COLUNISTAS


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Geuma Nascimento

• Mestrado em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP - SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Bacharel em Ciências Contábeis pela Associação Tibiriçá de Educação;
• Professora universitária das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Geral, Tributária, Intermediária, Avançada e Gerencial;
• Membro do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 12 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Sócia da TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria e da Efycaz Trevisan – Aprendizagem em educação continuada;
• Carreira profissional desenvolvida em pequenas, médias e grandes empresas, dentro das diversas áreas administrativas e financeiras, com ênfase em contabilidade, tributos, custos, processos operacionais e sistêmicos e em qualidade;
• Gestora da implantação de custos ABC na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
• Participa de Conselhos Fiscais de expressivas empresas;
• Atua como palestrante;
• Autora do livro SPED sem Armadilhas;

 


Reduzir burocracia é fundamental para abrir e fechar empresas

Por Geuma Nascimento

 

Mudanças de planos, desaquecimento da economia, erros estratégicos. Lidar com o fechamento de uma empresa é um momento delicado para qualquer empresário. Os sentimentos de frustração e arrependimento podem fazer com que ele desista de ter o próprio negócio. Segundo pesquisa do Sebrae Nacional, a taxa de mortalidade de empresas nos primeiros dois anos de atividade é de 26,9% no país.

Além da tristeza, o encerramento pode trazer prejuízos permanentes. Enquanto a empresa está aberta, o dono tem obrigações como, por exemplo, declarar o imposto de renda e apresentar balanços. Caso contrário, é multado. Segundo o governo, 1,2 milhão de empresas estão abertas, mas sem funcionar por causa da burocracia para encerrar o negócio. Grande parte delas são micros e pequenas empresas.

A dificuldade de fechar e abrir empresas está no topo das reclamações sobre o ambiente de negócios no país. Em 2014, o Brasil ficou em 120º lugar na classificação da facilidade de fazer negócios em um grupo de 189 nações analisadas na pesquisa "Doing Business Report", realizada pelo Banco Mundial.

Dado esse quadro, o governo lançou neste ano um sistema nacional que simplifica o processo de fechamento de empresas.

O novo modelo vai permitir ao empresário fechar a companhia num só dia e num só balcão um negócio, sem a necessidade de apresentação de certidões negativas de débitos tributários, trabalhistas e previdenciários. Será preciso ir apenas à Junta Comercial.

Eventuais débitos da empresa serão transferidos para as pessoas físicas responsáveis. O mês de junho deve marcar outra etapa do programa, com a abertura simplificada de empresas. No Brasil, são necessários, em média, 102 dias para a inauguração de micro e pequenas firmas, enquanto nos países europeus são necessários dois e, nos Estados Unidos, quatro.

A projeção do governo é que esse processo se reduza a cinco dias, com o preenchimento de um formulário online sobre as atividades e riscos. A partir dessas informações, os empresários devem ter o documento de abertura emitido.

Enquanto o lançamento não acontece, empreendedores ainda enfrentam o excesso de exigências e demora do licenciamento para abertura de empresas. Inúmeras são as dúvidas que norteiam a cabeça do empreendedor, quando da formalização do seu negócio. Tal situação decorre, principalmente, da ausência de um padrão a ser seguido, considerando vários fatores, como o ramo de atividade e tipo de empresa a ser iniciada. Nessa hora, um bom profissional contábil torna-se indispensável para auxiliar o empresário.

Afora todos os problemas burocráticos, outro ponto que exige atenção do empresário na fase de constituição do seu negócio é o planejamento. Antes mesmo da abertura da empresa, e com ajuda de um contador, deve ser analisado o porte do investimento, além de se projetar gastos e estimar o lucro; enfim, tudo o que for necessário para que o principal aconteça: tornar a empresa rentável.

 

 

Postado dia 03/06/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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