COLUNISTAS


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Wilson Alberto Zappa Hoog

• Bacharel em Ciências Contábeis;
• Membro ACIN - Associação Científica Internacional Neopatrimonialista;
• Mestre em Ciência Jurídica,
• Perito-Contador, Auditor, Consultor Empresarial,
• Palestrante, Especialista em Avaliação de Sociedades Empresárias;
• Sócio fundador e administrador da Zappa Hoog e Cia SS;
• Escritor e pesquisador de matéria contábil,
• Professor doutrinador de perícia contábil, direito contábil e de empresas em cursos de pós-graduação de várias instituições de ensino, mentor intelectual do método Zappa de Avaliação da Carteira de Clientes e do Método Holístico de Avaliação do Fundo Empresarial, antigo fundo de comércio e do Método de Amortização a Juros Simples - MAJS.

Autor dos livros:
• Resolução de Sociedade & Avaliação do Patrimônio na Apuração de Haveres. 3. ed.,203 p.
• Código Civil – Especial para Contadores Livro II Do Direito de Empresa, 3. ed. 409p.
• Perícia Contábil, Normas Brasileiras de Perícia, 2. ed. 225p.
• Prova Pericial Contábil: Aspectos Práticos & Fundamentais, 5. ed. 495p.
• Dicionário de Direito Empresarial, Relativo ao Livro II do Código Civil/2002, 2. ed. 121p.
• Tricotomia Contábil & Sociedades Empresárias, 2. ed. 149p.
• Sociedade Limitada – Aspectos Administrativos, Jurídicos e Contábeis, Pós Código Civil/2002. 215p.
• Moderno Dicionário Contábil – da Retaguarda à Vanguarda, 4. ed. 233p.
• Contabilidade um Instrumento de Gestão. 185p.
• Fundo de Comércio - Goodwill em: Apuração de Haveres; Balanço Patrimonial; Dano Emergente; Lucro Cessante e Locação Não Residencial. 210p.
• Lei das Sociedades Anônimas – Interpretada e anotada em seus principais aspectos. 501p.
• Perdas Danos e Lucros Cessantes, em desenvolvimento.
Co-autor das obras:
• Corrupção, Fraude e Contabilidade, em co-autoria com o Prof. Antonio de Lopes de Sá. 2. ed. 178p.
• Manual de Auditoria das Sociedades Empresárias, em co-autoria com o Prof. Everson Luiz Breda Carlim, 2. ed. 383p.

 


Contabilidade Social e a Teoria Empresarial

Por Wilson Alberto Zappa Hoog

 

 

Resumo:

O artigo apresenta de forma sucinta uma visão da contabilidade social e ambiental a partir da teoria empresarial de Soujanen, com a valorização e a visualização dos dois elementos propostos pelo autor citado para a equação contábil, que são: ISP-influências socioambientais positivas, e ISN -influências socioambientais negativas.

Estas influências continuam relevantes para os estudos contabilísticos contemporâneos, até porque, esta teoria possui características de apresentar um grande alcance na teoria pura da contabilidade.

E com este referente, tratamos dos cuidados que o contador deve ter em relação aos estudos e interpretações das teorias contabilísticas.

 

Palavras-chave:

Contabilidade social; ISP-influências socioambientais positivas; ISN-influências socioambientais negativas; teoria empresarial e Soujanen; teoria pura da contabilidade.

 

Desenvolvimento:

Com base na teoria de Soujanen, de 1954, é possível visualizar a importância das influências sociais e ambientais para uma melhor compreensão dos relatos contábeis.

A teoria empresarial é atribuída a Soujanen [1] em 1954, que trabalha os conceitos de responsabilidade social das células sociais com desenvolvimento sustentável. Contendo lastro na contabilidade social e ambiental, trata-se de proposta teórica fundada na função social das pessoas jurídicas.

Tendo influência nos estudos contabilísticos contemporâneos, esta teoria possui características da teoria da entidade. Está no Brasil associada à teoria jurídica das empresas, visto que está baseada no princípio da preservação da sociedade empresária, interesse da sociedade e sua função social (CF/88, art. 170, III). Este é o espírito da teoria das empresas: preservar a atividade lícita e sua função social. A partir da formulação desta teoria, apresentamos uma sugestão para uma equação patrimonial, baseada em contas com saldos devedores e credores [2], conforme segue: (A + D + C + ISP = P + PL + R +G + ISN –P), onde:

 

A = ativo

D = despesa

C = custos

ISP = influências socioambientais positivas

P = passivo

PL = patrimônio líquido

R = receita

G = ganho que verte de atividades não operacionais

ISN = influências socioambientais negativas

P = perda que verte de atividades não operacionais

 

Visualizam-se nesta equação contábil dois novos elementos, ISP e ISN. Estes novos elementos, normalmente não são escriturados pelas células sociais, salvo quando obrigadas por lei.

Como exemplo do ISP, temos os ativos ambientais do tipo investimentos em educação, preservação e qualidade de vida, e do ISN, temos os passivos ambientais do tipo contingências.

Nesta concepção de responsabilidade social temos a supremacia dos interesses da coletividade que se sobrepõem aos dos acionistas.

Vislumbra-se a aplicação desta teoria a grandes empresas, em especial às que atuam em setores econômicos mais suscetíveis à interferência no meio ambiente, tais como: mineração, pesca, o agronegócio, a indústria de transformação, além das que labutam com petróleo e produtos químicos. Apesar disso, esta teoria não se restringe apenas a esses tipos de empreendimentos. A responsabilidade social das pessoas jurídicas é um dos temas mais discutidos na atualidade, sendo elemento da teoria pura da contabilidade.

Este artigo representa uma reprodução parcial, in verbis, do nosso livro: Teoria da Contabilidade – exame de suficiência do CFC. Juruá. 2012. O mesmo pode ser consultado eletronicamente no endereço: www.jurua.com.br

 

[1] SOUJANEN, W. Accounting theory and the large corporation. The Accounting Review, Volume XXIX, n° 3, p. 391-398, Jul. 1954.

[2] Os saldos devedores e credores surgem pela influência das impulsões patrimoniais voltadas às origens e aplicações de recursos. 

 

 

Postado dia 09/03/2013 - Fonte: Essência Sobre a Forma

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