COLUNISTAS


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Geuma Nascimento

• Mestrado em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP - SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Bacharel em Ciências Contábeis pela Associação Tibiriçá de Educação;
• Professora universitária das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Geral, Tributária, Intermediária, Avançada e Gerencial;
• Membro do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 12 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Sócia da TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria e da Efycaz Trevisan – Aprendizagem em educação continuada;
• Carreira profissional desenvolvida em pequenas, médias e grandes empresas, dentro das diversas áreas administrativas e financeiras, com ênfase em contabilidade, tributos, custos, processos operacionais e sistêmicos e em qualidade;
• Gestora da implantação de custos ABC na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
• Participa de Conselhos Fiscais de expressivas empresas;
• Atua como palestrante;
• Autora do livro SPED sem Armadilhas;

 


Simples Nacional ajuda a reduzir impacto da inadimplência

Por Geuma Nascimento

 

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido, que se aplica às micro (ME) e pequenas empresas (EPP) desde julho de 2007.

O regime permite que as empresas sejam classificadas pelo faturamento e não mais pelos setores em que atuam. Isso facilita sua gestão e implica que elas possam crescer e se fortalecer, além de gerar uma série de benefícios. Um deles é o que possibilita que reduzam as consequências da inadimplência de seus clientes. Trata-se de uma estratégia financeira que depende do regime tributário da companhia.

As empresas que adotam o regime de competência reconhecem, na sua contabilidade, receitas, custos e despesas no período a que competem, independentemente da sua realização em moeda. Exemplo: na efetiva data de venda de uma mercadoria e não no dia do pagamento. No regime de caixa, o reconhecimento acontece no dia da efetiva entrada e saída da moeda. Ou seja, na data em que o cliente quita a fatura.

Assim, o contribuinte/empresa pode não pagar o tributo, se demonstrar que não recebeu de seu cliente, tentou cobrá-lo, mas a inadimplência se concretizou, um mecanismo recentemente ratificado no XIX Congresso Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas, realizado em Pernambuco, pelo secretário executivo do comitê Gestor do Simples Nacional, na Receita Federal, Silas Santiago.

Mas não é apenas esse o benefício das empresas no Simples Nacional: como o nome já diz, ele realmente simplifica a vida das ME e das EPP, pois promove um regime único de arrecadação, que inclui as obrigações acessórias, em que todos os impostos são calculados em apenas uma guia de recolhimento, mediante declarações de faturamento do contribuinte.

Deve-se acrescentar, ainda, entre outros benefícios, o de o Simples Nacional favorecer a criação e manutenção das microempresas. Uma empresa que fatura, por exemplo, R$ 1,8 milhão, paga ICMS a uma alíquota de 3,1% no Estado de Alagoas, contra algo entre 17% e 25%, conforme seu segmento de atuação, fora desse regime.

Na prática, a empresa que está no Simples Nacional, pode deixar a dor de cabeça com cálculos e a burocracia fiscal de lado, para se concentrar na sua produção e no seu mercado.

Há que se ressaltar, ainda, que o Simples Nacional é totalmente informatizado e a empresa faz todos os procedimentos via site (www.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional), e não precisa mais ir a um posto de atendimento da Receita Federal ou a instituições fazendárias estaduais para resolver pendências, por exemplo. Tudo é realizado pelo site, com a alimentação eletrônica das informações tributárias e de faturamento, com mais eficiência e simplificação dos procedimentos.

No ano passado, a receita das microempresas representou R$41 bilhões em tributos pagos e, em 2014, deve chegar a R$ 60 bilhões, 3% de toda a arrecadação federal.

 

Postado dia 16/04/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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