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Elenito Elias da Costa

• Formado em contabilidade pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Especialização em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Pós-graduado em controladoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Mestrado em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Analista Econômico Financeiro pelo IBAMAC;
• Instrutor de curso no SEBRAE/CDL/CRC;
• Professor universitário, palestrante e avaliador do MEC;
• Autor de diversos artigos publicados no Brasil e exterior;
• Sócio da empresa Irmão Empreendimentos Contábeis Ltda;
• Autor dos livros Contabilidade - Coletânea de artigos e Contabilidade - Coletânea de artigos Vol. II
• Um dos autores do livro Transparência - Uma visão sistêmica da analise empresarial nos demonstrativos contábeis e financeiros da Editora Fortes.

 


Administração e Contabilidade - Irmãs Siamêsas

Por Elenito Elias da Costa

 

 “A ligação umbilical das irmãs siamesas (Administração e Contabilidade) é alimentada por ações que denotam maior transparência e controle   interno e resultam na sustentabilidade e continuidade do empreendimento”.

 

Introdução

Estamos diante de um cenário econômico de incertezas e de grandes oscilações, e isso nos remete a uma reflexão de que a administração e a contabilidade têm presença marcante no processo de globalização que as empresas estão ultrapassando, mas estamos certos que somente encontraremos águas serenas se houver investimentos focados na capacitação e qualificação de gestores e profissionais que labutam na assessoria e consultoria das empresas.

No Nordeste do Brasil, onde o maior número de empresas são integrantes do Sistema Simples Nacional, e que comprovadamente contribuem significativamente para conter os agravos sociais, as agências (SEBRAE, CDL, BNB, e demais) devem entender que a gestão dessas empresas está seriamente ligadas a uma contabilidade ordeira e profissionalmente desenvolvida por profissional habilitado para registrar a transparência e o exímio controle interno das mesmas, pois sem registros que possa mensurar e alimentar os relatórios financeiros que possam avaliar esses investimentos, põem em risco absoluto citados empreendimentos.

Sabedor que somos desses fatos e de sua mortandade, diversas IES, inclusive órgão e instituições estão empreendendo recursos na busca de identificar citados motivos e capacitar e qualificar educandos e profissionais que possam ser capazes de interagir no seio desse cenário e obter êxito em seu labor, visando minorar os pontos fracos e elevar os pontos fortes, e sabemos que a elaboração de um Diagnóstico Empresarial nessas empresas tende a identificar os gravames que as atingem.

Sabemos que outras instituições estão buscando esforços recursos pois acreditamos que os esforços somados em conjunto hão de prover os resultados significativos que possam elucidar o causador dessa mortandade, daí não poderíamos nos furtar a essa necessidade, pois acreditamos que é essa nossa missão e visão e não nos omitiríamos diante desse desafio.

Como instituição e sabedores do nosso papel na responsabilidade social e econômica da sociedade que nos legitimam, consideramos nosso dever informar a essa sociedade os fatos objeto de nosso estudo e responsavelmente elencar sugestões que possa aglutinar valores e respeitar os investimentos que buscam reduzir os agravos sociais que nos circundam.

Estamos convictos que o estudo é embrionário, e merecedor de adendos, assim como entendemos que quão mais rápidos forem tomadas as ações corretivas menor será o número de falências desses empreendimentos, evitando desperdícios de recursos, investimentos, capitais.

 

A Administração das pequenas empresas   

Sabemos que grande número de micro e pequenas empresas que se estabelecem na região Nordeste do Brasil têm sérias dificuldades em manter a sustentabilidade e continuidade de sua atividade econômica que busca um faturamento que possa prover as suas obrigações e manter o ponto de equilíbrio, o que exige das mesmas ações atípicas e situações esdrúxulas que axacerbam a legalidade de suas ações.

Nessa seara encontramos um fator chamado de RISCO, seja ele motivado obviamente pela capacitação e qualificação de seus mentores e encontra dificuldades na busca e conter suas ameaças, que são realmente vorazes.

