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Laecio Barreiros

30 anos de carreira, Contador com MBA em Controladoria Financeira, atuou como Executivo de Finanças e Controladoria em empresas de renome como: GE Capital IT Solutions / IBM Brasil (Divisão Ivix Sistemas ) Zurich Seguros, Rhodes ( Grupo IVARS Italy ), Estanplaza Hotels, McDonalds, Manah (Bunge), Moore Brasil. Desde 2001 dirige a L&Barreiros Controladoria que desenvolve projetos de Gestão do Desempenho, Processos de Controladoria e Finanças com foco em Empresas de Pequeno e Médio Portes – PME´s. Membro AMCHAM, Associado IBGC, escreve e colabora para as revistas: PEGN, Você S/A, Exame PME, Meu Próprio Negocio, Estado SP, Folha SP, Portal IG, Blog INPG, Blog PME – Microsoft, entre outras...

 


Trigger, split, IPO? Conheça alguns dos principais jargões utilizados no mercado e na Bolsa de Valores

Por Laecio Barreiros

Quem acompanha diariamente o movimento das bolsas não vê surpresa alguma na frase: "forte volatilidade das blue chips derrubou o benchmark". Porém, parte dos investidores - em especial, os mais novatos - pode encontrar grande dificuldade para interpretar os jargões de mercado.

Como um ambiente habituado a conversas e decisões rápidas, o mercado apresenta linguagem própria, objetiva. Assim, os eventos de um pregão são descritos por termos técnicos bastante úteis, mas que às vezes dificultam a vida dos leigos.

Grande parte das palavras utilizadas nos mercados deriva do inglês; já que muitas das expressões não têm na Língua Portuguesa um representante fiel para traduzir a essência de tal situação. E outro caso evidente é a criação de gírias para descrever determinada situação da bolsa.

Alguns termos - como blue chips, benchmark ou upside - podem ser considerados comuns para investidores que acompanham o dia-a-dia dos mercados. Já outros jargões - como galo, bola e pagão - são ainda menos conhecidos do grande público, por figurarem entre as gírias utilizadas pelos operadores.

Algumas expressões:

ADR

Sigla de American Depositary Receipt. São títulos emitidos por algum banco depositário norte-americano para representar as ações de algum emissor estrangeiro. São cotados em dólares e negociados no mercado acionário dos Estados Unidos. Empresas como Vale, Petrobras, Ambev e Ultrapar, entre muitas outras, têm ADRs listados em Wall Street.

Arbitragem

Termo usado para definir operações que buscam tirar algum proveito de variações na diferença de preços entre dois ativos ou entre dois mercados, ou das expectativas dessa diferença. Como exemplos, podemos citar a compra de um ativo à vista e a venda desse mesmo ativo no mercado futuro.

Benchmark

Termo usado para designar a principal referência de uma aplicação. No caso dos fundos de ações, por exemplo, o benchmark em geral é o Ibovespa, enquanto nos fundos DI e de renda fixa o parâmetro mais usado é o CDI.

Blue chip

Relaciona as ações de maior liquidez e capitalização no mercado. De maneira geral, são os ativos mais procurados, como Petrobras e Vale, entre outras.

Bullish e Bearish

Termos utilizados para designar se um mercado apresenta tendência de alta ou de baixa, respectivamente. "Bullish" faz referência ao ataque do touro (bull, em inglês), feito de baixo para cima, ou seja, aposta em tendência ascendente. Já "bearish" é o contrário, e remete ao ataque do urso (bear), de cima para baixo; tendência de baixa.

Call

Significa uma opção de compra. Termo geralmente utilizado no mercado de derivativos. Também usado por analistas para recomendar a "compra" de determinado ativo aos investidores.

Candlestick

Tipo de gráfico de origem japonesa utilizado em análise técnica, que demonstra simultaneamente as cotações de abertura e fechamento de determinado ativo, bem como as máximas e mínimas do mesmo. Dependendo do formato de cada figura, analistas "enxergam" padrões para o mercado.

Chinese wall

Caracteriza a atuação independente entre setores diversos de uma mesma instituição. Por exemplo, a área de tesouraria de um banco não deve ter contato com a gestão de ativos da mesma instituição.

Day trade

Operação ou conjunto de operações realizadas por um investidor com determinado ativo em um mesmo dia.

Derreter

Jargão também utilizado para designar um movimento significativo de queda. Algum ativo está "derretendo" quando apresenta forte trajetória declinante.

Dividend yield

Indica o retorno de um dividendo. Razão entre os proventos pagos em dinheiro por uma empresa e a cotação das ações desta empresa no mercado de ações.

Espirro

Jargão usado nos mercados para designar uma variação brusca, para baixo ou para cima, de determinado ativo ou índice. O "Ibovespa deu um espirro" pela tarde quando apresenta comportamento agressivo em seu gráfico em intervalo curto de tempo.

