COLUNISTAS


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Rodrigo Rossetti Lopes

• Bacharel em Administração de Sistemas de Informação - Centro Universitário Ibero Americano;

• MBA, Executive Business Administration - Insper Business School;

• ITIL® Foundation in IT Service Management - ITILF -
Licença da certificação 5268403.20361852

• Information Security Management - ISFS - (ISO/IEC27002)
Licença da certificação 5276273.20365240

• IT Service Management. - ITSM20F - (ISO/IEC20000)
Licença da certificação 5276273.20366991

• Green IT Citizen - GRITC -
Licença da certificação 5276273.20370792

• Cloud Computing in IT Management - CLOUDF
Licença da certificação 5276273.20377965

• Certificated Integrator in Secure Cloud Services - CI-SCS
Licença da certificação 5276273.20377964

• Member Participant Project Management Institute
Licença 1103183

• EMPRETEC
ONU / Sebrae

 


FCS em implementações de ERPs

Por Rodrigo Rossetti Lopes

 

É comum avaliarmos que a tecnologia deve servir o ser humano e não que o ser humano deva servir a tecnologia.

Imbuído da lógica acima, podemos encarar um sistema de ERP – Enterprise Resource Planning ou, em nossa língua, Planejamento de Recursos Empresariais, como o sistema nervoso central do “corpo corporativo”. Ele deve ser suficientemente hábil e ágil a ponto de permitir que a Gestão compreenda ou ainda anteveja com máxima assertividade possível o que está acontecendo com seus clientes, seus fornecedores, seus estoques e seus funcionários.

 

 

Através do processamento e consolidação das informações inseridas, o ERP deve suprir, de forma dinâmica, à gestão com corretas informações, permitindo a otimizada alocação dos recursos da empresa a fim de contribuir ao máximo com o alcance de seus objetivos estratégicos, seja para conquistar clientes, reduzir custos, validar níveis de estocagem, superar um concorrente ou outras quaisquer características relevantes ao negócio.

Porém, apesar do papel fundamental que estes sistemas exercem, grande parte das empresas falham, em maior ou menor proporção, por subestimarem os principais Fatores Críticos do Sucesso destes projetos de implantação ou migração dos seus ERPs.

Acumulam-se histórias de projetos desastrosos envolvendo implantação de ERP, chegando inclusive a ser matéria de análise. Seguem abaixo alguns dos mais frequentes motivos de fracasso destes projetos:

 

Real necessidade

Muitas vezes o projeto falha antes de ter seu início, pois os critérios que determinaram a necessidade de substituição do sistema não foram os de fundamental relevância ao negócio. Buscando por modismos ou por seguir eventual “case” de sucesso em seu ramo, empresas embarcam em projetos complexos e custosos, assumindo altíssimos riscos e comprometendo a saúde organizacional, quando por vezes, a atualização da atual ferramenta, um treinamento em processos ou mesmo a reimplantação da sua solução trariam um custo de energia e financeiro muito menor.

 

Metas claras e planificação

A fim de atingir todas as expectativas almejadas, a partir da decisão pelo desafio da implantação da nova solução, é muito importante que se busque o maior consenso possível em relação à definição clara do sucesso do projeto. Desta forma, tornar visível desde o inicio do projeto os principais comprometimentos de entrega, irá colaborar com a possibilidade de detalhamento do plano de projeto. Planos superficiais ou não realistas assumem maior permissividade de desvios e riscos, e por se caracterizar com a baixa aderência, tornam-se incapazes de absorverem a dinâmica das mudanças do negócio envolvido. O nível de exatidão exigido no plano do projeto a respeito das estimativas de tempo, custo e qualidade, é que definirá o quanto o projeto poderá desviar de seus objetivos.

 

Dimensionamento e perfil do time de projeto

Deveria ser comum, mas nem sempre acontece, que a composição dos times de implementação dos projetos ERP seja formada tanto por consultores externos à empresa, quanto por profissionais internos. Essa definição da agenda é importante para que o profissional da empresa não tenha sua disponibilidade comprometida apenas com a rotina da empresa, mas respeitando o planejamento de divisão da dedicação das horas.

O erro na estimativa de equipes ou subestimar a complexidade das tarefas e a baixa disponibilidade dos profissionais da empresa comprometidos com a agenda do projeto causam um relevante índice de desvios dos projetos de implantação.

 

Nível de personalização

Este item pode significar a viabilidade ou não de um projeto de implementação. É objetiva a relação do impacto entre o nível da personalização necessária das soluções e a ampliação dos riscos, custos e prazos atribuídos ao projeto. Poucas implementações são realizadas sem qualquer nível de personalização, pois para isso são necessários controle rígido e gestão de ferro para garantir que as equipes assumam os processos nativos do novo sistema. É comum que o nível de personalização tenha seu início de forma contida e controlada, porém, em função da sua característica incremental ao longo de cada projeto acaba se tornando um dos principais desafios técnicos das implementações.

 

Ciclos de testes e capacitação

Com o comprometimento do cronograma em função do acúmulo de desvios das estimativas das etapas anteriores, acaba sendo o planejamento dos ciclos de teste e de capacitação das equipes de operação que, via regra, absorve estes desvios de prazos, quase sempre em detrimento da qualidade inicialmente planejada para estas atividades.

Referente aos ciclos de testes, mais do que garantir as funcionalidades da ferramenta, têm o principal objetivo de garantir que o processo planejado, somado às funcionalidades sistêmicas consideradas no escopo, trarão o resultado ou o comportamento esperado às diversas necessidades do negócio. Não realizar ou ainda comprometer parte da execução dos ciclos de validação previstos para etapa de testes, ou ainda não capacitação mínima suficiente das equipes de operação, pode significar o impacto na saúde da operação ou até mesmo a falência da empresa caso se deixe para descobrir o atendimento ou não dos requisitos de negócio da empresa apenas na vida real, em ambiente produtivo frente ao mercado.

Mantendo a comparação do corpo humano com o corpo corporativo, optar por uma implementação ERP na empresa é como indicar a realização de uma cirurgia no cérebro, e deve-se optar por isso apenas caso não haja outra alternativa menos agressiva e com a convicção de não ser necessária uma nova intervenção em curto intervalo de tempo.

 

Informações adicionais comparativas do Mercado Nacional

 

 

 

 

Apoio:

- COMPUTERWORLD- Por que os projetos de ERP fracassam

- TIESPECIALISTAS- As maiores dificuldades na implantação de sistemas de gestão ERP. Como vencê-la

- FGVSP EAESP- 25a Pesquisa Anual do Uso de TI, 2014

- FGVSP EAESP- 24a Pesquisa Anual do Uso de TI, 2012

 

Postado dia 12/04/2015 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


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Raphael

Coordenador Fiscal
São Paulo - SP
Membro desde: 17/10/2012
Excelente Artigo!! Participei da implantação do SAP aqui na empresa e os detalhes riquissimo do nosso amigo me trouxe a tona a experiência que vivi.

Dia 14/04/2015 às 13:25:55


Ronnie de Sousa

Profissional de Contabilidade
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
A implantação de um ERP é um desafio para as empresas e o artigo demonstra alguns dos mais frequentes motivos de fracasso destes projetos. Excelente artigo!!!

Dia 14/04/2015 às 10:15:41


André Loiola

Consultor de TI
São Paulo - SP
Membro desde: 15/04/13
Excelente artigo Rodrigo.

Dia 13/04/2015 às 12:20:41

Visitantes: 2307


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