COLUNISTAS


Facebook Twitter Linkedin
Reinaldo Pereira

• Contador, graduado em ciências contábeis pela Universidade Cidade de São Paulo;
• Pós-Graduação em Controladoria pela Fecap;
• Experiência de oito anos na área contábil e controladoria.

 


Franquia, abertura de filial, joint venture - O desafio de expandir o negócio.

Por Reinaldo Pereira

 

Quando o empresário analisa os números de sua empresa e feliz da vida constata um ótimo faturamento e uma lucratividade acima da esperada, certamente sua primeira reação seria comemorar. Porém, com a realidade que o mercado atual atravessa esse não é o momento para festejar, mas de pensar que é chegada a hora de expandir o negócio.

E a primeira pergunta que surge é a seguinte: Como crescer e quais os caminhos disponíveis e possíveis para a expansão de uma empresa?

Essa é só uma das muitas perguntas que surgirão e certamente serão da maior importância para o futuro da empresa. É claro que considerando o porte da empresa o foco do empresário será diferenciado, ou seja, se grande, média ou pequena ele deverá ter a sensibilidade de buscar o crescimento sem fugir da realidade do seu negócio.

Um dos primeiros pensamentos é a abertura de uma filial, por parecer ser o caminho mais óbvio, só que existem vantagens e desvantagens nesse tipo de expansão. O bom nisso é que a empresa poderá manter sua estrutura societária, além de todo o controle das atividades da filial e de seu lucro. O desafio será saber onde abrir essa filial. Elaborar um estudo de mercado para saber a melhor localização, trará ao empresário a possibilidade de mensurar o custo benefício desse novo desafio.

A confiança dos fornecedores, clientes e funcionários também é um ponto a favor, pois estarão presenciando o progresso do negócio, e ganhar a confiança desses parceiros é fundamental para o sucesso. Com isso a empresa terá condições para negociar novos valores com fornecedores, diminuindo o preço da matéria-prima devido ao aumento da demanda, conseguindo assim, um posicionamento mais competitivo no mercado.

A má noticia é que a matriz terá que arcar com todos os custos da abertura da filial, como, aluguel de imóvel, compra de equipamentos, instalações, formação e treinamento da equipe de trabalho, além de responder integralmente pelas dívidas da filial, tanto tributárias como trabalhistas. E isso certamente terá um alto custo fazendo com que os sócios corram o risco de dedicar tamanha atenção à filial, deixando momentaneamente de lado as operações da matriz. O ideal é que toda a parte operacional de abertura da empresa seja feita por somente um dos sócios, enquanto as decisões mais relevantes poderão ser realizadas em reuniões periódicas.

Outra proposta interessante é o mercado de franquias, onde o empresário pode aproveitar o sucesso de sua marca para expandir seu negócio sem arcar com todos os custos que teria, caso abrisse uma filial, isto porque, nesse caso o franqueado é quem entra com a maior fatia do capital. Em pesquisa realizada pela revista Exame S.A no ano de 2010, os dados apresentam São Paulo como o detentor de 56,9% das franquias do país, e esse número vem crescendo a cada ano, mostrando assim, a confiança no mercado de franquias.

O investimento em franquias traz segurança para quem quer comprar uma franquia. Considerando o fato do negócio já ser um sucesso e a marca apresentar destaque no mercado, o risco envolvido é muito pequeno, além de receber do franqueador todas as informações de mercado, estoque, percentual de lucros, canais de distribuição entre outros.

Por outro lado, o franqueador não terá muita facilidade se quiser tornar seu negócio uma franquia, pois há um caminho desafiador para ser desbravado. E o primeiro desafio é o tempo e o investimento que o franqueador levará para adequar seu negócio ao formato de franquia.

Por último falarei sobre um modelo estratégico de parceria empresarial que vem ganhando muito destaque no cenário econômico mundial. As operações de joint venture vem sendo usadas não só como argumento de sobrevivência nas empresas, mas também como junção de desenvolvimento tecnológico.

Uma joint venture pode ser muito variada, tendo como objetivo englobar produção de bens, a prestação de serviços, a procura de novos mercados ou o apoio mútuo em diferentes níveis da cadeia produtiva, ela se desenvolverá durante um tempo determinado e seu objetivo será obter benefícios econômicos.

Com o intuito de atingir objetivos incomuns, duas ou mais empresas farão um acordo para investir em determinado negócio. Este investimento pode ser constituído de capital, tecnologia, canais de distribuição, vendas, conhecimento do mercado etc. Este tipo de parceria não implicará na perda da identidade, bem como da individualidade de cada empresa.

Existe uma série de vantagens que levam as empresas a formar uma joint venture, e estas vantagens incluem a divisão de custos e riscos dos projetos. As joint ventures também são muito importantes naqueles negócios que precisam de grandes investimentos iniciais para começar determinados projetos que trarão vantagens e benefícios de longo prazo.

Com isso, investir no crescimento da empresa quer seja com abertura de filial, franquia, ou joint venture, é de extrema importância para sua sobrevivência, pois a empresa não ficará em situação de estrangulamento sem saber para onde correr. O mercado é dinâmico e inovador e não tolera quem pensa pequeno. Outra dica é a elaboração de um bom plano de negócios, fator de suma importância, para que o empresário possa visualizar o cenário no qual se encontra, e assim poder desenvolver mais forças competitivas para permanecer por mais tempo em atividade e conquistar maior espaço e participação no mercado onde atua.

Postado dia 22/04/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


Clique aqui para comentar este artigo


Reinaldo Pereira Santos

contador
São paulo - SP
Membro desde: 01/04/2012
Marco, acredito que quando a empresa ainda esta dando os primeiros passos, o importante é analisar o mercado e suas oportunidades, além também de investir em publicidade digital, utilizando as redes sociais.

Dia 04/05/2012 às 08:36:31


Marco

contador
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
Crescer é necessário, mas e quando a organização ainda está nos primeiros passos, qual a tratativa?

Dia 04/05/2012 às 07:23:40


Vanderlei Rodrigues da Silva

Analista de Custos de Produção
São Paulo - SP
Membro desde: 11/10/2012
Muito bom! Crescer é preciso.

Dia 02/05/2012 às 20:45:12


Johana Silva Telson

Analista Contábil PL
São Paulo - SP
Membro desde: 30/09/2012
Fácil para as grandes e dificil para as PMEs, pq as pequenas e médias tem que seguir as mesmas regras das grandes, esta é a pergunta.

Dia 01/05/2012 às 18:47:58


Ronnie de Sousa

Profissional de Contabilidade
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
O desafio está em desenvolver uma visão holística, mensurar os fatores internos de forma eficiente e sempre avaliar os indicadores dos mercados em que atuam, esses são ingredientes básicos
no desenvolvimento de um negócio. Parabéns pelo artigo Reinaldo.

Dia 29/04/2012 às 12:19:56

Visitantes: 1941