGV-SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Especialização em Controladoria pela Trevisan Escola de Negócios;
• Especialização em Finanças pela Fundação Armando Álvares Penteado FAAP;
• Possui graduação em Administração e em Ciências Econômicas pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul;
• Professor universitário das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Introdutória, Contabilidade Tributária, Estruturação das Demonstrações Contábeis, Planejamento Financeiro e Orçamentário;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 16 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Também atua como palestrante;
• Atualmente é Sócio do Grupo TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria;

 


Profissionais liberais e a obrigação de informar CPF de clientes

Por Vagner Jaime Rodrigues

 

Os profissionais liberais terão mais uma preocupação em relação aos cuidados contábeis de suas empresas a partir de 2016.

A Receita Federal já anunciou algumas mudanças para a declaração de Imposto de Renda 2016. Entre elas está a obrigatoriedade de os profissionais liberais informarem o CPF de cada paciente ou cliente atendido e discriminar os valores recebidos de cada um.

Antes, apenas o somatório mensal era exigido. Médicos, dentistas, psicólogos, advogados, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas estão na lista de trabalhadores que devem se adequar à nova determinação — os clientes já eram obrigados a inserir o CPF dos profissionais e a quantia paga pelos serviços.

Segundo a Receita Federal, o preenchimento obrigatório do CPF dos clientes pretende evitar a retenção na malha fina de milhares de declarantes que preenchem a declaração do Imposto de Renda corretamente. Com a medida, os profissionais liberais passarão a ter o mesmo tratamento que pessoas jurídicas da área de saúde, que são obrigadas a apresentar o CPF dos clientes na Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Demed).

Mais do que nunca, o profissional liberal necessitará do trabalho de um contador a partir desse ano. A organização desses dados deve começar ainda em 2015, com objetivo de impedir problemas no futuro. O Livro Caixa da empresa desse profissional, onde são registrados todos os recebimentos e pagamentos da empresa em dinheiro de forma cronológica, deverá mensalmente ser preenchido com os dados e CPF dos clientes. Isso vai demandar sincronia entre o profissional liberal, seu staff e o contador.

Para esse processo, o trabalho de contabilidade, mês a mês, é essencial. O contador coleta todas essas informações para que no ano que vem, em abril, esse arquivo seja inserido no imposto de renda, já que a Receita Federal fará o cruzamento desses dados.

Caso não se preocupe agora com isso, futuramente, esse profissional terá de passar pelo transtorno de solicitar, às pressas, o número do documento de todas as pessoas que contribuíram com a receita do ano anterior. Por esse motivo, a partir de agora, a questão deve tomar a atenção tanto da empresa quanto do contabilista.

 

Postado dia 29/06/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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