Flippers

Investidores que participam de um processo de IPO (abertura de capital) adquirindo o ativo para vendê-lo em sua estréia, no primeiro dia negociação, a fim de obter lucro rápido. O termo ficou conhecido na abertura de capital da BM&F, que relacionou um "filtro anti-flippers", restringindo a participação de investidores que haviam "flipado" em ofertas anteriores.

Hedge

Termo utilizado para designar a atuação de um investidor em outra posição ou outro mercado (em geral, o mercado futuro) para proteger algum investimento, ou minimizar o risco de perdas em situação adversa.

Insolvente

Empresa que não consegue arcar com o pagamento das suas contas ou dívidas nos prazos determinados. Em grande parte dos casos, a insolvência de uma empresa sugere um processo de falência.

IPO

Initial Public Offering. Termo em inglês que significa oferta inicial de ações, que define o mecanismo através do qual uma empresa abre o seu capital e passa a ser listada na bolsa de valores.

Mico

Gíria muito utilizada nos fóruns de mercado para determinar um ativo que apresenta geralmente comportamento pior que a tendência de um mercado e de seus principais índices. Mostra uma perspectiva negativa em relação ao desempenho de tal título.

Posicionado

Investidor que mantém sua posição ou aplicação em determinado ativo financeiro. Por exemplo: alguém está posicionado no setor de consumo quando detém ativo do setor no momento em questão.

Pull back

Quando alguma ação que vem de período negativo apresenta trajetória de recuperação ou potencial de retomada em sua cotação.

Put

Significa uma opção de venda. Termo geralmente utilizado no mercado de derivativos. Contrário de "call", opção de compra.

Quilo

Termo utilizado para determinar milhão.

Resistência

Muito utilizado na análise técnica, indica um patamar difícil de ser rompido de acordo com as apostas do mercado em geral. Dado que as expectativas dos investidores mudam com o tempo, uma resistência pode ser rompida, com o ativo tentando romper, eventualmente, uma resistência mais acima.

Reversão

Ocasião em que algum papel é vendido à vista para compra no mercado de opções.

Small caps

Contrário de blue chips. São ativos de baixa liquidez e capitalização no mercado. Também chamados de "segunda linha".

Split

Caso em que uma ação passa por desdobramento. O número de ações emitidas é elevado, com a correspondente redução em seu valor nominal. Um "split" mantém o capital social da companhia inalterado.

Stop

Ferramenta que funciona como preço-limite estabelecido pelo investidor para liquidar sua posição. A partir daquele patamar, não se aceita mais o negócio. Um stop pode ser para realização de lucro (stop gain) ou para limitar uma perda (stop loss).

Suporte

Patamar que determina o nível de cotação de um papel no qual há uma parcela considerável de investidores dispostos a comprar o ativo àquele preço. O suporte, também muito usado na análise técnica, representa uma barreira para que a cotação não caia ainda mais.

Swap

Relaciona um contrato de troca de rentabilidades, que pode ser entre moedas, commodities ou outros ativos financeiros.

Tomar

Comprar pela quantidade e preço sugeridos.

Top pick

Ativo ou mercado considerado como melhor opção por algum analista ou instituição.

Trader

Termo norte-americano para designar quem opera no mercado financeiro.

Trigger

Motivo que desencadeou algum movimento de ação ou indicador, para baixo ou para cima.

Upside

É o potencial de valorização de determinado ativo. De maneira geral, é calculado a partir da relação entre a projeção de alguma instituição ou analista para o valor de tal ação em determinado período e sua atual cotação. Por exemplo, um papel que negocia a R$ 100,00 e tem um preço alvo a R$ 150,00 mostra um upside, ou potencial de valorização, de 50%.

Conversa de operador

Quem trabalha dentro da rotina das bolsas utiliza jargões para facilitar e abreviar a comunicação. Alguns termos utilizados pelos operadores são desconhecidos dos investidores em geral, mas muito utilizados no cotidiano dos traders.

Bater

Vender.

Desovando

Vendendo montante expressivo de determinado ativo.

Lixo

Sem liquidez, baixo volume de negócios.

Long-Short

Combinação entre posição comprada e posição vendida, respectivamente.

Nada na mão

Não existe nenhuma operação pendente.

Pagão

Comprador. Até certo preço que o investidor aceita pagar, é considerado pagão.

Posição zerada

Quando o investidor não está comprado ou vendido

Raspar

Comprar quantidade indeterminada de tal ativo, até um valor pré-estipulado

A numeração do mercado

Bola = zero

Galo = 50

Duque = 200

Terno = 300

Quadra = 400

Quina = 500

Postado dia 22/11/2012 - Fonte: Essência Sobre a Forma


Comentários:


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Ronnie de Sousa

Profissional de Contabilidade
São Paulo - SP
Membro desde: 03/04/2012
Laecio,

Realmente alguns termos ainda causam grandes dúvidas a profissionais de diversas áreas. Obrigado pelos esclarecimentos.

Ronnie de Sousa

Dia 05/12/2012 às 20:33:01

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