COLUNISTAS


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Geuma Nascimento

• Mestrado em Contabilidade pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP - SP;
• MBA em Gestão Empresarial pela Trevisan Escola de Negócios;
• Bacharel em Ciências Contábeis pela Associação Tibiriçá de Educação;
• Professora universitária das disciplinas de Contabilidade de Custos e Análise de Custos, Teoria da Contabilidade, Contabilidade Geral, Tributária, Intermediária, Avançada e Gerencial;
• Membro do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil;
• Especialista em Business Process Outsourcing (BPO), com vivência prática ao longo dos últimos 12 anos em empresas nacionais e internacionais de diversos segmentos e tamanhos;
• Sócia da TG&C - Trevisan Gestão e Consultoria e da Efycaz Trevisan – Aprendizagem em educação continuada;
• Carreira profissional desenvolvida em pequenas, médias e grandes empresas, dentro das diversas áreas administrativas e financeiras, com ênfase em contabilidade, tributos, custos, processos operacionais e sistêmicos e em qualidade;
• Gestora da implantação de custos ABC na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
• Participa de Conselhos Fiscais de expressivas empresas;
• Atua como palestrante;
• Autora do livro SPED sem Armadilhas;

 


Consulte sempre um especialista

Por Geuma Nascimento

A divulgação no final de maio de 2013 do balanço do primeiro trimestre do endividamento dos brasileiros com o sistema financeiro nacional, embora matematicamente correta, acabou suscitando uma polêmica e algumas dúvidas. A partir dos números apresentados pelo Banco Central, a ênfase na mídia ficou para o “novo recorde” registrado em março, quando as dívidas das famílias corresponderam a 43,99% da renda anual, consolidando 42,37% no acumulado dos primeiros três meses do ano.

Deu-se pouco destaque ao outro lado da moeda: parte substantiva do aumento do endividamento nos últimos anos refere-se ao crédito habitacional. Conforme explicou o próprio Banco Central, se for excluído o montante relativo à compra de imóveis, o endividamento cai para 30,48% da renda em março, 31,17% no acumulado do trimestre. Nesse recorte de leitura, pode-se raciocinar no sentido de que está sendo reduzida a dívida das famílias em relação às suas rendas. O que está aumentando é a oferta de crédito habitacional. Assim, esse item não se referiria à dívida, mas ao investimento.

Com esse mesmo raciocínio, muitas famílias estão substituindo o pagamento do aluguel, que não se inclui nas estatísticas sobre o comprometimento da renda com as dívidas, pelo financiamento habitacional, que é de longo prazo, tem juros mais baixos e propicia o aumento do patrimônio, a segurança da casa própria e até mesmo a geração de renda extra do aluguel para aqueles que já tinham imóvel para moradia. Essa análise é coerente do ponto de vista matemático, mas e sob o aspecto contábil?

Questionamentos como esse sobre o que é dívida ou investimento, fluxos de caixa, pagamento de tributos e custeio não se restringem aos temas macroeconômicos do País. Na verdade, fazem parte do cotidiano das empresas, de todos os portes. Muitas delas, porém, não só têm dúvidas conceituais sobre essas questões, como dificuldades para gerenciá-las de modo eficaz. Isso é preocupante, pois nada há de mais nocivo para um negócio do que o gerenciamento financeiro econômico e contábil equivocado.

Assim, é recomendável a contratação de serviços especializados de contabilidade e áreas afins, como economia e finanças. Muito mais do que separar o joio das dívidas do trigo dos investimentos, organizar pagamentos, inclusive de tributos, e recebíveis, o “bom“ contador/consultor saberá como fazer isso de modo a estabelecer o fluxo financeiro adequado para o melhor desempenho de cada empresa.

Exatamente para evidenciar o significado dessa boa gestão e difundir a importância dos profissionais da área, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) instituiu a campanha “2013: Ano da Contabilidade no Brasil”. A iniciativa soma-se à recente criação, pelo mesmo órgão, de uma comissão para estudar propostas de ampliar a formação técnica e acadêmica no setor. Será muito positivo para o universo corporativo se todas as empresas, na dúvida, consultarem um “bom” contador. Desculpem-me os céticos, mas saúde econômica e financeira é fundamental! 

Postado dia 21/08/2013 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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