COLUNISTAS


Facebook Twitter Linkedin
Eduardo Pardini

• Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo; Pós Graduação em Finanças pela Fundação Álvares Penteado; Especialização em Estratégia Empresarial pela Wharton Business School; Especialização em Gestão Estratégica pela Fundação Getulio Vargas; Especialização em Governança Corporativa, Ética e Fraudes pela Milliken University;

• Atuou como auditor externo na Coopers & Lybrand (1979) e Price Waterhouse (1988), onde nesta ultima além dos trabalhos de auditoria, era gerente responsável pelos treinamentos de auditoria para clientes.

• Participou em diversos projetos especiais como revisão de segurados e pensionistas da previdência federal, e como responsável pela auditoria do projeto caça bombardeiro AMX junto a Embraer e Maer.

• Em auditoria interna atuou em diversas empresas, como no grupo Bentonit (1982) e no Grupo Inglês Grand Metropolitan,(1991) atual Diageo, como diretor de auditoria internacional, responsável por toda a America Latina, Portugal, Espanha e Itália.

• Como executivo sênior trabalhou em empresas de diversos segmentos como Iochpe-Maxion (Diretor Financeiro setor Agrícola), TWE Espumas – Woodbridge Foam Corporation (Latin America Controller sênior), ISP – International Specialty Products, (Latin America Finance Director) e Milliken Company (Latin America Chief Financial Officer).

• Em 2008 fundou a CrossOver Consulting & Auditing, empresa especializada em Auditoria Interna e consultoria de gestão empresarial. Ex-Conselheiro da Associação Brasileira da Indústria Têxtil – Abit e membro ativo da American Chambers AMCHAM. Como docente ministrou treinamentos de auditoria pela Price Waterhouse, Caixa Econômica Federal, Tribunais de contas de diversos estados, tribunal de contas do município de São Paulo, Petrobras, e outros.

• Foi professor universitário nas cadeiras de contabilidade, auditoria e administração financeira, na FACESP e FASP, e atualmente ministra cursos de auditoria interna para o The IIA – Brasil em todo o país.

 


As novidades da nova versão do COSO – Controles Internos

Por Eduardo Pardini

Em 1992 o Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO) publicou o seu estudo sobre controle interno denominado Internal Control – Integrated Framework que foi aceito globalmente como sendo a estrutura adequada para ser aplicada nas organizações de forma a conduzir o processo de controles internos de forma eficiente e eficaz.

Após um longo tempo o COSO resolve revisar esta estrutura, pois nestes últimos 20 anos as corporações foram impactadas duramente pelas mudanças no ambiente de negócios, que são globais e muito mais complexos, ao mesmo tempo a necessidade de uma melhor governança corporativa, uma busca por maior transparência e o efeito da tecnologia nos processos operacionais, sugere uma maior responsabilidade quanto à integridade dos sistemas de controles internos corporativos.

Basicamente se manteve a definição de controles internos inalterada. Os conceitos fundamentais da estrutura original agora são considerados princípios que estão associados com os cinco componentes os quais fornecem condições básicas para os usuários no processo de desenho e implantação de sistemas de controles internos e/ou no entendimento dos requisitos básicos para um efetivo sistema de controles internos.

Somente para relembrar a definição de controles internos do COSO é:

“O controle interno é um processo, levado a efeito pelo conselho de administração, diretoria e todo pessoal da organização, desenhado para fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos relacionados às operações, informações (relatórios) e conformidade”.

Dentro da estrutura do COSO – Controles Internos existem os objetivos e os componentes que interagem entre si. Os objetivos são:

 

 

A grande mudança neste ponto é que a estrutura original tinha como meta apenas a comunicação financeira, e na nova estrutura o objetivo se torna mais abrangente, considerando as informações financeiras e as não financeiras.

Quanto aos componentes do controle interno, de forma resumida, ficou assim:  

 

 

A grande mudança nos componentes foi de posicionamento na estrutura, pois na estrutura original monitoramento vinha em primeiro lugar e o ambiente de controle em ultimo, e o componente comunicação e informação estava na segunda posição, logo abaixo do monitoramento.  

Na nova estrutura, seguindo o COSO – ERM, o ambiente de controle é o primeiro componente, pois é ele que ira ditar a qualidade e efetividade dos demais componentes do controle interno.

Com este mesmo foco o monitoramento passou a ser demonstrado na base do cubo, sendo antecedido pelo componente comunicação e informação.

O COSO – Controles Internos salienta que a efetividade do sistema de controles internos demanda muito mais do que apenas a aderência a políticas e procedimentos. Isto requer uma boa condição de julgamento dos gestores para determinar quais controles é suficiente para mitigar os riscos inerentes à organização.