Estamos convictos que nessa justificativa há diversas variáveis intrínsecas e extrínsecas que passam obrigatoriamente pela capacitação e qualificação dos gestores e empreendedores assim como a perfil dos profissionais dos que as assessoram.

Diante desse cenário econômico globalizado agregado as dificuldades motivadas peã inflação, elevação de juros, exigibilidades para obtenção de empréstimos, dificuldade na elaboração de um projeto de viabilidade econômica e demais fatos existentes que obstaculizam seu dia a dia.

Mas sabemos que a grande dificuldade para se manter no mercado denota de diversas variáveis, dentre elas a busca de contratar profissionais capacitados e qualificados que possa agregar valor à gestão.

Nessa linha de raciocínio encontramos diversas IES que potencializam esse profissional na busca de conter determinados agravos.

Uma das alternativas mais plausíveis é a elaboração de um Planejamento Estratégico Sustentável que contenha a flexibilidade de sua mutação quando necessário e em seguida a aplicação de P D C A para equalização dos recursos e fatores.      

Somos sabedores da grade importância e custo dos valores que legitimam um empreendimento, daí a nossa preocupação em manter níveis e conhecimentos e atualização adequados.

 

A Contabilidade das pequenas empresas

Sabemos que a Contabilidade Brasileira passa por transformação para se adequar aos princípios internacionais, e isso implica em UP GRADE dos profissionais existentes no mercado para que possa agregar valor á gestão empresarial.

Não é surpresa que o ano de 2013 foi destinado ao ano do CONTADOR, pois esses profissionais estão sendo motivo de significativa alteração para assimilação dos princípios internacionais, IFRS, US GAAP, IASB, FASB, CPC, e normas do CFC, IBRACON, CVN, e ainda as alterações tributários tecnológicas implementadas pelos órgãos fiscais, quais sejam SRFB, SEFAZ, SEFIN, CEF, e demais, que utilizam a informática como recursos para conter a sonegação fiscal e trabalhistas e reduzir a informalidade.

Diante desse cenário é inconteste que citados profissionais retornem a academia para um UP GRADE de suma importância se desejarem continuar com sua atividade laboral.

Se nos ativermos à responsabilidade civil, penal e criminal inserida no Código Civil, onde exara nos seu escopo a penas que são derivativas de inobservâncias e infrações que podem ser acometidas e terá comutadas as penas resultantes de suas responsabilidades, sem prejuízos de demais penas administrativas.

Se, autônomo, empresa de contabilidade ou mesmo empregado e inegável a sua responsabilidade por suas ações no labor de sua atividade, tais como ERRO, DOLO, INCONSISTÊNCIA CONTÁBIL, GESTÃO FRAUDULENTA e LAVAGEM DE DINHEIRO, já que a partir de Janeiro de 2014, se obriga a informar ao COAF, braço policial do Ministério da Fazenda, Secretaria da Receita Federal, Ministério Público e Policia Federais, os fatos com limitações de valores transcritos em normas devidamente aprovadas pelo CFC.      

 

A legislação como fator excludente

A existência da lei da Simples através da Lei Complementar No. 123/07, trouxe consigo em seu escopo fatores com validações que agregam a maior base de empresas nele integrantes, onde representa a grande maioria das empresas no Brasil e principalmente na região Nordeste, com o fito de conter os agravos sociais e oportunizar aos cidades a constituição do seu próprio negócio.

Sabemos que a nossa PEA é bastante numerosa e estamos numa fase de envelhecimento da nossa população e uma dos fatores que se busca é a consolidação de seu próprio negócio buscando reduzir a economia informar e em conseqüência reduzir a carga tributária dessas empresas, quais sejam MEI, MICRO, EPP e EIRELI.

É inconteste a legislação que consolida essas empresas assim como o é a necessidade de que elas permaneçam por mais tempo atuantes no mercado globalizado, visando obviamente à arrecadação tributária e minorar os agravos existentes.

