COLUNISTAS


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Reinaldo Pereira

• Contador, graduado em ciências contábeis pela Universidade Cidade de São Paulo;
• Pós-Graduação em Controladoria pela Fecap;
• Experiência de oito anos na área contábil e controladoria.

 


Desoneração da Folha de Pagamento

Por Reinaldo Pereira

Já estava mais que na hora do Brasil tomar uma atitude eficaz em relação aos seus altos custos na folha de pagamento, considerando que hoje esse custo se aproxima de 100% do salário do empregado. Mas a desoneração da folha não tem seu foco somente na redução dos custos do trabalhador, ela vem também com o intuito de aumentar a competitividade de alguns setores da economia, principalmente aqueles que geram mais empregos.

Com isso, o empresário terá um incentivo maior para produzir, visto que houve uma redução do INSS da folha por um percentual de 1% ou 2% sobre a receita bruta dependendo do setor.

A desoneração gera, ou pelo menos deveria gerar um efeito em cadeia, pois a partir do momento que o empresário tem menos custos com o funcionário, acaba aumentando seu lucro. Além disso, conta com a vantagem de ter margem para reduzir o valor do produto final pelo fato dos custos de produção que estão ligados a folha de pagamento também reduzirem.

Com isso, o empresário poderá contratar mais mão de obra com custo reduzido produzir mais e diminuir a contribuição  de impostos para o governo.

De acordo com dados do Jornal Folha de São Paulo (02/06/13), o jornalista Paulo Muzzolon, afirma que a desoneração da folha vai retirar por volta de R$19,3 bilhões da previdência em 2014, de acordo com a Lei orçamentária para 2014, ou seja, as empresas deixarão de pagar uma enorme fatia para o governo.

Outro ponto desejado pelo governo seria a redução da rotatividade dos trabalhadores nas empresas, e que na contramão desse índice de desemprego e demissões, houvesse um aumento de contratações. E foi exatamente isso que ocorreu.

De acordo com dados do governo, essa desoneração permitiu uma queda na taxa de demissões de três setores contemplados, de 15% ao ano, em média, para o período entre janeiro de 2007 e dezembro de 2011, para uma taxa negativa de 3% em média, entre janeiro de 2012 e julho de 2013, reflexo da desoneração da folha.

Essa redução na folha também beneficiou o trabalhador que agora com maior poder aquisitivo e garantia de emprego, poderá adquirir bens de consumo, que também ficaram mais baratos devido à redução dos custos da M.O.

Embora o governo afirme que deixará de arrecadar alguns bilhões para a previdência, ele acaba ganhando em outras frentes, visto que, ele nunca fará nada para perder dinheiro. Porém, é importante salientar que o valor que era pago diretamente ao INSS vem reduzindo, e embora o governo queira expandir o mercado formal e aumentar a competitividade, isso não poderá colocar em risco o financiamento da previdência.

Ainda existem muitas dúvidas em relação à desoneração da folha, ao tipo de seguimento beneficiado, o importante é que isso gere cada vez mais empregos, consolidando o mercado de trabalho e que as empresas possam investir mais em seus empregados com cursos de capacitação e desenvolvimento, retendo talentos e inovando. Dentro dessa economia global que se mostra muito abalada com as recentes crises que estão ocorrendo nos EUA, esse é o momento de tentar estabilizar as coisas para que, caso ocorra algo grave na economia mundial, os impactos possam ser absorvidos por uma economia forte e equilibrada.

Postado dia 27/10/2013 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


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Alexandre Andreotto Hortêncio

Analista Contábil
São Paulo - SP
Membro desde: 22/03/2013
Doutor Reinaldo, belo artigo. Exemplificou muito bem os benefícios que a desoneração da folha gera, tanto para os empresários como para os novos talentos atuantes no mercado de trabalho. Parabéns.


Dia 29/10/2013 às 08:15:46

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