COLUNISTAS


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Vagner Jaime Rodrigues

• Mestre em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - FECAP;
• Pós-Graduação em Marketing de Serviços pela Fundação Getúlio Vargas - FGV-SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Especialização em Controladoria pela Trevisan Escola de Negócios;
• Especialização em Finanças pela Fundação Armando Álvares Penteado FAAP;
• Possui graduação em Administração e em Ciências Econômicas pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul;
• Professor universitário das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Introdutória, Contabilidade Tributária, Estruturação das Demonstrações Contábeis, Planejamento Financeiro e Orçamentário;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 16 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Também atua como palestrante;
• Atualmente é Sócio do Grupo TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria;

 


Empresários devem redobrar a atenção com a malha fina

Por Vagner Jaime Rodrigues

 

Os empresários precisam estar cada vez mais atentos ao atender às exigências, instrumentos tributários (obrigações acessórias), para serem o mais assertivos possível e ficarem de fora da nova, que já não é tão nova assim, malha fina da Receita Federal. Dados do Fisco apontam que foram encontradas inconsistências nas declarações de 2012 de 26 mil empresas no valor total de R$ 7,2 bilhões.  Ainda há uma chance de essas pessoas jurídicas corrigirem os lançamentos com erros, caso contrário vão ser fiscalizadas e, depois, autuadas. As multas variam entre 75% e 225% do montante sonegado.

Neste ano de 2015, a Receita Federal vai investigar 46 mil contribuintes cujas declarações contêm indícios de irregularidades. Isso é fruto de um monitoramento de quase 10 mil empresas e cerca de 5 mil pessoas físicas que somam 65% da arrecadação federal (0,01% do total de contribuintes).

As principais operações que serão objeto da fiscalização são: amortização indevida de ágio; não apresentação (ou apresentação incompleta) dos ajustes contábeis do lucro societário com base na Nova Contabilidade sob o Regime Tributário de Transição (RTT) entre 2011 e 2013, que deveriam ser demonstradas no Controle Fiscal Contábil de Transição (FCont); tributação em bases universais, movimentação financeira incompatível (2,5 mil contribuintes); omissões de registros de vendas; pessoas físicas com variação patrimonial a descoberto; sócios de empresas que auferiram rendimentos isentos em desacordo com a lei; transferências internacionais com jogadores de futebol e operações especiais de fiscalização (só na Lava à Jato são 57 ações em andamento, além de outras em análise, sendo 130 de pessoas físicas e 135 de pessoas jurídicas).

A cada ano, o governo dispõe de meios mais inteligentes para fiscalizar os lançamentos dos contribuintes, e qualquer informação de dados errônea, incompleta ou divergente quando “cruzada” com as diversas obrigações acessórias já é o suficiente para gerar, pelo menos, uma fiscalização. A ordem é aumentar o rigor na elaboração das declarações temporais que, no final do dia, ou melhor, do ano, vão ter seus dados “cruzados” com os informados na declaração de Imposto de Renda. Fique atento à  qualidade das informações prestadas e à harmonização das mesmas para evitar a malha fina a qualquer preço. Quem está executando essas operações no dia a dia não tem tempo para fazer gestão tributária. Sonegar é crime!

 

Postado dia 12/04/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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