É factível registrar a existência dos órgãos que apóia esses empreendimentos assim como devemos registrar a sua mortandade quantitativa, o que nos faz refletir que sua motivação na deriva somente da existência do seu Capital ou de seu faturamento, mas certamente de sua gestão, onde a presença dos profissionais citados no preâmbulo do referido se faz presente.

O grande aspecto social de sua constituição é conceder oportunidade a quem deseja empreender, mas para sua sustentabilidade e continuidade se torna imprescindível a formação qualitativa dos seus integrantes.

 

A mudança no cenário econômico exige flexibilidade

O cenário econômico globalizado nos remete a uma reflexão que somos a solução para os países do primeiro mundo, mas isso implica no nosso desempenho profissional e conseqüentemente de nossa customização, inclusive a carga tributária e dos custos trabalhistas.

O Brasil é realmente muito rico em recursos naturais e também pela criatividade de nosso povo, que sofre com uma educação de qualidade discutível quando comparados com profissionais do primeiro mundo.

Temos a certeza que governos e instituições fazem um esforço hercúleo para conter essas diferenças, mas sabemos que isso decorre de variáveis intrínsecas e extrínsecas de difícil gestão.

Mas estamos convictos que nossa incansável luta para proceder à mudança desse quadro quando comparado com profissionais do primeiro mundo, quiçá teremos um horizonte mais aprazível.

Diante da opção do regime tributário, se comparar o Sistema Simples, Lucros Presumido, Lucro Real e Lucro Arbitrado, o primeiro citado tem o menor impacto tributário.  

Acreditamos que as oportunidades que nos avizinham, tais como Copa do Mundo, Olimpíadas e demais, hão de notabilizar essas pequenas empresas, mas sabemos que devemos fazer a nossa parte, buscando uma educação diferenciada para possibilitar maior interação entre as partes, daí elevamos a educação como fator determinante para o sucesso dessas empresas.

A base de qualquer sucesso depende da MUDANÇA que começa com os integrantes desse seguimento, utilizando a sua potencialidade e principalmente a sua criatividade para demonstrar um diferencial, desde que tenha absoluto controle interno e principalmente  um planejamento estratégico sustentável.

 

Os pontos fracos das pequenas empresas

É verossímil entender que o maior ponto fraco das empresas integrantes do Sistema Simples Nacional é sua capacitação e qualificação decorrente de sua educação fragilizada e isso se faz sentir nas regiões menos favorecidas.

A estabilidade da economia depende exclusivamente de sua educação e de outras variáveis que a ela se somam, mas preponderantemente as melhorias sociais, econômicas, políticas estão diretamente ligadas à evolução educacional da comunidade que a integra.

A empresa do Sistema Simples tem a menor carga tributária, nem por isso tem a vantagem diante das demais, apesar de reconhecer sua grande importância na contenção dos agravos sociais, o que é bastante importante para as regiões menos favorecidas.

Mas devemos entender que se temos a menor carga tributária e não conseguimos reduzir a sua mortandade, isso nos leva a entender que sua situação depende muito do Planejamento Estratégico Sustentável, de um Diagnóstico Empresarial, levando em consideração um P D CA e um Plano de Negócio que leva em consideração o W, W, W, W e um H, somente entendível com uma educação diferenciada com qualidade, que possa agregar valor a gestão diante do quadro de volatilidade e oscilação existente.

Sabemos ainda que haja uma bolha de indébito fiscal que tende a explodir derivativa dos débitos tributárias dessas empresas, e mesmo que haja flexibilidade em sua cobrança, mesmo assim o volume tende a explodir a qualquer momento.

 

Os pontos fortes das pequenas empresas

Como já citado as empresas integrantes do Sistema Simples tem a menor carga tributária, e tem tratamento diferenciado que reduz seu ônus em transações bancárias e demais outra, o que capacita à contenção de centralizar maior valor do Capital de Giro dessas empresas.

Outro ponto forte é sua importância no na contenção dos agravos sociais, tais como empregabilidade, violência, oportunidade, e demais.

