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Tom Coelho

• Formado em Publicidade pela ESPM;
• Formado em Economia pela USP;
• Especialização em Marketing e em Qualidade de Vida no Trabalho;
• Mestre em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente;
• Foi executivo, empresário, secretário geral do IQB/ INMETRO;
• Foi diretor do Simb/Abrinq e VP da AAPSA;
• Atualmente é professor em cursos de pós-graduação;
Conferencista e escritor com artigos publicados por mais de 800 veículos da mídia em 17 países, além de diretor da Lyrix Desenvolvimento Humano e do NJE/CIESP;
• É autor dos livros “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”, “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” e coautor de outras cinco obras. Site: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

 


Copa sem paixão

Por Tom Coelho

 

 

“Nada existe de grandioso sem paixão.”

(Hegel)

 

 

Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luisinho, Júnior, Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico, Serginho Chulapa, Éder. Se você tem cerca de 40 anos ou mais, certamente deve ter reconhecido estes nomes. Era a escalação da memorável seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Comandada pelo inesquecível técnico Telê Santana, aquela equipe ficou consagrada como exemplo do futebol-arte. Contudo, foi fatalmente eliminada pelos italianos no dia 5 de julho, após sofrer três gols de Paolo Rossi, num episódio que ficou conhecido como “tragédia do Sarriá”.

Por que aquele grupo, mesmo não tendo legado para a posteridade a taça de campeão do mundo, é tão inesquecível? Porque ele representava a verdadeira paixão pelo futebol, simbolizada pelo carisma dos jogadores, por sua entrega em campo, pela alegria no jogar, pelo entusiasmo na comemoração de cada gol. Era uma equipe que literalmente parava todo o país para ser vista em campo, numa época em que começávamos a trilhar os caminhos para a redemocratização. Igual ufanismo somente seria visto uma década depois, com Ayrton Senna.

A Copa de 2014, do ponto de vista racional, já está perdida. A este respeito, muito já foi dito. Começando pela falta de planejamento, que vergonhosamente fez com que alguns estádios ainda sejam canteiros de obras a uma semana do evento; passando pelas obras de infraestrutura não realizadas, as quais soavam como maior justificativa para sediar o torneio; até o desperdício de dinheiro público, ao se construir, por exemplo, uma arena para 40 mil pessoas em Manaus, onde os dois principais times locais mal conseguem reunir 1.500 torcedores na final do torneio estadual.

Assim, a salvação desta edição do mundial depende do envolvimento emocional do público. Sentimento este demonstrado na Copa das Confederações, quando os torcedores, embalados pelas “jornadas de junho”, entoaram o Hino Nacional a plenos pulmões, como que decretando o desejo de uma nação mais próspera, justa e digna.

Mas o resgate da empolgação do torcedor e de sua alegria pelo futebol em si, depende fundamentalmente de uma afeição pelos atletas, aqueles que vestidos de verde-amarelo nos representam, mas que infelizmente não conseguem chegar perto da identificação que tínhamos com aquela seleção de 1982. As gerações mais jovens talvez não compreendam, porque lhes falta uma referência.

Quem são os jogadores de hoje? Você conhece a história e a procedência de cada um deles? Dos 23 convocados, 19 jogam no exterior e apenas quatro no Brasil. Em 1982, dentre os 22 convocados, apenas dois eram de fora... Por mais que a mídia aborde o assunto à exaustão, você é capaz de declamar a escalão do time? Estarão estes atletas imbuídos de um sentimento cívico ou prevalece a preocupação com interesses pessoais, num elenco cuja renda mensal supera os 26 milhões de reais, e que ainda assim preocupa-se em mostrar a logomarca de seu patrocinador pessoal em campo para auferir mais alguns dólares?

Não se torce contra seu próprio time, muito menos contra seu próprio país. Mas apenas isso não é suficiente para fazer acelerar o pulso...

 

Visite: www.tomcoelho.com.br

 

 

Postado dia 15/06/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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