COLUNISTAS


Facebook Twitter Linkedin
Ahmed Sameer El Khatib

• Bacharel em Ciências Contábeis pela FEA-USP (2007).
• MBA em Finanças pela FIA (2009).
• MBA em IFRS pela FIPECAFI (2013).
• Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC-SP (2013).
• Atualmente é Doutorando em Administração de Empresas na PUC-SP.
• Possui mais de dez anos de experiência na área contábil.

 


CPC 16 (R1) e o Valor dos Estoques

Por Ahmed Sameer El Khatib

Para o CPC 16 (R1) – Estoques (correlacionado ao IAS 2 – Inventories), os estoques são ativos:

O Pronunciamento estabelece em seu item 9, que os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável, dos dois o menor.

O valor de custo dos estoques deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais, ou seja, além de incluir o preço de compra, deve incluir os impostos de importação e outros tributos (não recuperáveis pela Entidade), custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Os descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes são deduzidos na determinação do custo de aquisição (item 10, CPC 16 R).

Com relação aos critérios de valoração dos estoques, o Pronunciamento esclarece que podem ser aumentados pelo método específico PEPS (“Primeiro que entra, primeiro que sai”) ou custo médio ponderado. A redução do valor de custo dos estoques para o valor realizável líquido visa atender o princípio de que os ativos não devem ser escriturados por valores superiores aos que se espera realizar com a sua venda ou seu uso. As estimativas do valor realizável líquido são baseadas nas evidências mais confiáveis disponíveis no momento em que são feitas e levam em consideração a finalidade para a qual o estoque é mantido. Por exemplo, o valor realizável líquido da quantidade de estoque mantido para atender contratos de venda ou de prestação de serviços é baseado no preço do contrato.

Os materiais e outros bens de consumo mantidos para uso na produção de estoques ou na prestação de serviços não serão reduzidos abaixo do custo se for previsível que os produtos acabados em que eles serão incorporados ou os serviços em que serão utilizados sejam vendidos pelo custo ou acima do custo. Entretanto, quando uma redução no preço dos produtos acabados ou no preço dos serviços prestados indicarem que o custo de elaboração desses produtos ou serviços não excederá seu valor realizável líquido, os materiais serão reduzidos ao valor realizável líquido. Nesses casos, o custo de reposição dos materiais pode ser a melhor medida disponível do seu valor realizável líquido.

Em cada período subseqüente é feita uma nova avaliação do valor realizável líquido. Quando as circunstâncias que anteriormente provocaram a redução dos estoques abaixo do custo deixarem de existir, ou quando houver uma clara evidência de um aumento no valor realizável líquido devido à alteração nas circunstâncias econômicas, a quantia da redução é revertida (a reversão é limitada à quantia da redução original) de modo a que o novo montante registrado dos estoques seja o menor valor entre o custo e o valor realizável líquido revisto.

A quantia de qualquer redução dos estoques para o valor realizável líquido e todas as perdas de estoques devem ser reconhecidas como despesa do período em que a redução ou a perda ocorrerem. A quantia de toda reversão de redução dos estoques, originária de um aumento no valor realizável líquido, deve ser registrada, no período em que a reversão ocorrer, como redução do item que reconhecera a despesa ou a perda.

Postado dia 16/12/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


Clique aqui para comentar este artigo


Moises Rodrigues Coimbra

Gerente Financeiro
São Paulo - SP
Membro desde: 29/05/2014
Muito bom mesmo a explicação!

Dia 29/05/2014 às 11:32:50


Reinaldo Pereira Santos

contador
São paulo - SP
Membro desde: 01/04/2012
Ótima explicação sobre o CPC 16.

Parabéns

Dia 30/01/2013 às 13:20:06


Ronnie de Sousa

Profissional de Contabilidade
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
Prof. Ahmed,

Não importa o segmento de atuação ou porte do negócio, eles quase sempre estarão lá: os estoques, e com a chegada do IFRS passa a ter tratamento contábil diferenciado e deve ser objeto de muito estudo pelos amigos contabilistas. Parabéns pelo artigo...

Atenciosamente,
Ronnie de Sousa

Dia 25/01/2013 às 12:08:48

Visitantes: 43967