O Governo vê com bastante propriedade a evolução dessas empresas e está de todas as modalidades concederem um tratamento diferenciado que vá de encontra a sua sustentabilidade e continuidade.

Todos os esforços e recursos são dispêndios para viabilizar essas empresas o que nos prova que se não houver uma educação centrada voltada para a capacitação e qualificação dessas empresas maior volume de recursos serão customizados.

E sabemos que dente os recursos empregados há somente um que não há recuperação nem tão reversão que é o TEMPO, onde o mesmo causa ônus demasiado diante do quadro atual de nossa economia.  

Nas regiões menos favorecidas essas empresas representam uma alternativa para determinados integrantes da pirâmide social, mesmo aquelas que não integram a PEA.

 

Ações coercitivas de valores

“Cada evento ou inicio de qualquer fenômeno deve ter uma causa, algum antecedente, de que é, invariavelmente e incondicionalmente, uma conseqüência. (John Stuart Mill)”

São louváveis os esforços dos governos, instituições e demais órgãos, mas sabemos que se não houver uma educação qualitativa voltada para capacitar esses gestores, poderemos por e risco o Capital, Recursos, Tempo e Sonhos, pois temos absoluta certeza às ameaças são realmente verossímeis.

Daí pode entender a importância de CURSOS (tecnológicos ou de graduação) votados para atender esse mercado, mas se faz necessário maior investimento com retorno avaliativo para que possamos depurar e analisar citados recursos.

Ressaltamos a existência de órgãos como SEBRAE, BNB, Caixa Econômica Federal e demais instituições, mas entendemos que a elaboração de um Projeto de Viabilidade Econômica que personalize de modalidade diferenciada e por regiões podemos alcançar os objetivos sociais e econômicos, mas se continuarmos generalizando podemos perder considerável investimentos e recursos que se perderá e causará maior reves e os índices depreciativos da sociedade tende a se elevar.

Diante desse cenário resultante de uma economia globalizada, ratificamos  o programa do sistema simples, mas se não houver um tratamento diferenciado por regiões poderemos elevar o ônus sociais que desejamos conter.

  

Conclusão

Somos somente profissionais e professores universitários que busca mostrar à sociedade as exigências do mundo moderno globalizado, mas somos conscientes que temos muito a aprender, talvez isso nos motivasses a transcrição do referido.

Como profissionais e professores universitários nos sentimos no dever de escrever o referido artigo que busca informar a sociedade e profissionais que labutam nessa área e similares, pois somente assim podemos contribuir com a acuidade que devem possuir citados profissionais no exercício de seu labor e que possam se assim desejar busca ou mesmo retornar a academia para sua atualização.

É inegável que o achamos o referido artigo é embrionário, sujeito a alterações e complementação se assim desejarem, mesmo por que não nos achamos donos da verdade, mas somente consciente de que temos responsabilidades a cumprir diante da sociedade e o meio que nos envolve.

Talvez seja esse o motiva que nos faz integrar uma instituição que preza por valores individuais e que busca agregar valor qualitativo no meio social que a legitima.     

Apesar de convivermos numa região onde a dificuldade e agravos sociais se fazem presentes, entendemos perfeitamente a importância da legislação que criou o Simples Nacional, assim como desejamos maior e melhor alteração dos aparatos legais que levem em consideração regiões menos favorecidas.

Sem assim acreditamos que se houver tratamento diferenciado com o devido acompanhamento, poderemos lograr êxito numa área em que muitos tentarão e poucos conseguiram.

O mundo está mudando muito rápido e sabemos que o tempo é irreversível, onde seu progresso sustentável, depende sua ação hoje.

      

Bibliografia

Da Costa, Elenito Elias, Editores Fortes, Contabilidade No1;

Da Costa, Elenito Elias, Editora Fortes, Contabilidade No 2;

Da Costa, Elenito Elias e demais autores, Transparência, Editora Fortes.

Da Costa, Elenito Elias, Artigos publicados no Brasil e fora dele.

 

Postado dia 14/02/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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