COLUNISTAS


Facebook Twitter Linkedin
Tom Coelho

• Formado em Publicidade pela ESPM;
• Formado em Economia pela USP;
• Especialização em Marketing e em Qualidade de Vida no Trabalho;
• Mestre em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente;
• Foi executivo, empresário, secretário geral do IQB/ INMETRO;
• Foi diretor do Simb/Abrinq e VP da AAPSA;
• Atualmente é professor em cursos de pós-graduação;
Conferencista e escritor com artigos publicados por mais de 800 veículos da mídia em 17 países, além de diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano e do NJE/CIESP;
• É autor dos livros “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”, “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” e coautor de outras cinco obras. Site: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

 


A farsa do Facebook

Por Tom Coelho

 

“É mais fácil enganar uma multidão do que um homem."
(Heródoto)
 

 

Vou pontuar desde o início: este artigo é direcionado a todos que investem no Facebook como instrumento de marketing digital.
 
Esta mídia social, como muitas outras, são canais incríveis para cultivar relacionamentos. Desde os tempos do falecido Orkut, tive a oportunidade de resgatar amizades perdidas ao longo dos anos graças a estas redes sociais.
 
Com mais de 1 bilhão de usuários ativos no mundo, é natural que se procure gerar e potencializar negócios através do Facebook. Assim, empresas passaram a utilizar o chamado Face Ads, destinando uma verba mensal para promover seus “posts”, buscando aumentar o número de “seguidores” e de “curtidas”. A pergunta é: “Qual a efetividade desta estratégia?”.
 
Vamos aos fatos. Primeiro, não importa quantos seguidores você tenha, o alcance chamado “orgânico”, ou seja, sem ônus, de qualquer mensagem postada, tem sido cada vez mais irrisório. Então, você opta por investir na publicação, deparando-se com números de alcance estonteantes – e falsos. Vou apresentar alguns dados estatísticos para respaldar minha tese.
 
Analisei apenas os últimos 10 posts patrocinados em minha página. O valor médio investido foi de R$ 17,32. O alcance médio de cada um foi de 14.639 pessoas. Então, você pode concluir que é um ótimo número, ou seja, gastar menos de vinte reais para atingir quase 15 mil pessoas, correto? Ledo engano, pois apenas 16 pessoas foram, de fato, impactadas na média, o que representa uma taxa de retorno de apenas 0,11% e um custo médio, por pessoa, de R$ 1,10.
 
Esta análise é possível porque todos os posts continham link para acesso através do qual o internauta poderia baixar um e-book, participar de um congresso virtual ou de eventos presenciais, tudo gratuitamente. Portanto, note o seguinte: eu não estava vendendo nada, não estava fazendo qualquer apelo comercial. O propósito de cada mensagem era compartilhar conhecimento ou entregar um benefício, sem qualquer ônus.
 
Os defensores deste instrumento poderão argumentar que R$ 1,10 por pessoa continua sendo um investimento mínimo. Porém, note que o fato de uma pessoa ter clicado no link não significa, evidentemente, que uma vez na página para a qual foi remetida, ela venha a consolidar o interesse naquele produto ou serviço.
 
Por fim, ressalto que tenho utilizado filtros na definição do perfil do público, segmentando-o com base em palavras-chaves específicas. Em um destes casos, em um post direcionado a profissionais de RH, o alcance atingiu 19 mil pessoas (lindo!), porém com apenas 12 míseros cliques, ao custo de R$ 3,93 cada!
 
Pessoalmente, tomei a decisão de não mais investir no Face Ads. Sinto-me ludibriado e lamento por quem se ilude com os números apresentados. Isso não significa que esta mídia não possa trazer resultados. É claro que pode, desde que se coloque um caminhão de dinheiro. Mas grandes investimentos geram resultados de qualquer forma, em qualquer iniciativa de marketing.

 

Postado dia 23/05/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Todos os artigos deste autor:

Gestão com empatia - 07/10/2017

Síndrome de planejamento - 28/10/2015

Geração sem-sem - 08/10/2015

O filho e o pai - 09/08/2015

Feliz 2018! - 29/07/2015

Ensaio sobre a amizade - 19/07/2015

Prazer e obrigação - 22/06/2015

Corrupção padrão Fifa - 10/06/2015

Engajamento e retenção - 03/06/2015

Gestão empresarial em tempos de crise - 26/05/2015

A farsa do Facebook - 23/05/2015

Os deveres do poder público - 13/05/2015

Um roteiro para a excelência na educação - 06/05/2015

Como perder clientes - 04/05/2015

Teimosia empreendedora - 27/04/2015

Qual é o seu problema? - 23/04/2015

Promoção e poder - 21/07/2014

A Lei de Felipe - 19/06/2014

Copa sem paixão - 15/06/2014

A volta da inflação - 18/04/2014

Custo, Tempo e Qualidade - 17/01/2014

Teimosia empreendedora - 22/11/2013

Um sentido para a vida - 15/09/2013

O Brasil público que dá certo - 27/07/2013

Quatro Pilares para o Sucesso - 05/07/2013

O fim do pão e circo - 29/06/2013

O clichê, o básico e o simples - 31/05/2013

Cliente, este intruso - 25/05/2013

Portas abertas - 05/05/2013

Cinco passos para uma meta - 14/04/2013

Regras de ouro para administrar o tempo e viver melhor - 18/03/2013

Estabilidade ou promiscuidade na carreira? - 02/03/2013

A chave da boa educação - 31/01/2013

Autenticidade na responsabilidade social - 20/01/2013

Ser e estar - 17/12/2012

O mal da mediocridade - 01/12/2012

Atitude - 25/11/2012

Metas, realizações e resultados - 04/11/2012

Ensinando a ousar - 27/10/2012

Iniciativa, hesitação e acabativa - 20/10/2012

A ética do resultado - 05/10/2012

Começando pelo quintal - 22/09/2012

Mudança e tolerância - 11/09/2012

Associativismo de resultados - 02/09/2012

Liderança questionada - 18/08/2012

Ingredientes para o sucesso 10 tópicos essenciais para o êxito nas corporações - 08/08/2012

Neocompetência: Uma nova abordagem para o sucesso profissional - 24/07/2012

No limiar da inovação - 12/07/2012

Liderança e poder - 11/07/2012

Inovar para crescer - 06/07/2012

O novo profissional de Contabilidade - 26/06/2012

Visitantes: 1369


izmir escort
gaziantep escort
porno
porno
bodrum bayan escort