COLUNISTAS


Facebook Twitter Linkedin
Ailton Fernando de Souza

● Bacharel em Ciências Contábeis pela Unipaulistana;
● Pós-graduado em Gestão Estratégica do Terceiro Setor pela UNIFMU;
● Ex-professor do curso Técnico em Contabilidade do SENAC;
● Exerce cargo de Gestão e Gerência de Contabilidade ;
● Autor e coordenador do livro Contabilidade na Prática (Editora Trevisan,2014);
● Autor do artigo científico Governança Corporativa em Entidades do Terceiro Setor, publicado pela Revista Direito do Terceiro Setor (Editora Fórum,Dez/2013);

 


A Harmonização Contábil

Por Ailton Fernando de Souza

 

Acho interessante iniciar o ano trazendo novamente à tona a “revolução” nas Normas Brasileiras de Contabilidade, o principal motivador do aumento de respeito, credibilidade, melhores condições salariais e mais qualidade aos profissionais que representam essa nossa classe; que sirva como um aperitivo para aguçar nossa mente e desenvolver cada vez mais o tema.

É inegável a contribuição que o IFRS trouxe à Contabilidade no Brasil, entretanto, inquestionável mesmo é o conhecimento, a interpretação e o bom senso partilhado aos profissionais de contabilidade. Os antigos padrões brasileiros de contabilidade fizeram com que a Contabilidade fosse ignorada da condição de ciência e vista apenas como uma “figura de linguagem” acessória, ou uma obrigatoriedade que tinha como função apenas apresentar informações quantitativas (raras vezes qualitativas) ao Fisco que a utilizava apenas como mero instrumento de arrecadação.

O processo de harmonização às normas internacionais, um dos responsáveis pelo fortalecimento do movimento que promoveu o impacto permitiu a renovação do pensamento, a busca incessante por mais conhecimento e uma visão moderna e útil da contabilidade e permitiu revelar à sociedade em geral o poder da informação, da avaliação, da interpretação e enfim das demonstrações contábeis-financeiras.

A criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC),foi importantíssima, pois além de “traduzir” o pensamento da classe espalhada em diversas entidades representativas, permitiu uma homogeneização de idéias, especialmente a partir dos pronunciamentos em audiência. Foi através dos CPC´s o primeiro contato com os conceitos internacionais de contabilidade, o que elevou nosso padrão às práticas mundiais.

É certo que foi (e está sendo) um processo árduo, posto que houve uma necessidade de reaprendizagem, mais investimento em tempo, estudos, e não foram nem são raros os profissionais com carreiras consolidadas retornando às salas de aulas, livros e palestras, atos que já havia sido totalmente abandonados por alguns profissionais, e, mais ainda, hoje percebemos que essa movimentação é desenfreada; ou seja, é continua.

Poderia citar inúmeros exemplos de benfeitorias e benefícios trazidos pelo IFRS, no entanto, entraria em conceitos técnicos muito profundos e específicos, e esse não é o intuito, porém, um dos conceitos mais formidáveis é o que trata de ativo imobilizado (CPC 27- pronunciamento IAS 16) que trouxe maior clareza tanto à mensuração, quanto ao processo de avaliação e depreciação, que tantas vezes foi tratado de forma primária e até mesmo com desleixo, não só pelos profissionais de contabilidade, mas pela sociedade em geral, pela falta de conceito, pela falta de material , pela falta de costume e aceitação (ou não) do mercado, mas especialmente pela comodidade e omissão do Fisco.

Enfim excelente 2014 a todos nós, e, como diz meu amigo Ronnie de Sousa: “Vamos todos juntos!!!”

 

Postado dia 07/01/2014 - Fonte: Essência Sobre a Forma

Visitantes: 2736