COLUNISTAS


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Geuma Nascimento

• Mestrado em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP - SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Bacharel em Ciências Contábeis pela Associação Tibiriçá de Educação;
• Professora universitária das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Geral, Tributária, Intermediária, Avançada e Gerencial;
• Membro do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 12 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Sócia da TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria e da Efycaz Trevisan – Aprendizagem em educação continuada;
• Carreira profissional desenvolvida em pequenas, médias e grandes empresas, dentro das diversas áreas administrativas e financeiras, com ênfase em contabilidade, tributos, custos, processos operacionais e sistêmicos e em qualidade;
• Gestora da implantação de custos ABC na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
• Participa de Conselhos Fiscais de expressivas empresas;
• Atua como palestrante;
• Autora do livro SPED sem Armadilhas;

 


Em rio sem dono, até jacaré morre afogado!

Por Geuma Nascimento

 

A sucessão empresarial mal feita não aceita mesmo desaforo, mesmo quando se trata de marcas consagradas e com grande presença no mercado mundial. Exemplo disso é a briga entre pai e filha, Michel Lacoste e Sophie Lacoste, pelo comando da famosa grife francesa, oitenta anos depois de sua criação por René Lacoste, de quem os atuais herdeiros beligerantes são, respectivamente, filho e neta. O mais grave, no caso, é que o embate pode fazer a companhia mudar de comando e passar a ser controlada pela suíça Maus Frères, que já detém parte das ações e à qual Michel ameaça vender seu quinhão, em represália à nomeação de Sophie ao cargo de CEO

O midiático imbróglio evidencia o quanto um processo de sucessão empresarial não é algo simples e que ocorre espontaneamente. Por isso, é importante que seja planejado e bem executado para que não afete os resultados e a gestão. Ou seja, deve ser considerado item obrigatório do planejamento estratégico das organizações, independentemente de seu porte, pois se não for elaborado com eficácia pode comprometer seriamente a sobrevivência de um negócio.

São numerosos os exemplos de empresas que sucumbiram depois de transições desastradas, feitas de modo empírico e no açodamento ante o acaso do falecimento ou doença do principal gestor e até mesmo devido a processos de fusão ou incorporação, com mudança abrupta de comando. Assim, garantir a sua permanência no mercado e, se possível, continuar a crescer após a mudança de direção vêm se tornando preocupações crescentes, considerando tratar-se de tarefa sempre árdua. Portanto, deve ser algo sustentado por um plano de contingência pré-elaborado.

Um bom programa de sucessão, em especial quando há a figura marcante do fundador da empresa, deve ser concebido com muita antecedência. Além disso, não deve restringir-se ao topo da hierarquia corporativa, ampliando-se na estrutura vertical e horizontal, para que a cultura e os valores do fundador sejam mais disseminados. É importante checar as áreas críticas e traçar um plano para cada uma delas, de modo que fiquem adequadamente preparadas para qualquer imprevisto, como falecimento, acidentes, fusão, incorporação e desligamento repentino do gestor.

Um bom programa de sucessão também minimiza problemas com herdeiros e sócios. No caso dos herdeiros, por se tratar de uma questão familiar, envolve também aspectos humanos, agregando ingredientes em emocionais ao processo. Em situações agudas, quando o imprevisto atropela a empresa não precavida com um plano de contingência, ou na elaboração preventiva de um processo sucessório bem feito e planejado, é muito recomendável buscar ajuda profissional.

O trabalho de empresas especializadas no tema engloba coaching para identificar as competências e, consequentemente, o perfil mais adequado para uma determinada função, orientações acadêmicas e administrativas e o desenvolvimento de lideranças. Quando essa transição é feita amadoristicamente e de modo improvisado, cria-se turbulência que afeta todo o ambiente organizacional. Ante a acefalia, lideranças não aceitas e situações confusas de comando, muitas marcas correm o risco de afundar, inclusive o jacaré mais famoso das grifes internacionais.

 

Postado dia 24/02/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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