COLUNISTAS


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Geuma Nascimento

• Mestrado em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP - SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Bacharel em Ciências Contábeis pela Associação Tibiriçá de Educação;
• Professora universitária das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Geral, Tributária, Intermediária, Avançada e Gerencial;
• Membro do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 12 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Sócia da TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria e da Efycaz Trevisan – Aprendizagem em educação continuada;
• Carreira profissional desenvolvida em pequenas, médias e grandes empresas, dentro das diversas áreas administrativas e financeiras, com ênfase em contabilidade, tributos, custos, processos operacionais e sistêmicos e em qualidade;
• Gestora da implantação de custos ABC na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
• Participa de Conselhos Fiscais de expressivas empresas;
• Atua como palestrante;
• Autora do livro SPED sem Armadilhas;

 


Ajuda para quitar dívidas

Por Geuma Nascimento

 

Neste período de economia instável, é importante que as empresas estejam com dívidas sanadas ou renegociadas, principalmente fiscais, para, assim, continuarem investindo capital no próprio negócio – tão necessário neste momento de realinhamento e indefinição do mercado. Porém, nem sempre é tão simples quitar pendências financeiras, muitas vezes pela falta de opções dadas pelos órgãos oficiais e ainda de instituições financeiras de crédito.

Entretanto, de agosto a novembro deste ano, pelo menos para as empresas que pretendem quitar as suas dívidas fiscais, uma nova oportunidade entrará em vigor. Elas poderão aderir ao parcelamento de débitos previsto na Lei 11.941, de maio de 2009. O “Refis da crise” – como se tornou conhecido – terá uma portaria publicada pela Procuradoria Geral da União (PGFN) e a Receita Federal do Brasil, até o final de julho, que regulamentará o programa de quitação e refinanciamento de dívidas em até 15 anos. Vale lembrar, este projeto já foi inclusive aprovado pelo Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo em que a medida ajudará as empresas que estão em dívida com a Receita, fazendo com que elas consigam um tempo a mais para conseguir capital suficiente para se reestruturam, esta portaria também fará com que entre mais dinheiro aos cofres públicos, pois sabemos que algumas pendências não seriam tão cedo saldadas caso não fossem aliviadas de alguma forma, nesse delicado momento de turbulência econômica. As vantagens para o refinanciamento da dívida com o “Refis da crise” são diversas: parcelamento em até 15 anos, como já dito, além de redução de juros e multas. E caso o pagamento da dívida seja à vista, a redução do débito consolidado pode chegar a 70% do total.

Mesmo ainda não estando em ação, o “Refis da crise” já vem sendo aderido pelos empresários. Algumas companhias calculam às vantagens proporcionadas pela medida para, assim, conseguirem quitar as dívidas com a Receita. Alguns especialistas afirmam que a nova regra esclarece tudo o que é necessário saber sobre o funcionamento deste mecanismo legal, mesmo antes da regulamentação dela.

Na prática, a lei demonstra bom senso do governo com o sistema produtivo. São medidas pontuais, mas que vão dando fôlego para que as empresas se adequem ao novo cenário econômico, de lenta recuperação. É necessário, porém, que as companhias conheçam mais como a regra poderá se ajustar ao seu momento, avaliando, inclusive, como aproveitá-la. Isso pode fazer diferença na hora da retomada do crescimento.

 

Postado dia 12/03/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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