Da mesma forma ele deixa claro que o conceito de controles internos é muito mais abrangente do que apenas a definição de políticas e procedimentos, e que a qualidade dos processos de controles internos esta intimamente relacionada com a capacidade dos gestores de entenderem a relação dos componentes e objetivos da estrutura COSO de controles internos.

E para finalizar, não é possível de se falar em governança corporativa sem uma adequada gestão de riscos corporativos e um bom sistema de controles internos.

Sejam Felizes

 

Postado dia 02/06/2013 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Todos os artigos deste autor:

As cinco razões éticas para uma empresa transformadora - 12/03/2018

A governança corporativa como resposta efetiva em tempos de transição - 26/02/2018

Conhecendo as atividades e responsabilidades da área de controle interno em uma corporação - 16/02/2018

O CSA – Control Self Assessment não é um substituto para a auditoria. - 14/02/2018

Simplificando a aplicação da metodologia de auditoria com visão no risco. - 31/08/2017

Gerenciamento de Riscos - Os fatores de sucesso para sua implantação - 14/03/2017

Os desafios das corporações pós-operação lava-jato - 08/09/2016

A auditoria interna e seus estágios, um olhar mais aprofundado. - 02/08/2016

Entendendo a mente do fraudador - 01/04/2016

Os desafios da auditoria interna no contexto corporativo - 13/12/2015

Por que as auditorias internas falham? Vejam os sete principais motivos - 13/10/2015

Simplificando o COSO Controles Internos 2013! - 29/06/2015

Controle interno, por que as empresas falham? - 10/06/2015

O ambiente interno como base para a qualidade do processo de controle - 11/05/2015

Os três atributos para a prevenção da fraude na corporação - 04/05/2015

Programa de integridade segundo o Decreto 8420 de 18 de Março de 2015 - 20/03/2015

Não existe governança sem competência - 26/02/2015

A ética na condução dos negócios pode ser uma vantagem competitiva - 09/01/2015

A importância dos controles internos para uma contabilidade de alto desempenho - 08/10/2014

Obtendo um padrão de excelência na gestão dos controles internos através da aplicação dos conceitos do COSO ICF – Internal Control Framework, para as empresas atuantes no mercado de seguros e resseguros. - 22/08/2014

Elaborando um projeto para implantação da gestão de riscos corporativos - 25/07/2014

Ajustando a organização à nova estrutura de controles internos 2013, publicada pelo COSO - 23/06/2014

Não espere a regulamentação da Lei 12.846/2013 para ver os seus efeitos, faça os ajustes necessários em sua política de compliance agora! - 06/05/2014

Controle interno para ser efetivo, deve ser trabalhado de maneira compreensiva, não somente nas atividades de transação - 04/05/2014

O conceito de auditoria é somente um! - 15/03/2014

A existência de um programa de “compliance” pode atenuar as sanções administrativas previstas pela Lei Anticorrupção. - 06/02/2014

Como definimos a atividade de controles internos dentro do contexto corporativo? - 25/01/2014

Utilizando os conceitos da Lei Sarbanes-Oxley para o fortalecimento da governança corporativa. - 11/12/2013

O zelo profissional e o auditor - 06/10/2013

Entendendo a mente do fraudador! - 03/09/2013

A fraude na corporação - 05/08/2013

A Auditoria Interna e a Fraude Corporativa - 04/07/2013

As novidades da nova versão do COSO – Controles Internos - 02/06/2013

A importância do ambiente interno no sistema de controles internos - 01/05/2013

Desmistificando a Governança Corporativa para as PMEs - 13/04/2013

O programa de trabalho de auditoria - 30/03/2013

A tecnologia da informação e seu impacto para os sistemas de controles internos - 07/03/2013

A Auditoria interna e a avaliação das informações. - 11/02/2013

Amostragem Estatística e a Auditoria interna - 17/01/2013

Avaliação dos sistemas de controles internos baseado no Comitê da Basiléia - 14/12/2012

Planejamento de auditoria e sua relevância para um trabalho eficiente – Final - 26/10/2012

Planejamento de auditoria e sua relevância para um trabalho eficiente – Parte II - 24/09/2012

Planejamento de Auditoria e sua relevância para um trabalho eficiente. Parte I - 12/07/2012

A Importância de um Plano de Auditoria baseado em Riscos - 11/07/2012

O Auditor Interno e a ética no ambiente de negócios. - 08/05/2012

A importância da Auditoria Interna na gestão de riscos corporativos. - 25/04/2012


Comentários:


Clique aqui para comentar este artigo


Theodoro Versolato Junior

Contador
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
Eduardo, muito bom artigo. este tema é de extrema importância na atual conjuntura das empresas.
Theodoro

Dia 05/06/2013 às 10:56:58

Visitantes: 6864