COLUNISTAS


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Elenito Elias da Costa

• Formado em contabilidade pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Especialização em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Pós-graduado em controladoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Mestrado em Auditoria pela UNIFOR - Universidade de Fortaleza;
• Analista Econômico Financeiro pelo IBAMAC;
• Instrutor de curso no SEBRAE/CDL/CRC;
• Professor universitário, palestrante e avaliador do MEC;
• Autor de diversos artigos publicados no Brasil e exterior;
• Sócio da empresa Irmão Empreendimentos Contábeis Ltda;
• Autor dos livros Contabilidade - Coletânea de artigos e Contabilidade - Coletânea de artigos Vol. II
• Um dos autores do livro Transparência - Uma visão sistêmica da analise empresarial nos demonstrativos contábeis e financeiros da Editora Fortes.

 


Monografia ou artigo, eis a questão

Por Elenito Elias da Costa

 

“O maior LUCRO do investidor educando sobre a IES, são ensinamentos e registros qualitativos proferidos pelo seu corpo docente, inseridos na sua formação”.

No cenário da conclusão da graduação, se faz necessário a apresentação da MONOGRAFIA, ou de um ARTIGO, devidamente elaborado pelo concludente, assistido e orientado por um professor, pautado pelo manual de normas aprovado pela IES que vincula educando, professor e gestores educacionais.

Sabemos que o maior problema do concludente na elaboração de sua Monografia ou Artigo é o tempo de leitura do material objeto de sua pesquisa, e em sua maioria todos tem dificuldade em transcrever o que pensa, pois têm dificuldades diversas, nesse momento o orientador/professor deve demonstrar a sua produção pedagógica através da autoria de seus artigos, livros ou similares, que possam ajudar o concludente.

E inconteste essa afirmativa, quando mesmo sente dificuldade na escolha do tema de sua Monografia ou do título do seu Artigo, mesmo aqueles que labutam na área e tem experiência prática, isso fica demonstrado a sua fragilidade na insegurança de sua transcrição.

Em sua maioria precisam de grande ajuda e compreensão dos orientadores, que não dispõe de uma maior elasticidade de tempo para atender essa deficiência, nesse momento é comprovado o real retorno de todo o tempo matriculado naquele curso.

É altamente preocupante oferecer ao mercado globalizado profissionais que apresentem dificuldades em transcrever o que pensa e principalmente sabendo que doravante apresentará relatórios analíticos de sua apreciação e aferição dos demonstrativos contábeis e financeiros (caso o concludente for do curso de ciências contábeis) a alta administração das empresas para procedimentos de melhorias a ser inseridos em seu planejamento.

A banca examinadora deve ser constituída por profissionais que tem perfil e afinidade com o tema da MONOGRAFIA ou do ARTIGO, pois seria de grande valia o seu UP GRADE e considerações que concede uma maior consistência ao trabalho apresentado.

No momento em que a Banca é mesclada com professores que não tem esse alinhamento, o trabalho poderá ser maculado na sua essência perdendo a sincronia racional do seu objeto.

Professores que participam da banca examinadora que não tenha o perfil desejável no entendimento técnico do tema, nada têm á acrescer ao trabalho, se limitando a conjecturar formatações, correções ortográfica, contextualização prévia antes de uma planilha, fonte de consulta, citações, ou seja, adendos que podem ser facilmente alinhados com o apoio bibliotecário.

Esse hiato técnico – especifico se faz necessário a determinados professores que debilmente participa da banca, nada tem a acrescer e sua participação se torna periférica, inócua, inodora e insípida.

Um educando que estudou e pesquisou o seu trabalho de monografia ou de um artigo, lamenta os adendos acrescidos por determinados professores que não tem afinidade com o tema, e sua posição apesar de ser respeitada pelos presentes, nada acresce.

 

Entendo também que há períodos que a IES (Instituição de Ensino Superior) através de sua coordenação não tem os elementos essenciais para esse momento, motivados por situações alhures, assim como entendo que a inserção de professores sem essa afinidade, só nivela a qualidade da pesquisa de modalidade redutora.

Acredito que diante dessa situação o MEC (Ministério da Educação) aprovou a apresentação de um ARTIGO em substituição a monografia, mas também se identifica similar propriedade, ou seja, raros são aqueles professores que labutam na área que tem o hábito de escrever artigos, nivelando em igualdade de condições o referido feito.

O que nos leva a reflexão que diante de uma análise SWOT, onde encontramos pontos fracos e fortes de variáveis denotativas dessas consequências que indubitavelmente se insere na avaliação qualitativos dos formandos e da educação onde resvalando num perfil desejável do mercado globalizado.

É fato que determinados professores não tem esse alinhamento, mas é verossímil a sua implicabilidade na qualidade desejada.

É factível que a ação de renúncia, seja apresentada pelo professor indicado antes de sua inserção, ou de melhor avaliação da banca escolhida com perfil determinante.

É deprimente, ouvir os comentários do educando após avaliação da apresentação de sua monografia já que muitos observam os comentários avaliativos que devem considerar na correção ou mesmo retificação da sua monografia por professores sem conhecimento técnico específico.

E o agravante é o conceito que certos educandos levarão daquele professor sem afinidade com o tema de sua monografia, pois ele jamais esquecerá o seu deslocado adendo.

Se for uma banca examinadora presumiu-se que todos têm nivelamento equânime de conhecimento que possa lho avaliar, estando o referido trabalho, e qualquer fato inconsistente em condições satisfatória e poderá conceituar o avaliador diante do apresentador da monografia.

Se nada tem a acrescentar, que se cale forever, ou se posicione no seu single space.

Agora podemos entender, porque os avaliadores devem ser escolhidos pelo avaliado e não oportunamente pela gestão, pois entendo que tal escolha se prende a concepção do avaliador diante da qualidade de sua banca examinadora.

Sendo o último trabalho a apresentar pelo educando é de bom tom que a IES contribua com a qualidade desse profissional no mercado de trabalho e sabemos quão exigente esse ambiente globalizado está selecionando seus afiliados e sabendo ainda que isso denota a qualidade desejada que o mercado o acolha adicionado a diversas outras variáveis.

O orientador deve ser aquele professor com afinidade com o tema da monografia ou do artigo e que tenha experiência prática inclusive que já tenha Artigos, Livros ou Projetos focados com essa sincronia racional, caso contrária estaremos inflando o mercado de trabalho sem as preocupações básicas e necessárias que deságuam na satisfação do educando ou do egresso.

Temos obrigação de visualizar o mercado de trabalho globalizado e sua exigência diante do profissional que estamos inserindo nesse mercado, pois essa sim é a contribuição qualitativa que gera a sustentabilidade e a continuidade na busca de futuro promissor.

Peço desculpas pelas rudes palavras, mas devemos pensar e refletir o que desejamos diante das premissas do mundo em que vivemos, pois o maior ágio desse investimento é a satisfação qualitativa do profissional, no sentido latto.

Postado dia 23/02/2013 - Fonte: Essência Sobre a Forma


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